Eleições no RS: confira o patrimônio declarado pelos candidatos ao governo do Estado
Faltando poucos dias para o início oficial da campanha, os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul já registraram suas candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e tornaram públicas as declarações de bens. Os dados estão disponíveis no DivulgaCand, portal do TSE.
Veja o patrimônio declarado por cada um:
Gabriel Souza
Total: R$ 935.461,08
- 50% de uma casa em Tramandaí (RS): R$ 295.874,33
- 50% de um apartamento com box em Porto Alegre (com saldo financiado): R$ 287.653,38
- Aplicações e investimentos: R$ 191.898,58
- Previdência privada: R$ 134.835,45
- Depósitos em conta corrente: R$ 18.249,34
- Dinheiro em espécie: R$ 6.950,00
Juliana Brizola (PDT)
Total: R$ 376.137,78
- 51% de um apartamento financiado (Banrisul): R$ 220.578,75
- Veículo Honda HR-V: R$ 155.500,00
- Conta poupança (Banrisul): R$ 59,03
Luciano Zucco (PL)
Total: R$ 709.304,00
- Apartamento em Porto Alegre: R$ 270.000,00
- Veículo automotor: R$ 267.607,00
- Aplicação de renda fixa (Itaú): R$ 78.426,00
- Motocicleta: R$ 39.348,00
- Veículo automotor: R$ 30.000,00
- VGBL - Vida Gerador de Benefício Livre (Itaú): R$ 20.000,00
- Depósitos bancários (Banco do Brasil e Banrisul): R$ 3.857,00
- Cadernetas de poupança (Poupex e Banco do Brasil): R$ 66,00
Marcelo Maranata (PSDB)
Total: R$ 249.805,00
- Casa no bairro Cohab, em Guaíba: R$ 60.000,00
- 50% em quotas de capital (Marjorie Administração de Condomínio): R$ 60.000,00
- Galpão pré-moldado na rua São José, em Guaíba: R$ 40.000,00
- Aplicação de renda fixa (Bradesco): R$ 31.915,00
- Terreno sem benfeitorias na Chácara das Paineiras, em Guaíba: R$ 24.180,00
- Quotas de capital (Amitie Livraria e Papelaria): R$ 13.500,00
- Veículo VW Gol 1.0 (2013/14): R$ 11.210,00
- Quotas de capital (Marcelly Móveis LTDA): R$ 9.000,00
Governo abre processo da Lei da Reciprocidade e notifica EUA após tarifa de 25%
O governo federal abriu nesta quinta-feira, 13, o processo para aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, em resposta à tarifa de 25% imposta ao Brasil.
De acordo com nota divulgada pela Secom, o Ministério das Relações Exteriores notificou formalmente o governo norte-americano sobre o início do procedimento e solicitou a realização de consultas diplomáticas, conforme prevê o artigo 16 do decreto que regulamenta a lei.
O Executivo afirma que a etapa de consultas tem o objetivo de mitigar ou anular os efeitos das medidas e eventuais contramedidas previstas na legislação e que a iniciativa demonstra a preferência pelo diálogo com a Casa Branca.
A tarifa americana foi aplicada após investigação da Seção 301, conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que acusou o Brasil de práticas comerciais desleais em temas como o sistema de pagamentos Pix e questões relacionadas ao desmatamento.
O governo brasileiro informou que, ao longo da investigação, apresentou evidências que refutariam os argumentos dos EUA e voltou a classificar a tarifa como "injustificada e arbitrária", afirmando que continuará defendendo sua posição em todas as instâncias cabíveis, incluindo a Organização Mundial do Comércio (OMC).
Na nota, o governo também afirmou que seguirá buscando a diversificação de parcerias comerciais e a abertura de novos mercados, além de manter medidas de apoio aos setores afetados pela tarifa por meio do Plano Brasil Soberano, com o objetivo de preservar empregos e a capacidade produtiva.
Governo do RS deve pagar 14º salário ampliado a professores e servidores com base no Ideb
Aprovado em outubro de 2025 pela Assembleia Legislativa dentro do Programa de Reconhecimento da Educação Gaúcha, o 14º salário vinculado ao cumprimento de metas deve ser pago de forma ampliada neste ano no Rio Grande do Sul.
A informação foi repassada pela secretária estadual da Educação, Raquel Teixeira, em reunião com o Cpers na quarta-feira, segundo relato da presidente do sindicato, Rosane Zan.
"A secretária afirmou, e espero que seja real, que o 14º salário será estendido a todos os professores, funcionários de escola e a alunos, em uma parte. Não sou contra o 14º, mas ele precisa ser linear para toda a categoria", afirmou Rosane, lembrando que o sindicato foi contrário à proposta na época da votação.
Pela legislação, regulamentada posteriormente pelo Executivo, o bônus tem como referência a remuneração do servidor no mês anterior ao pagamento e é calculado conforme o percentual de cumprimento das metas estabelecidas para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) ou para o Índice de Desenvolvimento da Educação do Rio Grande do Sul (Iders). O texto também prevê premiações a alunos por desempenho e participação.
O Rio Grande do Sul apresentou avanço nos resultados do Ideb 2025, com crescimento na rede pública, aumento nas taxas de aprovação e melhora no desempenho em Língua Portuguesa e Matemática, de acordo com dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
Procurada, a secretária Raquel Teixeira confirmou que está previsto para este ano o pagamento de bonificação aos servidores da Educação com base nos resultados do Ideb 2025. Os detalhes, incluindo critérios e valores, serão divulgados pelo governo do Estado nas próximas semanas.
Cimi registra 258 indígenas assassinados em 2025 e aponta aumento da violência
Dados do relatório Violência contra os Povos Indígenas no Brasil, divulgado nesta quinta-feira, 13, pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), apontam 258 indígenas assassinados em 2025. O número é superior aos 211 casos registrados em 2024. Os dados são do Sistema de Informação sobre Mortalidade, de secretarias estaduais de saúde e da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).
Roraima lidera com 82 mortes, seguido por Amazonas (47) e Mato Grosso do Sul (37).
Segundo o Cimi, houve aumento em três categorias: violência contra a pessoa, contra o patrimônio e por omissão do Poder Público, além de crescimento nos conflitos por direitos territoriais.
Violência contra a pessoa
O relatório cita casos ocorridos em terras já delimitadas, mas com processos demarcatórios que se arrastam há mais de uma década. Entre eles, o ataque a quatro Avá-Guarani na Terra Indígena Tekoha Guasu Guavirá, no oeste do Paraná, no início do ano; a morte do Pataxó Vitor Braz, em março, na Barra Velha do Monte Pascoal (BA); e a morte do Guarani Kaiowá Vicente Fernandes, em novembro, no Tekoha Pyelito Kue, em Mato Grosso do Sul.
Para o Cimi, o cenário de violência está relacionado aos ataques a direitos territoriais e ao impasse no Judiciário em torno da Lei 14.701/2023, conhecida como Lei do Marco Temporal, que até dezembro permanecia sem julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
Violência contra o patrimônio
Foram 1.276 casos em 2025: 897 por omissão e morosidade na regularização de terras, 169 por conflitos relativos a direitos territoriais e 210 por invasões possessórias, exploração ilegal de recursos e danos diversos.
O levantamento aponta 1.443 terras e reivindicações territoriais no país, das quais 897 estão pendentes de alguma medida administrativa para regularização. Desse total, 582 não tiveram qualquer providência para início do processo demarcatório.
Em 2025, segundo o Cimi, nove relatórios de identificação e delimitação foram publicados pela Funai, dez portarias declaratórias foram emitidas pelo Ministério da Justiça, sete terras foram homologadas e cinco registradas como patrimônio da União. Outros 16 grupos técnicos de delimitação foram criados e 10 reservas constituídas.
Violência por omissão
O relatório registra 215 suicídios em 2025, acima dos 208 de 2024. Os maiores números foram no Amazonas (77), Mato Grosso do Sul (42) e Roraima (37). A maioria das ocorrências concentra-se entre jovens de 20 a 29 anos (41%) e até 19 anos (34%).
Também foram contabilizados 1.024 óbitos de crianças indígenas de até 4 anos, ante 922 no ano anterior. Amazonas (306), Roraima (158) e Mato Grosso (123) lideram. Desses, 586 mortes (57%) foram por causas evitáveis, como gripe e pneumonia (104), doenças infecciosas intestinais (85) e desnutrição (32).
Foram ainda 58 registros de falta de assistência geral, 111 na educação, 121 na saúde, 62 mortes por falta de atendimento e 14 casos envolvendo álcool e outras drogas, totalizando 366 ocorrências. O documento cita ainda falta de água potável, saneamento básico e contaminação de rios por agrotóxicos e mercúrio de garimpos.
Povos isolados
O Cimi aponta 119 registros de povos isolados no Brasil, dos quais 28 foram confirmados pela Funai. Em 20 terras indígenas com presença de 45 registros de isolados, houve casos de invasão e dano ao patrimônio.

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