HIPÓCRITA
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HIPÓCRITA
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A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (29), a segunda fase da Operação Linha Direta, resultando no desmantelamento de uma sofisticada estrutura voltada a golpes eletrônicos na capital gaúcha. A ofensiva, coordenada pela Delegacia de Repressão ao Roubo de Veículos (DRV/DEIC), culminou na prisão em flagrante de seis pessoas, incluindo o casal apontado como líder da organização. Com o desdobramento atual, o número de detidos desde o início das investigações em dezembro, quando o esquema foi descoberto em Cachoeirinha, já chega a 23 suspeitos.
A investigação revelou a existência de uma central telefônica clandestina no bairro Jardim Itu, que operava com roteiros padronizados e metas financeiras, assemelhando-se a um centro de telemarketing profissionalizado. No local, quatro mulheres foram flagradas aplicando golpes em tempo real. A polícia apreendeu 44 celulares, centenas de chips de diversas operadoras e cadernos com anotações minuciosas sobre as vítimas. Simultaneamente, no bairro Sarandi, a liderança do grupo foi capturada com vasto material que comprova a gestão centralizada das fraudes, que vitimaram pessoas em diversos estados brasileiros, com foco especial em idosos e indivíduos com baixo letramento digital.
O modus operandi consistia em se passar por funcionários de bancos para alertar as vítimas sobre supostas invasões em suas contas, convencendo-as a realizar transferências imediatas para contas de laranjas. A ação contou com o apoio de peritos do Instituto-Geral de Perícias (IGP), que identificaram o uso de softwares de acesso remoto e arquivos com dados sensíveis nos computadores apreendidos. Segundo a delegada Jeiselaure de Souza, a quadrilha causou prejuízos de milhões de reais, demonstrando um elevado grau de organização e controle sobre a atividade criminosa.
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Post de Band Jornalismo
Fonte: https://web.facebook.com/100064737276871/posts/1413365537498009/?rdid=7pv6w49T5oWzMpL2#
Eu amo ser brasileira. Amo, amo, amo. Amo o nosso calor humano, amo a nossa leveza, amo a nossa capacidade de transformar qualquer situação em convivência, em riso, em vida. Amo o jeito como a gente acolhe, como a gente se adapta, como a gente segue. E segue, mesmo quando tudo parece dar errado. E, ô, como dá errado!
“Ah, mas o brasileiro é de boa…” É mesmo. E talvez esse seja o nosso maior ativo internacional — e, ao mesmo tempo, o nosso maior problema interno. Turistas chegam ao Brasil e se encantam. Somos acolhedores, sorridentes, flexíveis, calorosos. Temos uma capacidade quase mágica de transformar dificuldade em humor e caos em convivência. Somos felizes. Ou, ao menos, é isso que parecemos ser.
Ou será que é o que QUEREMOS PARECER SER? Você pegou a sutileza da diferença?
Vamos lá. Somos “de boa”. Mas… a que custo?
Somos pacíficos — a não ser quando somos assaltados ou assassinados; somos felizes — a não ser quando o dinheiro não fecha no fim do mês (e cadê a picanha?). Somos solícitos — a não ser quando o sistema nos empurra para a humilhação cotidiana. E mesmo assim seguimos rindo, adaptando, relevando.
E aqui entra um ponto para reflexão. E, confesso, algo que meu incomoda profundamente: a famosa Lei de Gérson. Para quem não lembra, nasceu de uma propaganda nos anos 1970 com o jogador Gérson, campeão mundial em 1970, dizendo que gostava de “levar vantagem em tudo, certo?”. A frase virou bordão. E o bordão virou mentalidade. Não como regra absoluta, mas como permissão cultural. O “jeitinho brasileiro” passou a ser visto não apenas como criatividade diante da burocracia, mas como habilidade de contornar regras, dobrar limites, flexibilizar princípios — e, o mais grave, com aprovação social. Pequenas vantagens, pequenas infrações, pequenas desonestidades. Tudo “de boa”.
A ciência ajuda a explicar. A socióloga Diane Vaughan descreveu a chamada normalização do desvio: quando comportamentos errados, repetidos ao longo do tempo sem consequências, passam a ser aceitos como normais. Não é que as pessoas não saibam que é errado; elas sabem, mas deixam de se importar, porque “todo mundo faz”, porque “não é nada demais”, porque “é assim que funciona”. Some-se a isso o efeito espectador, estudado por John Darley e Bibb Latané: quanto mais gente presencia um problema, menor a chance de alguém agir. Todo mundo vê, todo mundo comenta, mas ninguém corrige — e o desvio deixa de ser exceção para virar cultura. Levantamentos como o World Values Survey ainda indicam que sociedades altamente adaptáveis tendem a tolerar mais ineficiências estruturais, porque desenvolvem mecanismos informais de compensação — o famoso “dar um jeito”. Ou seja, a mesma flexibilidade que nos salva no dia a dia pode nos condenar no longo prazo.
Porque essa leveza virou anestesia coletiva. A capacidade de adaptação virou tolerância ao absurdo, o bom humor virou fuga da realidade e o “deixa pra lá” virou um sistema silencioso de manutenção do erro. E o que está, não está bom: décadas de corrupção, ciclos repetidos de promessas vazias, instituições tensionadas, serviços públicos insuficientes. Mas seguimos “de boa”, sem indignação consistente, sem cobrança estruturada, sem memória política.
Mas vem comigo encarar a realidade: quando o pequeno desvio é aceito no cotidiano, o grande desvio deixa de escandalizar. A corrupção não nasce grande; ela cresce em um ambiente que tolera o pequeno errado. A “Lei de Gérson” pode parecer inofensiva, quase folclórica, mas ajuda a sustentar uma cultura onde o caráter é negociável — desde que seja “só um pouquinho”. E esse “pouquinho” é cumulativo.
A falta de indignação mantém a convivência mais leve, sim, mas mantém o problema intacto. Porque paz sem justiça não é paz; é acomodação — e acomodação tem preço. O custo de ser “de boa” aparece aos poucos: na escola que não forma, no hospital que não atende, na segurança que não protege, na política que não representa. Não vem de uma vez; vem em parcelas silenciosas, até que um dia a conta chega.
Talvez esteja na hora de encarar a pergunta que a gente evita justamente para continuar confortável: até que ponto essa leveza é virtude e a partir de que ponto ela vira conivência? Porque existe uma diferença brutal entre ser um povo alegre e ser um povo que normalizou o desvio. E talvez — só talvez — o Brasil não precise de menos alegria, precise de mais caráter inegociável. Porque mudança não nasce do conforto; nasce do limite. E esse… a gente vem flexibilizando há tempo demais.
Eu vou encerrar esse texto repetindo: eu AMO ser brasileira. Para ser bem sincera, acredito que somos, de fato, diferenciados. Por que? Não sei. Talvez seja uma missão divina. Talvez, quem sabe, tenhamos a melhor terra, com o melhor povo, e o mais imenso coração. Talvez o nosso enorme desafio seja realinhar a rota. Ajustar o leme. Retomar as rédeas. E mostrar que, sim, é possível ser faceiro, feliz, “de boa” e, ainda assim, seguir a lei. Observar a ordem. Prosperar de forma justa. Mesmo sendo brasileiro. Mesmo estampando esse sorriso no rosto, esse calor no coração.
Eu acredito na gente. Eu acredito de verdade. Só cabe a nós. Só cabe a cada um de nós. Essa é a hora da virada. Essa é a hora de mostrarmos que, sim, somos gente boa. Mas, acima de tudo, somos gente que pensa.
Que assim seja. É assim será.
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou suas redes sociais na noite desta quarta-feira (29) para manifestar apoio ao advogado-geral da União, Jorge Messias, após a histórica rejeição de seu nome pelo Senado Federal. Mendonça foi o primeiro magistrado da Corte a se pronunciar publicamente sobre o resultado da votação, que barrou a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
Em sua publicação, Mendonça ressaltou que, embora respeite a soberania da decisão dos senadores, considera que o país deixou de ganhar um magistrado de alto nível. "O Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo. Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais", declarou o ministro. Além de destacar a qualificação técnica e moral do colega, Mendonça, que compartilha da mesma fé cristã de Messias, utilizou referências bíblicas para confortá-lo, afirmando que ele "combateu o bom combate" e deve sair do processo de cabeça erguida. O gesto de solidariedade reforça o vínculo entre ambos, que buscaram apoio em segmentos religiosos durante suas respectivas trajetórias de indicação à Suprema Corte.
PGR arquiva pedido de investigação de Gilmar por homofobia. ![]()
Post de Bia Kicis
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Em uma jornada para ficar na história pelas razões erradas, o Grêmio empatou em 0 a 0 com o Palestino nesta quarta-feira (29), em Santiago, pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana. O grande protagonista do confronto foi o centroavante Carlos Vinícius, que protagonizou um feito raro: desperdiçou o mesmo pênalti por três vezes consecutivas logo no início da partida. Com o resultado, o Tricolor gaúcho soma quatro pontos e ocupa a vice-liderança do Grupo F, enquanto o grupo fica embolado após a vitória do Deportivo Riestra sobre o City Torque.
A estratégia do técnico Luís Castro, que promoveu mudanças no time titular com as entradas de Caio Paulista, Dodi e Willian, parecia surtir efeito quando Tetê sofreu pênalti aos 8 minutos. Na cobrança, Carlos Vinícius parou em Sebastián Pérez duas vezes, mas em ambas o VAR detectou que o goleiro chileno se adiantou. Na terceira tentativa oficial, Pérez permaneceu sobre a linha e defendeu o chute no meio do gol, desestabilizando o emocional da equipe brasileira.
O Palestino aproveitou o abalo gremista e equilibrou as ações, exigindo defesas importantes do goleiro Weverton, especialmente em um voleio de Munder. No segundo tempo, Luís Castro tentou dar novo fôlego ao ataque com as entradas de Arthur, Enamorado e Braithwaite. O Grêmio chegou a balançar as redes nos minutos finais com Carlos Vinícius, mas o árbitro anulou o lance por um toque de mão prévio de Riquelme. Mesmo com a expulsão de Fernando Meza, o Palestino segurou a igualdade até o apito final. O Tricolor agora vira a chave para o Campeonato Brasileiro, onde enfrenta o Athletico-PR no próximo sábado, em Curitiba.
O Conselho Fiscal do Internacional recomendou, de forma unânime, a aprovação com ressalvas das contas do clube relativas ao exercício de 2025, em uma decisão que uniu até mesmo integrantes da base de apoio da atual gestão. O ponto central da controvérsia é a contabilização da recompra dos direitos de transmissão junto aos investidores da Futebol Forte União, realizada em fevereiro do ano passado por R$ 109 milhões. Enquanto a diretoria registrou a operação de modo a apresentar um superávit de R$ 8,9 milhões e uma redução nominal da dívida, o órgão fiscalizador argumenta que o montante deveria ter sido lançado integralmente como despesa.
Caso o entendimento do Conselho Fiscal prevaleça, o balanço financeiro do Colorado sofrerá uma reviravolta drástica, transformando o lucro anunciado em um prejuízo que ultrapassa a marca dos R$ 100 milhões, o que representaria o maior déficit já registrado na história da instituição. O parecer técnico destaca que a metodologia utilizada pela direção mascara a realidade do fluxo de caixa e a estrutura do passivo do clube. A palavra final cabe agora ao Conselho Deliberativo, que tem reunião marcada para o dia 11 de maio para decidir se acompanha a recomendação de aprovação com ressalvas ou se opta pela reprovação total das contas, o que deve acirrar o clima político nos bastidores do Beira-Rio.
Evento em Imbé reúne especialistas e gestores para discutir estratégias de resiliência no campo; erosão hídrica já afeta mais de 2,7 milhões de hectares no Rio Grande do Sul.
IMBÉ – O impacto irreversível das mudanças climáticas no agronegócio foi o tema central da abertura do Seminário Municipalismo em Foco, realizado pela Famurs nesta quarta-feira (29). Painelistas da Emater/RS-Ascar e da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) apresentaram um diagnóstico contundente: o risco climático deixou de ser um evento esporádico para se tornar uma variável permanente na gestão dos municípios gaúchos.
De acordo com Claudinei Baldissera, presidente da Emater, os números refletem a gravidade da situação. Apenas em 2024, a erosão hídrica — causada pelo excesso de chuvas e enxurradas — comprometeu a fertilidade do solo em 405 municípios, atingindo uma área superior a 2,7 milhões de hectares. O cenário ameaça a segurança alimentar e a viabilidade econômica das comunidades rurais, exigindo respostas técnicas regionalizadas.
Para enfrentar a crise, a Emater estruturou uma estratégia de quatro etapas focada na sobrevivência das famílias e na implementação de soluções permanentes de mitigação. O foco está no fortalecimento de públicos estratégicos, como a agricultura familiar, jovens e mulheres rurais.
“O futuro da agricultura gaúcha depende da capacidade de planejamento e articulação entre municípios e instituições técnicas”, destacou Baldissera, reforçando que a adaptação técnica é agora o maior desafio para manter a produtividade sustentável.
O engenheiro agrônomo Eduardo Oslaj, da SDR, detalhou a operacionalização de programas como o Desenvolve RS Rural e a Operação Terra Forte. Este último prevê um investimento de R$ 903 milhões via FUNRIGS, focado na recuperação socioambiental e no aumento da resiliência climática da agricultura familiar.
Oslaj fez um alerta importante aos prefeitos e gestores municipais: o calendário eleitoral de 2026 impõe restrições legais e prazos rigorosos para a formalização de convênios e recebimento de recursos. O planejamento antecipado é fundamental para garantir que as verbas de emendas parlamentares e consultas populares cheguem à ponta.
As feiras da agricultura familiar também foram citadas como exemplo de sucesso econômico. Em 2025, o investimento público de R$ 14 milhões gerou um faturamento de R$ 46 milhões, demonstrando o potencial de geração de renda dessas iniciativas locais.
O seminário encerra nesta quinta-feira (30) com discussões sobre o fortalecimento da Defesa Civil e os investimentos do setor de celulose na economia gaúcha. O ponto alto será a cerimônia de posse da nova gestão da Famurs (2026/2027), onde a prefeita de Nonoai, Adriane Perin de Oliveira, passará a presidência da entidade ao prefeito de Imbé, Ique Vedovato.
Programação de Quinta-feira (30/04):
09h: Painel "Uma Nova Defesa Civil para os Gaúchos" (Casa Militar).
09h30: Debate sobre os impactos dos investimentos da CMPC.
10h: Cerimônia de Posse da Gestão 2026/2027.
12h: Almoço de confraternização.
O ministro dos Transportes, George Santoro, homologou nesta quarta-feira (29), em Porto Alegre, a licitação para a conclusão das obras da nova ponte do Guaíba, anunciando também o fim do contrato com a concessionária Rumo para a gestão da Malha Sul ferroviária. A decisão de não renovar a concessão, que já durava três décadas, baseia-se em um relatório técnico que classificou como "precária" a infraestrutura atual, que conta hoje com menos de mil quilômetros operacionais no estado após os danos causados pelas enchentes de 2024. O governo federal planeja um novo leilão dividido em dois lotes, com ramificações estratégicas que ligarão Passo Fundo e Uruguaiana ao Porto de Rio Grande, visando recuperar a capacidade logística gaúcha e a conexão com a Argentina.
Quanto à nova ponte do Guaíba, a previsão é que os trabalhos sejam retomados em julho, com investimento de R$ 525 milhões e prazo de execução de 1.080 dias. O projeto final inclui a construção das alças de acesso, um novo viaduto na Ilha Grande dos Marinheiros e estruturas de proteção (dolphins) nos pilares para garantir a segurança da navegação. O início das obras depende da conclusão da remoção das últimas 172 edificações que ainda ocupam o traçado, processo realizado em parceria com a prefeitura da capital. Além dos anúncios estruturais, o ministro confirmou a suspensão por 200 dias de multas relacionadas ao sistema de pedágio eletrônico free flow, buscando ajustar o modelo e evitar punições excessivas aos condutores durante o período de transição tecnológica.
Por Dagoberto Lima Godoy
A nota de entidades do sistema financeiro em apoio à indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal é mais do que um episódio político. É um símbolo. Não se discute aqui a biografia do indicado, nem se pretende negar a qualquer setor da sociedade o direito de manifestar opinião sobre tema institucional relevante. O ponto é outro: quando corporações econômicas se mobilizam ostensivamente para influir na composição da Corte Suprema, fica exposta uma doença mais profunda da vida nacional — a substituição do interesse público por cálculos de conveniência setorial.
O Supremo não é uma agência reguladora do mercado, nem um departamento jurídico do governo, nem um balcão de garantias para grupos organizados. É, ou deveria ser, a última trincheira da Constituição. Por isso, a escolha de seus ministros deveria ser cercada de sobriedade, escrutínio moral, independência e distância prudente de interesses corporativos. Quando setores poderosos se apressam em declarar apoio a este ou àquele nome, a pergunta inevitável é: apoiam por convicção republicana ou por expectativa de segurança, acesso e previsibilidade favorável?
O episódio é emblemático porque revela algo que vai além do sistema financeiro. O Brasil vive uma progressiva desagregação do espírito coletivo. Cada grupo parece defender apenas o seu pedaço: corporações, partidos, bancadas, sindicatos, empresas, tribunais, carreiras de Estado, movimentos organizados. A nação, como ideia superior capaz de limitar apetites particulares, vai desaparecendo do horizonte. O interesse nacional se dissolve na soma de interesses privados em conflito ou em acomodação.
O Congresso Nacional, salvo exceções honrosas, reflete essa decomposição. A política deixou de ser predominantemente debate sobre o destino do país para tornar-se negociação permanente de vantagens, cargos, verbas, blindagens e sobrevivências eleitorais. A representação popular, que deveria elevar os interesses dispersos da sociedade a uma visão de conjunto, frequentemente os rebaixa a mercado de trocas. O parlamentar não se sente mandatário da República, mas operador de sua base, de seu grupo, de seu fundo eleitoral, de seu espaço de poder.
No Judiciário, a situação é igualmente preocupante. A simples multiplicação de controvérsias envolvendo ministros, familiares, relações econômicas, decisões monocráticas de enorme impacto e proximidades impróprias com agentes políticos e empresariais corrói a confiança pública. Uma Corte Suprema precisa não apenas ser honesta; precisa parecer institucionalmente distante, contida e impessoal. Quando passa a ocupar o centro da política, a falar demais, decidir demais e justificar-se de menos, perde a majestade moral que sustenta sua autoridade.
O que se vê, portanto, não é apenas crise de governo. É crise de caráter público. O Brasil sofre de um esfacelamento moral que não se resolve com um salvador, uma eleição, uma decisão judicial ou uma reforma isolada. O problema está no enfraquecimento da ideia de limite: limite ao poder econômico, ao voluntarismo judicial, ao fisiologismo parlamentar, ao uso partidário das instituições e também ao cinismo social de quem condena a corrupção alheia, mas aceita pequenos privilégios quando lhe convêm.
Como sair disso?
A decadência começa quando cada um pergunta apenas: “o que ganho com isso?”. A reconstrução começará quando voltarmos a perguntar: “que país estamos deixando depois de nós?”. Sem espírito público, não há Constituição que resista, Supremo que se respeite, Congresso que represente ou economia que sirva à nação. Há apenas interesses organizados disputando os restos de uma nação que esqueceu de ser comunidade.
Pontocritico.com
DRAMA RODOVIÁRIO
Mais do que sabido, quem percorre as RODOVIAS FEDERAIS do ESTADO DE SANTA CATARINA, notadamente a BR 101, que dá acesso a TODOS OS 5 PORTOS DO ESTADO (Itapoá -um dos maiores do estado-, São Francisco do Sul, Navegantes -Portonave-, Itajaí, Imbituba e Laguna); à FLORIANÓPOLIS, ITAPEMA e BALNEÁRIO CAMBORIÚ; e importantes CIDADES INDUSTRIAIS, como BLUMENAU, JARAGUÁ, JOINVILLE, sabe bem o quanto o GOVERNO FEDERAL (leia-se GOVERNO LULA) IGNORA POR COMPLETO O -DRAMA RODOVIÁRIO- que se repete, por exemplo, a TODO MOMENTO NOS GARGALOS DO -MORRO DOS CAVALOS-, EM PALHOÇA, E DO -MORRO DO BOI-, entre ITAPEMA E BALNEÁRIO CAMBORIÚ.
RELATÓRIO DA FETRANCESC
Pois, ontem, a FETRANCESC -Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina-, divulgou um LEVANTAMENTO TÉCNICO E ESCLARECEDOR apontando uma terrível DESIGUALDADE NA DISTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS FEDERAIS, CRITICANDO -COM ABSOLUTA RAZÃO- A FORMA COMO O PACTO FEDERATIVO, ou ROUBATIVO, AFETA O ESTADO DE SANTA CATARINA.
PACTO ROUBATIVO
Segundo dados apurados pela FETRANCESC, entre 2021 e 2025 o ESTADO DE SANTA CATARINA ARRECADOU R$ 590 BILHÕES -EM IMPOSTOS FEDERAIS- e, no mesmo período, RECEBEU DE VOLTA APENAS 83,4 BILHÕES, ou seja, 14% do que mandou para os COFRES DA UNIÃO. Como os catarinenses em geral não votam no PT e partidos de esquerda, os necessários investimentos em -INFRAESTRUTURA RODOVIÁRIA- DEIXAM DE EXISTIR. Mais: o GOVERNO FEDERAL também não ADMITE que o ESTADO DE SC E A INICIATIVA PRIVADA ENTREM EM CAMPO PARA RESOLVER ESSES GRAVES, VELHOS E INDECENTES GARGALOS. Pode?
CEGUEIRA IDEOLÓGICA
Pois, o que mais chama a atenção é a -CEGUEIRA IDEOLÓGICA DO GOVERNO LULA-, A PONTO DE NÃO SER CAPAZ DE ENXERGAR QUE O -INVESTIMENTO EM INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES E LOGÍSTICA DE SC- É CAPAZ DE PRODUZIR UMA ELEVADA -TAXA DE RETORNO- EM IMPOSTOS FEDERAIS. Que tal??
Pontocritico.com
Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este sim é um criminoso.
O vice-governador e pré-candidato do MDB ao governo do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, desmentiu categoricamente os boatos que circulam em redes sociais sobre uma eventual desistência de sua candidatura para apoiar Luciano Zucco (PL) ainda no primeiro turno. A especulação sugeria que o emedebista poderia abrir mão da disputa caso não apresentasse crescimento nas pesquisas de intenção de voto, cenário que Gabriel classificou como inexistente. Com tom irônico, o vice-governador afirmou à coluna que "não há a menor chance disso acontecer" e brincou que só consideraria tal apoio caso fosse derrotado por Zucco em um debate.
A movimentação é vista como improvável no cenário político gaúcho, uma vez que o PL lidera uma das oposições mais contundentes à atual gestão estadual, da qual Gabriel é o principal sucessor. A chapa encabeçada pelo MDB já está estruturada com Ernani Polo (PP) na vice, além de contar com Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PP) como pré-candidatos ao Senado. Para interlocutores que acompanham os bastidores do Palácio Piratini, a narrativa de união entre os dois pré-candidatos carece de fundamento prático e político, servindo apenas como ruído digital em meio ao período de pré-campanha.
Moraes concede 90 dias para PF periciar câmeras corporais da operação mais letal da história do Rio de Janeiro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu nesta quarta-feira (29) um prazo de 90 dias para que a Polícia Federal realize a perícia técnica nas câmeras corporais utilizadas durante a "Operação Contenção". O episódio, ocorrido em outubro de 2025 contra a facção Comando Vermelho, é considerado o mais letal da história fluminense, resultando em mais de 120 mortes, incluindo cinco agentes de segurança. A contagem do prazo terá início assim que a PF receber todas as gravações em mídias físicas originais, medida necessária após peritos relatarem dificuldades técnicas para acessar os arquivos digitais fornecidos anteriormente.
Para otimizar a análise do vasto material, que totaliza cerca de 4.500 horas de gravação, o ministro ordenou que o governo do Rio de Janeiro e o Ministério Público estadual identifiquem, em até dez dias, os trechos e eventos específicos de interesse para a investigação. Além da perícia audiovisual, Moraes autorizou o acesso do Ministério Público aos laudos necroscópicos das vítimas. As determinações ocorrem no âmbito da ADPF 635, conhecida como "ADPF das Favelas", processo no qual o STF monitora e impõe diretrizes para tentar reduzir a letalidade policial em comunidades fluminenses e garantir a transparência nas ações de segurança pública.
Em reunião com cúpula da indústria petrolífera, presidente americano discute estratégias para manter restrições por meses; barril do tipo Brent supera os US$ 116.
WASHINGTON – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que o bloqueio naval aos portos iranianos pode se estender por meses. A sinalização ocorreu durante uma reunião estratégica na Casa Branca com os principais executivos da indústria petrolífera mundial, conforme revelado por fontes oficiais nesta quarta-feira (29).
O encontro, que ocorreu a portas fechadas na última terça-feira, teve como foco central a manutenção da pressão sobre Teerã e a busca por mecanismos que protejam o mercado interno americano da volatilidade energética. Segundo um funcionário do governo que falou sob condição de anonimato, a pauta incluiu medidas para "minimizar o impacto sobre os consumidores americanos" enquanto a restrição marítima permanecer ativa.
A importância da reunião foi sublinhada pela presença de figuras-chave do gabinete de Trump, como o vice-presidente JD Vance, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e a chefe de gabinete, Susie Wiles. O setor privado foi representado por gigantes como a Chevron, cujo CEO, Mike Wirth, teve participação confirmada na discussão.
Além da crise com o Irã, os líderes discutiram o panorama das reservas nacionais, a situação política na Venezuela e o futuro dos mercados de gás natural e transporte marítimo global.
A notícia de que o embargo pode não ter uma data próxima para terminar causou um choque imediato nas bolsas de mercadorias. Os preços globais do petróleo registraram forte alta nesta quarta-feira:
Petróleo Brent: Negociado acima de US$ 116,00 o barril.
Petróleo WTI: Aproximando-se da marca de US$ 105,00 o barril.
A estratégia de Trump recebe apoio direto de aliados estratégicos, como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que já manifestou suporte público ao bloqueio naval. O objetivo da Casa Branca é utilizar o estrangulamento das exportações iranianas como moeda de troca definitiva para um novo acordo nuclear, ignorando, por ora, o risco de uma crise energética global prolongada.
Massa de ar seco garante céu claro em todo o Estado nesta quinta-feira; após madrugadas de marcas negativas, frio perde intensidade.
PORTO ALEGRE – O mês de abril encerra sua trajetória nesta quinta-feira (30) sob o domínio de uma massa de ar seco que deve garantir o predomínio do sol em todas as regiões do Rio Grande do Sul. Segundo a MetSul Meteorologia, o tempo firme será a marca registrada do dia, consolidando um cenário de estabilidade para os gaúchos.
Embora a Metade Norte do Estado possa apresentar algumas nuvens nas primeiras horas da manhã, a tendência é de rápida dissipação, dando lugar a amplos períodos de céu aberto. Em Porto Alegre e na maioria das cidades do interior, a expectativa é de céu claro durante praticamente todo o período.
A madrugada de céu limpo favorece o resfriamento noturno, resultando em um amanhecer frio em diversas localidades. No entanto, o rigor das baixas temperaturas deve ser menor do que o registrado na quarta-feira, quando o Estado teve marcas negativas em cidades como Soledade (-0,7°C) e Pinheiro Machado (-0,2°C).
Além do frio matinal, há previsão de formação de neblina e nevoeiro em pontos isolados ao amanhecer, fenômenos que devem se dissipar conforme o sol ganha força. Com a presença da radiação solar, as temperaturas sobem gradualmente, proporcionando uma tarde com marcas agradáveis e clima ameno em todo o território gaúcho.
Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho e Sergio Moro classificam o resultado como uma derrota "acachapante" que sinaliza o fim da governabilidade e do modelo de indicações políticas.
BRASÍLIA – A rejeição histórica de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), com 42 votos contrários, foi recebida pela oposição no Senado como o atestado definitivo do esgotamento político do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para os líderes da ala oposicionista, o placar não representa apenas o veto a um nome, mas uma ruptura na capacidade de articulação do Palácio do Planalto dentro do Congresso Nacional.
O líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), foi enfático ao avaliar o impacto do resultado. Segundo o parlamentar, a derrota é um golpe na credibilidade do Executivo. "Não há dúvida de que o governo perde capital crítico. Inclusive, acredito que hoje acaba o 'Lula 3'. Perde-se a capacidade de articulação em uma derrota acachapante", afirmou Marinho a jornalistas.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, atribuiu a reprovação do advogado-geral da União à "incompetência" do governo. Para Flávio, o isolamento político de Lula compromete a governabilidade até o fim do mandato.
"O governo não tem mais a menor condição de tratar de absolutamente nada aqui", declarou. O parlamentar negou uma articulação centralizada para a derrota, classificando o movimento como "espontâneo" por parte dos senadores, mas ressaltou que o presidente tem o direito constitucional de indicar um novo nome, cabendo ao Senado a soberania de aprová-lo ou não.
Outras vozes da oposição destacaram o simbolismo da decisão em relação ao perfil de ministros da Corte:
Sergio Moro (PL-PR): O senador paranaense afirmou que a população está "farta" da proximidade excessiva entre a Presidência e o STF. Ele defendeu que a vaga — aberta pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso — deveria ser preenchida por alguém com carreira independente do Executivo.
Tereza Cristina (PP-MS): A líder dos Progressistas classificou a votação como "decisão histórica" e um exercício de independência do Legislativo. "O Senado cumpriu seu papel constitucional de decidir sobre a composição da Corte com total autonomia", publicou em suas redes sociais.
A rejeição de Messias — por um placar de 42 a 34 — é a primeira desde 1894. O resultado expõe a fragilidade da base governista em um momento de alta polarização e coloca o Planalto em uma encruzilhada estratégica: ceder a um perfil mais técnico e palatável ao Senado ou insistir em uma queda de braço política para a próxima indicação.
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Após reformulação na base e início com três derrotas, equipe colorada reage em casa e conquista os primeiros pontos na competição.
ALVORADA – O Internacional deu sinais de recuperação nas categorias de base na tarde desta quarta-feira (29). Após um início de campeonato conturbado e mudanças estruturais no departamento, o time Sub-20 conquistou sua primeira vitória na Série B do Brasileirão da categoria ao golear o Atlético-GO por 4 a 1, no CT Morada dos Quero-Queros.
A vitória encerra um jejum incômodo de três derrotas consecutivas que haviam colocado a equipe sob forte pressão e críticas da torcida. Os gols do triunfo colorado foram anotados por João Bezerra, João Victor, João Dalla Corte e Raykkonen, consolidando uma atuação segura do início ao fim.
Com o resultado positivo, o Inter somou seus primeiros três pontos e subiu para a sexta colocação do Grupo B. A equipe ultrapassou o Paysandu e o Operário Ferroviário na classificação, embora os rivais ainda possuam uma partida a menos.
O triunfo é visto internamente como um validador das recentes modificações promovidas na gestão da base, que busca estabilizar o desempenho técnico dos jovens atletas após os tropeços nas rodadas inaugurais.
O Celeiro de Ases agora terá um período de treinamentos antes de voltar a campo. O próximo compromisso oficial pela Série B Sub-20 será no dia 13 de maio, às 15h, quando recebe o Vila Nova novamente em Alvorada. O objetivo da comissão técnica é manter o embalo para encostar nos líderes do grupo e buscar a classificação para a próxima fase.
Parecer aponta divergências contábeis na operação com a Liga Forte União e expõe endividamento de R$ 1,27 bilhão no exercício de 2025.
PORTO ALEGRE – O Conselho Fiscal do Sport Club Internacional emitiu, nesta quinta-feira (30), um parecer técnico sobre as demonstrações contábeis do clube referentes ao exercício de 2025. Embora tenha opinado pela aprovação das contas pelo Conselho Deliberativo, o órgão impôs ressalvas severas, apontando que, sob uma análise econômica rigorosa, o clube teria encerrado o ano com um déficit superior a R$ 100 milhões, em vez do superávit apresentado pela gestão.
A principal divergência reside na forma como o clube contabilizou a recompra parcial de direitos vinculados à Liga Forte União (LFU), no valor de R$ 109 milhões. Enquanto a diretoria registrou o montante como "ativo intangível", o Conselho Fiscal argumenta que o valor deveria ter sido lançado como despesa ou redução de receita. Caso esse critério fosse aplicado, o balanço sairia do azul para um resultado negativo expressivo.
O documento também acende um alerta vermelho sobre a saúde financeira do Colorado. O passivo total do clube atingiu a marca de R$ 1,274 bilhão, um crescimento de R$ 27 milhões em relação a 2024. O que mais preocupa os conselheiros, porém, é a concentração de dívidas que vencem em um curto período:
Obrigações com atletas e clubes: R$ 111 milhões a curto prazo.
Empréstimos e financiamentos: R$ 141,3 milhões a vencer no curto prazo e R$ 47,5 milhões no longo prazo.
Segundo o parecer, o volume elevado de compromissos imediatos evidencia uma estrutura "fortemente alavancada", mantendo o clube em um nível crítico de endividamento.
Além das críticas contábeis, o Conselho Fiscal recomendou que a administração do Inter amplie a transparência nas informações prestadas. O órgão sugere que o Relatório da Administração seja mais detalhado e fiel aos dados das demonstrações contábeis, garantindo que os sócios e conselheiros tenham uma visão real da situação patrimonial da instituição.
O parecer agora segue para o Conselho Deliberativo, que terá a palavra final sobre a aprovação dos números apresentados pela atual gestão.
Em decisão unânime e aguardada pelo mercado, Banco Central promove o segundo corte consecutivo nos juros, apesar da escalada inflacionária causada pelo conflito no Oriente Médio.
BRASÍLIA – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) confirmou as expectativas do mercado financeiro nesta quarta-feira (29) e reduziu a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual. Com o novo ajuste, a taxa passa a ser de 14,5% ao ano. Este é o segundo corte seguido promovido pela autoridade monetária, que tenta equilibrar o estímulo à economia com os novos riscos inflacionários globais.
A decisão ocorre em um cenário de incerteza crescente. Embora o ciclo de queda tenha se iniciado com base na desaceleração prévia dos preços, o atual conflito entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio pressiona o custo de combustíveis e alimentos, ameaçando a trajetória de queda do IPCA.
A reunião deste mês foi marcada por ausências significativas na mesa de decisão. O colegiado contou com três desfalques: as cadeiras dos diretores de Organização do Sistema Financeiro e de Política Econômica permanecem vazias desde o fim de 2025, aguardando indicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, o diretor de Administração, Rodrigo Teixeira, precisou se ausentar por motivos de luto familiar. Mesmo incompleto, o comitê foi unânime no movimento de flexibilização.
Sob o novo sistema de meta contínua, implementado em janeiro de 2025, o BC deve manter a inflação em 3%, com um teto de tolerância de 4,5%. A tarefa, no entanto, tornou-se mais complexa:
O IPCA-15 de abril acelerou para 0,89%.
No acumulado de 12 meses, a inflação atingiu 4,37%, aproximando-se perigosamente do limite superior.
O mercado financeiro, via Boletim Focus, já projeta que a inflação feche o ano em 4,86%, rompendo oficialmente o teto da meta.
A redução da Selic é vista como um fôlego para o setor produtivo. Ao baixar os juros básicos, o BC barateia o custo dos empréstimos e financiamentos, o que tende a estimular o consumo das famílias e o investimento das empresas.
Atualmente, o mercado projeta um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,85% para 2026, uma estimativa ligeiramente mais otimista que os 1,6% previstos oficialmente pelo Banco Central em seu último relatório.
Panorama das Taxas:
Selic anterior: 14,75%
Nova Selic: 14,50%
Meta de Inflação: 3% (Tolerância até 4,5%)
Projeção de Inflação (Focus): 4,86%
Com apenas 34 votos favoráveis, advogado-geral da União entra para a história ao sofrer negativa inédita sob a Constituição de 1988; última barreira do Senado ocorreu em 1894.
BRASÍLIA – A rejeição de Jorge Messias pelo plenário do Senado, nesta quarta-feira (29), não representa apenas uma derrota política para o governo Lula, mas um marco histórico para o Judiciário brasileiro. Ao receber 42 votos contrários e apenas 34 a favor, Messias tornou-se o primeiro indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) a ser barrado pelo Legislativo desde a redemocratização do país.
Até então, sob a égide da Constituição de 1988, todas as 29 indicações anteriores haviam sido ratificadas pelos senadores. O caso de Messias interrompe uma sequência de aprovações que durava mais de três décadas, evidenciando uma resistência política que não se via desde os primórdios da República Velha.
Para encontrar um precedente de rejeição, é preciso recuar ao ano de 1894, durante o governo do marechal Floriano Peixoto. Naquela época, sob a Constituição de 1891, o processo era menos transparente e não contava com as sabatinas públicas atuais.
O caso mais emblemático foi o de Cândido Barata Ribeiro. Médico de profissão e ex-prefeito do Distrito Federal, Barata Ribeiro chegou a exercer o cargo de ministro por alguns meses antes de o Senado emitir um parecer contrário à sua efetivação. O argumento central era a falta de "notável saber jurídico". Na ocasião, os senadores alegaram que, embora a lei não exigisse diploma na área, o indicado demonstrava "ignorância do direito" e "falta de senso jurídico".
Além do médico, Floriano Peixoto viu outros quatro nomes serem derrubados pela Casa Alta:
Generais Ewerton Quadros e Inocêncio Galvão de Queiroz: Rejeitados por não possuírem trajetória jurídica consolidada;
Demóstenes Lobo: Barrado após sofrer graves acusações políticas no Senado;
Antônio Seve Navarro: Reprovado por critérios interpretados como estritamente políticos.
A votação desta quarta-feira coloca Messias no topo do ranking de resistência parlamentar recente. Enquanto ministros como Luiz Fux chegaram à Corte com 68 votos favoráveis, nomes que enfrentaram forte polarização, como André Mendonça e Flávio Dino, conseguiram garantir o piso de 47 votos. Messias, com apenas 34, ficou significativamente abaixo da maioria absoluta necessária (41 votos).
Comparativo de votações recentes no Plenário:
Jorge Messias (2026): 34 a favor | 42 contra (REJEITADO)
Cristiano Zanin (2023): 58 a favor | 18 contra
Flávio Dino (2023): 47 a favor | 31 contra
André Mendonça (2021): 47 a favor | 32 contra
Luiz Fux (2011): 68 a favor | 2 contra
Com o nome definitivamente arquivado, o Palácio do Planalto enfrenta agora o desafio de indicar um substituto que consiga reestabelecer o diálogo com um Senado que, pela primeira vez em mais de um século, decidiu exercer seu poder de veto de forma definitiva.
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Rito de aprovação exige maioria absoluta e passa por sabatina rigorosa na CCJ; relembre os placares dos atuais ministros da Corte.
BRASÍLIA – A indicação de um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF) é um dos processos mais rigorosos da República, exigindo que o escolhido pelo Presidente da República supere etapas técnicas e políticas antes de vestir a toga. O rito centraliza-se no Senado Federal, onde o currículo, a vida pessoal e as convicções jurídicas do indicado são colocados sob escrutínio público.
O processo de escolha, definido pela Constituição Federal, é dividido em dois momentos cruciais:
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ): O indicado é submetido a uma sabatina sem limite temático. Os senadores questionam desde o conhecimento técnico em Direito Constitucional até posicionamentos sobre temas sensíveis, como aborto, marco temporal e competências dos poderes. Após o interrogatório, a comissão vota um parecer.
Plenário do Senado: Independentemente do resultado na CCJ, o nome segue para o Plenário. Para ser aprovado, o indicado precisa de maioria absoluta, ou seja, o voto favorável de pelo menos 41 dos 81 senadores. A votação é secreta.
O histórico de votações revela que, embora a maioria dos nomes tenha sido aprovada com folga, o tempo de debate e a resistência política variam drasticamente conforme o governo e o perfil do magistrado.
| Ano | Ministro | Votos Favoráveis | Votos Contrários | Duração da Sessão |
| 2002 | Gilmar Mendes | 57 | 15 | 4h39 |
| 2006 | Cármen Lúcia | 55 | 1 | 2h11 |
| 2009 | Dias Toffoli | 58 | 9 | 7h44 |
| 2011 | Luiz Fux | 68 | 2 | 3h58 |
| 2015 | Edson Fachin | 52 | 27 | 12h39 |
| 2017 | Alexandre de Moraes | 55 | 13 | 11h39 |
| 2020 | Nunes Marques | 57 | 10 | 10h01 |
| 2021 | André Mendonça | 47 | 32 | 7h55 |
| 2023 | Cristiano Zanin | 58 | 18 | 7h48 |
| 2023 | Flávio Dino | 47 | 31 | 10h38 |
Indicado para a vaga de Luís Roberto Barroso, o atual advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, enfrenta um cenário de polarização. Graduado pela UFPE e com mestrado e doutorado pela UnB, Messias possui uma carreira consolidada na administração pública, com passagens pelo Banco Central, Fazenda Nacional e Casa Civil.
Durante sua sabatina na CCJ, o ministro buscou um tom conciliador, defendendo o aprimoramento do Judiciário e destacando sua trajetória como servidor de carreira. No entanto, como demonstra o histórico recente de André Mendonça e Flávio Dino — ambos aprovados com exatos 47 votos — o caminho até a Praça dos Três Poderes tem se tornado cada vez mais estreito e dependente de articulações políticas minuciosas.