Após uma tensa assembleia em Santos (SP), as principais entidades representativas dos caminhoneiros decidiram dar um voto de confiança ao governo federal, suspendendo a greve nacional que estava prevista para esta semana. No entanto, a categoria estabeleceu um prazo de sete dias para que as negociações avancem, mantendo o "estado de greve" como forma de pressão.
O movimento ganhou um novo fôlego após a publicação da Medida Provisória nº 1.343/2026, que traz mudanças rígidas na fiscalização do frete e no preço do diesel.
📝 O que muda com a MP 1.343/2026?
A nova medida é vista como um avanço pela categoria, pois ataca o descumprimento do piso mínimo do frete:
Fiscalização Digital: Torna obrigatório o uso do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) em todas as viagens, permitindo que a ANTT cruze dados e identifique pagamentos abaixo da tabela.
Multas Pesadas: Empresas que desrespeitarem o piso mínimo podem ser multadas em valores que variam de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação.
Punição Rigorosa: Em caso de reincidência, a transportadora pode ter seu registro (RNTRC) suspenso ou cancelado por até dois anos.
Diesel: O governo também publicou diretrizes para a definição do preço de referência do combustível, tentando dar mais previsibilidade ao setor.
📅 Próximos Passos: Mesa de Negociação
A suspensão da greve é temporária e depende do resultado das reuniões agendadas para a próxima semana:
Diálogo em Brasília: O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, confirmou que receberá representantes da CNTTL, Abrava e ANTB para discutir emendas à MP e pautas pendentes.
Maturidade do Setor: Lideranças como Paulo João Estausia (CNTTL) destacaram que a categoria agiu com responsabilidade ao evitar o desabastecimento imediato, mas José Roberto Stringasci (ANTB) alerta: "Se em sete dias não houver sinal positivo, eles vão parar".
📍 Situação nos Estados
Santa Catarina: O movimento que previa bloqueios em portos como Itajaí e Navegantes foi desmobilizado após a publicação das medidas e decisões judiciais que proibiam a interrupção do tráfego sob pena de multas elevadas (até R$ 100 mil para empresas).
Rio Grande do Sul: O estado de alerta permanece, com monitoramento constante das bases sindicais sobre o preço do diesel nas bombas.




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