Grêmio deve poupar titulares contra a Chapecoense de olho no Gre-Nal da Copa do Brasil
Diante da sequência de jogos e, principalmente, do Gre-Nal decisivo da próxima quinta-feira, Luís Castro deverá preservar titulares do Grêmio que enfrentam a Chapecoense neste domingo, às 18h30min, na Arena. Como adiantou na entrevista coletiva após o empate sem gols no clássico 453, o treinador português vai poupar os jogadores que apresentarem maior desgaste físico.
“Teremos dois dias para avaliar junto com a área de saúde os jogadores. Vamos jogar contra a Chapecoense com aqueles que estiverem mais prontos para jogar. Não me sentirei limitado se alguns não conseguirem jogar”, explicou.
A tendência é de que a escalação tenha mudanças em todos os setores. Nomes como Diego Caito, Kannemann, Marlon, Villasanti e Khrinovic podem ficar fora do confronto contra o lanterna do Brasileirão. Jovane Cabral é outro atleta que pode perder a vaga no time. Porém, diferentemente dos demais, por questão técnica, após não conseguir desempenhar um bom futebol no Beira-Rio.
A definição dos 11 iniciais para enfrentar a Chapecoense vai acontecer na atividade deste sábado pela manhã, no CT Presidente Luiz Carvalho. Recuperado de edema muscular, Gustavo Martins pode ganhar uma chance entre os titulares. O defensor ficou no banco de reservas contra o Inter na última quinta-feira.
O duelo diante dos catarinenses antecede o Gre-Nal 454, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil.
Grêmio e Inter acham que só admitir a crise financeira resolve, mas problema é mais profundo
O futebol precário demonstrado por Inter e Grêmio no primeiro Gre-Nal das quartas de final na última quarta-feira, no Beira-Rio, é apenas a parte mais visível de um problema muito maior que se acumula por anos e parece não ter mais tapete suficiente que consiga esconder tantas irresponsabilidades em sequência varridas para baixo dele. Sempre se soube que empurrar o problema com a barriga daria muito errado em certo momento. O momento se aproxima com a velocidade de um Fórmula 1.
Essa semana, antes de a bola rolar, tivemos dois ótimos exemplos. Ou melhor, péssimos exemplos. Ambos, coincidentemente, no mesmo dia. O primeiro aconteceu com o Grêmio. O clube recebeu uma notificação da Agência Nacional de Regulação e Sustentação do Futebol (ANRESF) de que não poderia registrar novos eventuais reforços, já que havia incorrido no chamado Evento de Insolvência.
O problema era o nome?
O repórter Lucas Mello publicou a matéria no site do Correio do Povo acerca do assunto. Minutos depois, a assessoria do Grêmio entrou em contato solicitando uma correção. A alegação é de que não era o agora famoso transfer ban, como apontava o título da matéria. O problema em si era o de menos, o que importava era o nome. Detalhe, trecho do documento da ANRESF: “O que é o bloqueio preventivo de registro: o bloqueio preventivo é uma trava no sistema de registro de atletas da CBF, mais conhecido como transfer ban”. Se o problema era o nome, temos também um problema então.
O caso colorado é ainda mais complicado. No final da tarde de terça-feira surgiu a informação de que o clube havia sofrido um transfer ban. Em um primeiro momento, o Inter não divulgou o nome do jogador que motivou o caso, o que consequentemente gerou especulações. Carbonero? O jovem Benjamin? Tamanhas são as dívidas não pagas pela direção que não era nem um, nem outro.
As dívidas viraram rotina
Era o zagueiro Juninho. Mais tarde, a direção admitiu que já esperava a punição – e não por acaso acelerou os reforços de Sanabria e Eliasson na semana anterior. A declaração veio como quem fala de uma negociação que não teve sucesso, com ares de trivialidade. O Inter chegou ao ponto em que o anúncio de uma medida extrema da Fifa virou algo rotineiro.
Não bastando isso, há ainda a informação de que a decisão dos jogadores colorados em não concentrar para o clássico Gre-Nal aconteceu em virtude de um atraso salarial e dos direitos de imagem que já chega a dois meses. “Nunca escondemos a dificuldade financeira”, afirmou o presidente Alessandro Barcellos.
Apenas ser transparente não basta
É verdade, mas apenas admitir que o clube está financeiramente no fundo do poço não vai mudar muito a situação. Ainda mais quando a atual direção errou tanto em contratações, gastando o que podia e o que não podia.
As direções podem naturalizar o tema o quanto quiserem. O problema seguirá existindo. Com a implantação do Fair Play Financeiro no Brasil, no entanto, convém mais seriedade. O regulamento prevê, em casos extremos, perda de pontos ou rebaixamento. Vez por outra, alguém é pego como exemplo. Convém não estar na linha de mira nessa hora.
Músico vencedor do Grammy Latino é detido pelo ICE nos Estados Unidos
Degnis Nelson Bofill Miranda, músico cubano e vencedor do Grammy Latino 2022, foi detido pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (ICE) após um show nos Estados Unidos. A operação aconteceu no Aeroporto Internacional de Miami quando ele saiu de um voo vindo de Nova York, em 19 de agosto.
Em entrevista à CBS News Miami, Mara Delgado, sua esposa, relatou momentos de tensão e incerteza sobre o futuro: “Estou preocupada com a possibilidade dele ser deportado, porque não sei quando poderei vê-lo novamente”.
Inicialmente, o músico passou dias no escritório de Operações de Execução e Remoção (ERO) do ICE em Miramar. Em seguida, foi transferido para o Centro de Detenção de Krome, no Condado de Miami-Dade.
“Terrível”, continuou Delgado. “Comecei a entrar em pânico, porque com tudo o que tem acontecido, eu sabia que isso sempre é uma possibilidade para nós, imigrantes.”
ICE diz que músico estava em situação irregular
Delgado afirmou que Bofill teria um pedido de asilo pendente e que seu desejo é seguir com o processo fora da detenção.
Em contrapartida, o ICE emitiu um comunicado ao veículo de imprensa no qual declarava que Bofill estaria em situação irregular dentro do país, e sua prisão teria se dado em operação de “fiscalização de imigração”. “Ele terá direito a um processo justo”, afirma a declaração.
A esposa do músico iniciou uma campanha que busca reunir dinheiro para custear as despesas jurídicas. A meta é de US$ 60 mil (cerca de R$ 312 mil).

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