O ÉTER DE MORTON E A ANATOMIA DA IMBECILIDADE - 16.10.26
Por Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial Prefiro o sincericídio ao alinhamento servil. Sempre preferi. Mas confesso que a capacidade brasileira de transformar dependência em justiça social desafia até meu conhecido pessimismo. Há exatos 180 anos, em 16 de outubro de 1846, William Morton demonstrou publicamente o poder anestésico do éter. Um paciente foi operado sem sentir dor. A medicina celebrava uma conquista extraordinária. A anestesia, entretanto, não curava a doença. Apenas permitia operar sem sofrimento. O lulopetismo em fim de feira descobriu outra utilidade para o éter. A eleitoral. Com as contas públicas asfixiadas, o desgoverno abre sua farmácia de bondades. Perdão de dívidas para microempreendedores, transporte gratuito, benefícios ampliados. A Brasília vermelha distribui receitas de felicidade com a desenvoltura de quem jamais precisará abrir a própria carteira. O detalhe grotesco é que não existe almoço grátis. Muito...