Em reunião com cúpula da indústria petrolífera, presidente americano discute estratégias para manter restrições por meses; barril do tipo Brent supera os US$ 116.
WASHINGTON – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que o bloqueio naval aos portos iranianos pode se estender por meses. A sinalização ocorreu durante uma reunião estratégica na Casa Branca com os principais executivos da indústria petrolífera mundial, conforme revelado por fontes oficiais nesta quarta-feira (29).
O encontro, que ocorreu a portas fechadas na última terça-feira, teve como foco central a manutenção da pressão sobre Teerã e a busca por mecanismos que protejam o mercado interno americano da volatilidade energética. Segundo um funcionário do governo que falou sob condição de anonimato, a pauta incluiu medidas para "minimizar o impacto sobre os consumidores americanos" enquanto a restrição marítima permanecer ativa.
Articulação de Alto Escalão
A importância da reunião foi sublinhada pela presença de figuras-chave do gabinete de Trump, como o vice-presidente JD Vance, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e a chefe de gabinete, Susie Wiles. O setor privado foi representado por gigantes como a Chevron, cujo CEO, Mike Wirth, teve participação confirmada na discussão.
Além da crise com o Irã, os líderes discutiram o panorama das reservas nacionais, a situação política na Venezuela e o futuro dos mercados de gás natural e transporte marítimo global.
Reação Imediata dos Mercados
A notícia de que o embargo pode não ter uma data próxima para terminar causou um choque imediato nas bolsas de mercadorias. Os preços globais do petróleo registraram forte alta nesta quarta-feira:
Petróleo Brent: Negociado acima de US$ 116,00 o barril.
Petróleo WTI: Aproximando-se da marca de US$ 105,00 o barril.
A estratégia de Trump recebe apoio direto de aliados estratégicos, como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que já manifestou suporte público ao bloqueio naval. O objetivo da Casa Branca é utilizar o estrangulamento das exportações iranianas como moeda de troca definitiva para um novo acordo nuclear, ignorando, por ora, o risco de uma crise energética global prolongada.

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