sexta-feira, 10 de julho de 2020

Enchente deixa 2 mortos e mais de 3,3 mil desalojados no RS, aponta Defesa Civil

Subiu para 29 o número de cidades gaúchas que registraram danos provocados por chuvas

A cidade de São Sebastião do Caí registrou, até o momento, 1,7 mil desalojados

Subiu para dois o número de mortes no Rio Grande do Sul em decorrência do volume de chuvas, atrelado aos impactos de vendavais, ocorrido nesta semana no Estado. A nova morte no município de Colinas foi reportada pela Defesa Civil em seu boletim mais recente, onde já constava uma morte em Caxias do Sul. Além do óbito, a cidade de Colinas registrou, na última quarta-feira, 120 desalojados. 
A vítima da enchente em Colinas é um homem, de 73 anos. Conforme a Prefeitura Municipal, o idoso teve o carro arrastado pela correnteza na ERS 126, enquanto fazia o trajeto Estrela-Colinas. A cidade deve decretar Situação de Emergência junto à Defesa Civil nos próximos dias.
Os dados estaduais também mostraram o crescimento no número de desabrigados de ontem para hoje, passando de 1.192 para 1.200, e no número de desalojados, passando de 3.096 para 3.375. Os estragos contabilizados pela entidade desde o dia 7 de julho já foram registrados em 29 municípios gaúchos, um acréscimo de quatro novas cidades no registro desde o boletim do dia anterior. 
A cidade de São Sebastião do Caí teve até o momento o maior número de moradores desalojados com 1,7 mil pessoas fora de suas residências. O município também possui 160 desabrigados e 435 danos em edificações. De acordo com a Defesa Civil, pelo menos 38 famílias estão acolhidas em abrigos municipais por conta de inundações. 
 Foto: Mauro Schaefer

Dois alertas para a possibilidade de inundações em Porto Alegre e Região Metropolitana foram emitidos, nessa quinta-feira, pela Defesa Civil. São elas: Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Gravataí, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Campo Bom, Triunfo, São Jerônimo, Charqueadas e Eldorado do Sul (Bacia do rio Jacuí). Segundo coordenadoria, o aviso é válido para as próximas 48 horas. 

Correio do Povo

Região das Ilhas do Guaíba é surpreendida com a chegada da água

Moradores seguem preocupados com a elevação do Guaíba

Ruas como essa da Ilha das Flores estão alagadas

Os moradores das ilhas do Arquipélago, que já estão com as ruas inudadas, seguem preocupados com a elevação do Guaíba. Nas ilhas Grande dos Marinheiros, da Pintada, do Pavão e das Flores todos estão em estado de alerta. Nesta sexta-feira diversas famílias acordaram cedo para começar a colocar os móveis para o alto.
Na rua Nossa Senhora Aparecida, na Ilha Grande dos Marinheiros, a dona de casa Evanilda Marques disse ter ficado surpreendida com a chegada da água. Ela afirmou que a família acordou com a água do Guaíba no pátio da casa. "Foi tudo muito rápido. Nosso temor é que suba mais ainda o Guaíba", explicou. Já Gilcimara Dias, que estava acompanhada das duas filhas, explicou que a família começou a se preparar com antecedência para enfrentar a nova cheia. "Os móveis já estão no alto e esperamos que a elevação não cause tantos prejuízos à comunidade", ressaltou.
As águas do Guaíba chegaram com muita força à rua Nossa Senhora Aparecida. A partir do número 675 não é possível passar de carro. Somente de trator, caminhão ou barco em função do alagamento da via. A recicladora Sueli dos Santos, que reside na altura do número 900, teve que cruzar a via com os pés descalços e com água na cintura para não perder o dia de trabalho. "O pátio da minha casa está completamente alagado", comentou ela, ao destacar que a água estava muito fria.
Na Ilha dos Marinheiros, moradora teve casa invadida pela água
Na Ilha dos Marinheiros, moradora teve casa invadida pela água. Foto: Alina Souza
Na Ilha das Flores, a rua Paraná ficou debaixo d'água, obrigando os moradores a acordarem cedo para erguer os móveis. A dona de casa Valquíria Santos disse que o alagamento das casas começou por volta das 6h. "Infelizmente, não temos a opção de morar em outro lugar", lamentou. Na rua Nossa Senhora da Boa Viagem, na Ilha da Pintada, a jovem Eduarda Martins, que trabalha em um supermercado da região, saiu de casa com água pelos joelhos. Para conseguir sair da residência, a família de Eduarda improvisou uma prancha de madeira que foi colocada no portão.
A moradora Cínara Salva, residente há 40 anos na região, espera que não se repita a enchente de 2015 que assustou a comunidade com o alagamento das casas. "Aquele período foi um terror. Espero que não volte a acontecer tragédia como aquela", destacou, enquanto observava um grupo de moradores percorrendo a rua Nossa Senhora da Boa Viagem de bicicleta ou a pé.
A Defesa Civil Municipal emitiu nesta sexta-feira um alerta sobre a possibilidade de inundação das Ilhas. Os órgãos municipais e estaduais, com a coordenação da Defesa Civil Municipal estão colocando em prática o plano de contingência para atender os moradores. Até o início da tarde, uma família havia sido removida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul e encaminhada para casa de parentes. A Defesa Civil de Porto Alegre e a Comissão Permanente de Atuação em Emergências (Copae), composta por órgãos municipais e instituições parceiras (Corpo de Bombeiros e CEEE), deverão adotar todas as providências previstas no Plano de Contingência de Enchentes, priorizando a integridade física das pessoas e atentando para os protocolos de contenção da propagação da Covid-19.
Correio do Povo

Nível do Guaíba chega a 3 centímetros da cota máxima de atenção

Águas chegaram a 2,46 metros de altura no Cais Mauá nesta sexta

Moradores temem que águas cheguem na altura da nova ponte

O nível das águas do Guaíba marcou atingiu, no início da tarde de desta sexta-feira, 2,46 metros de altura no Cais Mauá. De acordo com Defesa Civil de Porto Alegre, estava 3 centímetros abaixo da cota máxima de atenção: 2,49 metros. Por conta disso, as ilhas das Flores, do Pavão, Grande dos Marinheiros e da Pintada, que compõem o bairro Arquipélago, inundaram a partir da madrugada.
A tendência é aumentar ainda mais a quantidade de água na região neste final de semana, devido a projeção de elevação ainda maior do nível das águas. O monitoramento da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) mostrou que os principais rios das bacias da Metade Norte do Estado estão em declínio nas partes mais altas, afetando diretamente as comunidades ribeirinhas, em especial os moradores das ilhas. De acordo com os prognósticos, nos próximos dias as bacias do Gravataí e Sinos devem seguir em elevação em função do tempo de deslocamento da onda de cheia, colaborando para elevar ainda mais o nível do Guaíba até a próxima segunda-feira.
Em função disso, a Defesa Civil de Porto Alegre informou que está com um monitoramento constante da situação. Com a elevação do Guaíba, os moradores da Ilha Grande dos Marinheiros acreditam que existe o risco de águas passarem sobre a parte baixa da nova ponte do Guaíba que está sendo construída na região. Quem trafega pela BR 116, no sentido Porto Alegre-Guaíba percebe a elevação do nível das águas. A estrutura possui 3,66 metros de altura, e o indicado é que tivesse cerca de 44 centímetros a mais. No caso, esse trecho da ponte localizado entre as ilhas Grande dos Marinheiros e do Pavão deveria ter a altura 4,10 metros.
Morador da rua Nossa Senhora Aparecida, na Ilha Grande dos Marinheiros, há mais de 40 anos, Alceu Farias Trindade acredita que a estrutura será atingida pela água. "A ponte é muito baixa neste trecho. É estranho que não tenham percebido que o Guaíba pode atingir a estrutura", destacou. Já o aposentado Carlos Figueiredo afirmou que existe, sim, o risco da elevação invadir a ponte ou atingir as vigas, o que poderia levar a uma interdição da travessia de embarcações. "O pior dessa situação é que as autoridades foram alertadas sobre essa altura da ponte", acrescentou.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que não existe o risco do nível do Guaíba atingir a nova estrutura. De acordo com estudos realizados, com base nos relatórios elaborados pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), a estrutura atende aos parâmetros de segurança exigidos e não compromete a travessia. Conforme a análise, o valor de referência da cota da cheia para um período de 100 anos nas imediações da travessia é de 3,17 metros e, considerando que a cota da viga em questão é de 3,66 metros, existe segundo o Dnit uma folga de 49 centímetros entre o fundo da viga e o nível máximo provável da água.
O projeto foi desenvolvido pelo consórcio Ponte do Guaíba, formado pela construtora Queiroz Galvão e EGT Engenharia, responsáveis pela obra. O Dnit endossou o estudo e autorizou o começo dos trabalhos. O problema foi relatado por moradores das ilhas nas audiências públicas de reassentamento das famílias. Os níveis de atenção do Guaíba variam entre 2,01 metros e 2,49 metros e os de alerta, entre 2,50 metros e 2,99 metros. Já é considerado crítico quando ultrapassa a marca dos 3 metros. Se isso acontecer, será necessário fechar as comportas do sistema de proteção contra inundações de Porto Alegre.
Correio do Povo

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FERRAMENTAS DO AUTORITARISMO

Por Percival Puggina



Também acho que fake news são uma praga. Elas promovem uma convergência entre os mal intencionados e os ingênuos para alcançar, muito provavelmente, um efeito político desejado por ambos. Entre nós, a verdade foi de tal modo relativizada e a mentira tão industrializada para ser servida em quantidades multitudinárias, que os velhos censores mentais da razão e da lógica entraram em colapso. Acredite, se quiser, como diria Jack Pallance.

 Por outro lado, como já escrevi anteriormente, enquanto a pilantragem das fake news tem meios limitados para iludir a opinião pública, e normalmente produz algo parecido com cédula de três reais, a grande mídia militante, engajada, dispõe de recursos técnicos de manipulação que começam na seleção de matérias, e seguem nas manchetes, nas imagens, na produção dos conteúdos, na coleta orientada de opiniões, no vocabulário, nos tons de voz, nas expressões fisionômicas, nas suítes e por aí vai. Destaque especial deve ser dado às análises falsas – as fake analysis – capazes de extrair dos acontecimentos conclusões que neles não cabem. Como o coração, as fake analysis dos fatos têm razões que os fatos mesmo desconhecem.

 Acessei o site do Senado Federal para ler o teor do PL 2630/2020 conforme aquele parlamento o aprovou. Não encontrei o que queria, mas vi que o projeto do senador Alessandro Vieira foi apresentado no dia 13 de maio e saiu aprovado do plenário no dia 30 de junho. Ou seja, em apenas um mês e meio e em aborrecidas sessões remotas, sem público nem debates, esse ataque à liberdade de informação, montado na covid19, surfou um plenário vazio e foi em frente para a Câmara dos Deputados.

Isso tudo mostra que o projeto, seu trâmite, o trabalho do relator, a votação e a aprovação foram resultado de minucioso roteiro e cronograma combinados na “cocheira”. Aprovações assim, vapt-vupt, quase sempre envolvem interesse próprio dos parlamentares e ferram os cidadãos. O interesse próprio, sabe-se bem, é a mais intensa das motivações. Quando está em jogo, faz o texto e a estratégia; é o motor e o combustível da rápida tramitação.

A maioria dos senadores se valeu do movimento de opinião criado em torno do fenômeno das fake news para avançarem seus objetivos de autoproteção. Exatamente o mesmo que os ministros do STF, sob o comando de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, estão conduzindo para constranger o antagonismo da sociedade, a liberdade de opinião e o trabalho de jornalistas com foco no Supremo e seus ministros.

Leia o projeto. Vale a pena. São 31 artigos e cerca de 120 preceitos para constranger, complicar e acabar com a liberdade nas redes sociais imobilizando-a num emaranhado de regras que, melhor do que qualquer discurso, caracteriza muito bem a intenção de quem o apoia.


Pontocritico.com

BOLSONARO: UM GOVERNO RECHEADO DE AMOR E ÓDIO



OPOSIÇÃO
Pelo número de votos que Bolsonaro obteve ao se eleger presidente, já deixava claro que a oposição faria o máximo possível para dificultar, senão impedir, tudo aquilo que estava colocado no PLANO DE GOVERNO.

DEFENSORES DE CORRUPTOS
Pois, mesmo sabendo que a tarefa não seria nada fácil, o que realmente causou enorme surpresa foi a quantidade de opositores, com um incrível apoio da mídia -socialista-, que, cheia de ódio, segue defendendo e/ou protegendo CORRUPTOS de todos os naipes.

ESTILO
Neste complicado ambiente, o que estamos lendo, ouvindo e assistindo a todo momento são constantes manifestações de AMOR E ÓDIO ao presidente Bolsonaro. Por óbvio, quem apoia o governo é porque quer um Brasil melhor sob todos os aspectos. Já os que detestam o presidente, ao contrário do que muita gente imagina, não é pelo estilo POLITICAMENTE INCORRETO de dizer o que pensa, mas porque está disposto a fazer do Brasil um país mais justo, honesto e desenvolvido.

TEXTO DE J. R. GUZZO
A propósito, o texto abaixo, do jornalista J. R. Guzzo, publicado na Gazeta do Povo de hoje, com o título - O ÓDIO DO BEM E O MANIFESTO EM FAVOR DA MORTE DO PRESIDENTE, faz coro ao meu editorial: 



Eis aí, enfim: de ódio em ódio, e com o empenho cada vez maior da elite intelectual brasileira na tarefa de selecionar tipos diferentes de ódio, os maus e os bons, chegamos ao topo do pódio. Embora a prudência ensine que não há limite para o pior, vai ser difícil ir muito mais longe do que o ponto em que acabamos de chegar: num artigo publicado em jornal, o autor diz que quer que o presidente da República morra de Covid-19.



É a medalha de ouro, até agora, em matéria de ódio do bem. Seu alvo é o presidente Jair Bolsonaro – e odiar Bolsonaro, no Brasil bem pensante de hoje, é lutar em defesa dos valores democráticos, da inclusão social, da igualdade e, no fim das contas, da salvação da pátria. Uma salva de palmas, portanto, para esse manifesto em favor da morte, do fundo do coração civilizado, liberal e moderno do Brasil 2021.

DIREITO DE DIZER O QUE QUER
Cada um, naturalmente, tem o direito de dizer em público o que quer. Desejar a morte do próximo, desde que o dono do desejo fique só nisso, não é proibido por lei – ao contrário, é um direito estabelecido pelo artigo 5º da Constituição Federal brasileira, que assegura a todos a plena liberdade de expressão.

O único problema neste caso – mas aí já é realmente um problema de 400 talheres – é que no Brasil onde se construiu a doutrina do ódio do bem o cidadão tem o direito de escrever que deseja a morte do presidente, mas não pode desejar a morte dos seus atuais inimigos políticos, pelo menos nas “redes sociais”. Experimente, para ver o que acontece, escrever que você quer que o ministro Alexandre de Moraes, por exemplo, caia morto. Melhor não.

ABERRAÇÃO
Para começar, o ministro vai mandar a Polícia Federal à sua casa, às 6 horas da manhã, e você será trancado numa cela de prisão. Essa prisão poderá ser prorrogada por um número indefinido de vezes. Os seus advogados não terão acesso à totalidade dos autos – só vão poder ler o que o ministro Moraes deixar. Você pode ser proibido de trabalhar como jornalista, e o seu site pode ser banido pelos operadores das redes de comunicação na internet. No caso de ser funcionário de alguma empresa dedicada à defesa da democracia, à luta contra o racismo e à manutenção do “distanciamento social”, vai perder o seu emprego.



O Brasil que cultiva o ódio do bem não é apenas moralmente absurdo. É uma aberração do ponto de vista legal — a lei, pelo menos enquanto o atual presidente continuar no governo, é oficialmente desigual. Depende, para proteger e para punir, da sua posição política."


Pontocritico.com

Ex-secretário de Saúde do RJ é preso suspeito de irregularidades na compra de respiradores

Mídia de cabeçalho


Ex-secretário de Saúde do RJ é preso suspeito de irregularidades na compra de respiradores
Edmar Santos foi preso manhã desta sexta-feira no bairro de Botafogo. Anteriormente, a imprensa informava que a prisão tinha acontecido na Região Serrana do Estado. O ex-secretário de Saúde é investigado por suspeitas de irregularidades em contratos do estado durante a pandemia do novo coronavírus.
Foto via @g1

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