sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Vereador de Vila Velha quer proibir que noivas se casem sem calcinhas

olha Vitória

Redação Folha Vitória

Reprodução TV VitóriaO vereador Ozias Zizi (PRB), autor de projetos polêmicos, lançou mais um que já está dando o que falar. O parlamentar protocolou projeto que proíbe que mulheres sem calcinhas se casem em cerimônias religiosas nas igrejas do município de Vila Velha.

A iniciativa foi tomada depois que a mania ganhou a Internet como simpatia para prolongar a duração do matrimônio. O parlamentar considera um desrespeito aos princípios religiosos. Os decotes das noivas também serão proibidos e só vão poder atingir até o meio das costas.

O vereador justifica que como agente público precisa intervir para evitar que esses modismos tomem conta das cerimônias realizadas em igrejas católicas e evangélicas do município. "O casamento não se apega a usar ou não a peça íntima. Mas a igreja, independente do credo religioso, é um local sagrado. Se a pessoa acha que ele pode casar de qualquer jeito que faça em uma praia ou num retiro", justificou.

Nas ruas é difícil achar alguém que queira casar sem calcinha. O membro da ONG Transparência Capixaba Edmar Camata critica a proposta e lembra quais são os deveres dos parlamentares.

"O vereador tem constitucionalmente papéis básicos que são legislar  e fiscalziar o poder Executivo. Obviamente pegar questões que não afetam o dia a dia da sociedade na nossa opinião passa bem longe da tarefa do vereador", disse.

Para o pastor Enoque de Castro, o projeto do vereador de Vila Velha é "ridículo" e essa fiscalização não deve ser feita pela igreja. Ele não vê problemas nas noivas casarem sem a peça. "Tem pessoas que fazem opção de não usar roupa íntima. Isso não tem nada a ver. É um absurdo ter que fiscalizar uma coisa dessas, saber ou não se alguém está com a roupa íntima".

 

Folha Vitória

 

Saiba mais:

Vereador quer proibir noivas de casar sem calcinha | VEJA.com

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Justiça bloqueia bens do senador Lindbergh Farias

Petista é acusado de improbidade administrativa quando estava à frente da prefeitura de Nova Iguaçu, em 2005

Por: Cecília Ritto25/10/2011 às 18:21 - Atualizado em 25/10/2011 às 18:21

Lindberg Farias faz campanha no Rio de JaneiroLindbergh Farias é acusado de improbidade administrativa(Celso Pupo/Fotoarena/VEJA)

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) é acusado pelo Ministério Público Estadual de contratar ilicitamente uma empresa para obras de saneamento. A contratação aconteceu em 2005, quando Lindbergh era prefeito da cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Réu do processo por improbidade administrativa, o senador teve os bens bloqueados em julho deste ano. Ele recorreu da liminar, mas, na segunda-feira, o recurso foi indeferido, por decisão da desembargadora Renata Cotta. Lindbergh pleiteava a suspensão do bloqueio.

A petição para cassar a liminar que prevê o bloqueio dos bens, no entanto, ainda não pode ser dada como rejeitada. O próximo passo é a análise do agravo por três desembargadores. É uma forma de ganhar tempo para julgar o pedido do senador. Segundo a assessoria de Lindbergh, ele só foi notificado, por enquanto, sobre o bloqueio de suas propriedades. A defesa de Lindbergh ainda não foi apresentada.

A pedra no sapato do senador é a empresa Rumo Novo Engenharia, contratada para obras em Nova Iguaçu no ano de 2005. O MP acusa a prefeitura de ter contratado a empresa mesmo sem apresentar pré-requisitos básicos como equipamentos e funcionários. Fausto Trindade, assessor de gabinete de Lindbergh e encarregado de responder sobre o caso, negou que tenha havido favorecimento à empresa.

"A empresa concorreu com outras nos processos licitatórios e ganhou por apresentar valores até 35% mais baixos do que o preço de largada", afirma Trindade, que na ocasião era secretário municipal de Governo de Nova Iguaçu. O secretário diz ainda que todas as licitações passaram pelo crivo do Tribunal de Contas do Estado.

Segundo Trindade, houve rescisão de todos os contratos feitos com a Rumo Novo Engenharia. "Todos os contratos foram rompidos pela prefeitura porque a contratada não executou o trabalho", diz Trindade. O ex-secretário de governo explica ainda que não houve nenhum aditivo contratual. Na avaliação de Trindade, esse pode ser um dos motivos pelos quais a empresa não conseguiu executar as obras: falta de dinheiro.

 

Veja

domingo, 23 de outubro de 2011

Discussão entre Eliane Castanhêde e Caco Barcelos (trecho censurado)

Publicado em 23 de out de 2011

No dia 20/09/2011 foi ao ar o programa "Em Pauta" em que o entrevistado era o excelente jornalista Caco Barcelos. Lá pelas tantas, a jornalista Eliane Castanhêde (Folha) resolveu abordar o "bom momento" (sic) do jornalismo brasileiro. Caco, surpreso, logo retruca: "Você acha?". Pois sabe bem ele que o jornalismo (?) no Brasil passa por uma das mais graves crises de credibilidade. Você vai perceber que Caco usa a expressão "jornalismo declaratório" como eufemismo ao péssimo jornalismo praticado inclusive pela Folha de São Paulo e seus colunistas amestrados.
O que se segue no vídeo é uma verdadeira lição de jornalismo de Caco que Castanhêde talvez nunca tenha escutado. Vergonhosamente, a Globo News cortou sumariamente este trecho da entrevista no vídeo que disponibilizou no seu site oficial. Mas como a entrevista foi ao vivo, alguém salvou e publicou no Youtube. Confira:
http://g1.globo.com/videos/globo-news...
Durante a campanha eleitoral de 2010, a Folha (juntamente com a Veja, Estadão, Globo etc.) praticaram o mais abjeto jornalismo em favor do PSDB, mostrando apenas denúncias contra o PT e ocultando todas as denúncias contra o PSDB. E até hoje tem sido assim.