Gerdau encerra setores no Recife, demite 160 e mantém só produção de arames e pregos
A Gerdau demitiu cerca de 160 trabalhadores na unidade Açonorte, localizada no bairro do Curado, na Zona Oeste do Recife. O desligamento em massa foi comunicado aos funcionários na terça-feira (4) e faz parte de uma reestruturação da fábrica.
Segundo a empresa, foram encerradas as operações dos setores de aciaria e laminação. A unidade continuará funcionando, mas passará a concentrar a produção apenas em produtos trefilados, como arames, telas e pregos, mantendo cerca de 450 postos de trabalho.
A companhia, maior produtora de aço do Brasil, afirma que a decisão integra uma estratégia de otimização de ativos e revisão do modelo de negócios, visando maior produtividade e rentabilidade da operação.
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE), parte dos empregados recebeu proposta de transferência para outras unidades. Para quem foi desligado, a Gerdau apresentou um Plano de Demissão Incentivada (PDI), com pagamento de três salários adicionais, manutenção do plano de saúde por seis meses para trabalhador e dependentes, além de cursos de qualificação e apoio para recolocação.
O sindicato informou que mobilizou equipe jurídica para prestar assistência aos afetados, com orientação sobre direitos e acompanhamento de casos de estabilidade prevista em lei - como trabalhadores próximos da aposentadoria, gestantes, cipeiros e afastados por doença ocupacional.
Em nota, o presidente do Sindmetal-PE, Abinadabe Santos, disse que a entidade vai fiscalizar o cumprimento da CLT e da Convenção Coletiva e representar judicialmente quem optar por não aderir ao PDI.
A redução acende alerta no setor metalúrgico pernambucano. A Açonorte é uma das principais plantas siderúrgicas do Estado e a paralisação de parte da produção pode gerar reflexos em fornecedores, prestadores de serviços e na economia regional.
Pelaipe expõe crise financeira do Grêmio após goleada e banca Luís Castro: "Odorico pegou o clube quebrado"
O diretor executivo Paulo Pelaipe fez um desabafo forte após a goleada de 3 a 0 para o Atlético-MG, na Arena MRV, e expôs a situação financeira do Grêmio.
"Temos que ser honestos com o torcedor. O presidente Odorico pegou o Grêmio quebrado. Devia para fornecedores, teve que abrir mão do Arthur. Estamos montando um time no meio da competição. O Grêmio precisa honrar salários e manter a folha em dia como está. Estamos colocando o Grêmio dentro da realidade", afirmou.
Pelaipe revelou cifras e citou dificuldades para manter jogadores. "Não adianta fazer onda. Tem que falar a verdade para o torcedor. Em dezembro foram pagos R$ 53 milhões atrasados ao grupo de jogadores entre salários e premiações. O Willian saiu porque não tínhamos como pagar o salário do jogador. E tem outros jogadores assim", disse.
O dirigente reconheceu a queda após duas boas atuações. "Esse aí não é o Grêmio. Contra Mirassol e São Paulo fez jogos dignos do Grêmio, mas hoje não. A realidade é essa e o torcedor tem que ajudar. Esses jogadores têm vergonha na cara. Temos que deixar o sangue no campo", completou.
Questionado se a diretoria está satisfeita com Luís Castro, Pelaipe bancou a permanência do português:
"Está. Foi campeão gaúcho, colocou os meninos para jogar, inclusive um que estava para sair para o Botafogo. O Grêmio já fez 'doações' para o Botafogo como o Nathan e o Cuiabano. Ele tem coragem de botar o jogador para jogar. É um treinador que está acostumado a trabalhar com a base e tem casca para resistir. De 2021 a 2025 o Grêmio teve sete treinadores. Vamos manter o Luís Castro e temos convicção de que dará resultado até o final do ano".[Viery]

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