MP-SP denuncia 16 por lavagem de R$ 3 bi do PCC em operação com combustíveis e fintechs

 


O Ministério Público de São Paulo denunciou 16 alvos da maior ofensiva contra a lavagem de dinheiro do crime organizado no setor de combustíveis adulterados, a Operação Carbono Oculto. Sobre os suspeitos pesa a acusação de crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A Carbono Oculto, operação conjunta entre Promotoria, Receita e Polícia Federal, deflagrada em 28 de agosto passado, atingiu o "andar de cima" do PCC e seus tentáculos na Faria Lima. A investigação revelou como o crime organizado migrou de atividades criminosas tradicionais para o controle de setores da economia formal, alcançando postos de combustíveis, distribuidoras e até endereços financeiros de elite em São Paulo.

O empresário Roberto Augusto Leme da Silva, o ‘Beto Louco’, que está foragido e apontado como um dos cérebros do esquema, é um dos 16 denunciados. A defesa de "Beto Louco" enviou posicionamento falando sobre a denúncia. "A defesa de Roberto Augusto Leme da Silva não teve acesso aos autos até o momento. Contudo, diante do que foi informado pela mídia, os fatos tratados na denúncia não têm nenhum relacionamento com Roberto. Sua inclusão no processo parece uma infeliz tentativa de gerar repercussão midiática, como já ocorreu anteriormente", afirmou em nota.

Ele e seu parceiro, Mohamad Hussein Mourad, o ‘Primo’, que também está desaparecido, tentaram fechar acordo de delação premiada em troca da revogação do decreto de prisão e outros benefícios, mas a estratégia malogrou. O Ministério Público concluiu que ‘Beto Louco’ e ‘Primo’ omitiram informações cruciais sobre o PCC e ofereceram a devolução de valores reduzidos aos cofres públicos. ‘Primo’ não está entre os denunciados.

Além de Beto Louco, também consta entre os acusados o empresário Admar de Carvalho Martins, o Dema, um dos personagens centrais em outra operação, a Fim de Linha, que atingiu os negócios do PCC no transporte público de São Paulo. Ao lado de integrantes da cúpula da facção, como Décio Gouveia Luiz, o Décio Português e de traficantes de drogas como Silvio Luiz Ferreira, o Cebola, Dema é apontado como um dos controladores da empresa de ônibus UPBus, usada para lavar dinheiro do crime organizado.

Os 16 acusados da Carbono Oculto

Admar de Carvalho Martins (vulgo "Dema")
Cesar Cirne Leal
Ed Charles Giusti
Edson da Silva Santos
Everton Felipe de Barros (vulgo "Soró")
Filipe Studzinski de Souza
Fernando de Matos Gutierres
Giosimar Jose Caldato
Giovani Dadalt Crespani
José Frederico Modolin Filho
Murilo Foresto de Souza
Roberto Augusto Leme da Silva, (vulgo "Beto Louco")
Rodrigo Augusto Alves de Carvalho Bortone
Ruy Azevedo Gutierres
Thiago Gomes Ribeiro
William Lopes da Silva Júnior

Segundo a Promotoria, os acusados teriam "agido em concurso de pessoas entre si e com outros indivíduos ainda não identificados, integraram, promoveram e financiaram, pessoalmente, organização criminosa constituída pela associação de mais de quatro pessoas, estruturalmente ordenada e com divisão de tarefas, voltada à prática de infrações penais com penas superiores a quatro anos - notadamente adulteração de combustíveis, falsidades documentais, fraudes contra o consumo e crimes fiscais -, e mantinham conexão com outras organizações criminosas independentes".

Juntos, teriam angariado R$ 2.978.086.957,29 com o esquema. Na denúncia de 189 páginas, os promotores destacam que o esquema envolvia a importação irregular e a adulteração de combustíveis - incluindo o uso fraudulento de nafta petroquímica -, além da simulação de compras e de expressiva sonegação de tributos.

"Valendo-se da opacidade assegurada pelas instituições de pagamento, os valores amealhados com o desvio de metanol e adulteração de combustíveis são inseridos no mercado formal e ocultam os reais pagadores/beneficiários dos negócios jurídicos que lastreiam a fraude", anota a acusação.

As investigações apontaram ainda que parcela substancial da movimentação financeira das empresas investigadas ocorria por meio de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). Desde as primeiras descobertas, as instituições de pagamento passaram a ser apontadas como um mecanismo fundamental para a lavagem de dinheiro. Uma das principais fintechs era o BK Bank.

O início da investigação ocorreu em 14 de maio de 2023, quando a Polícia Rodoviária Federal flagrou um semirreboque transportando uma "substância perigosa", identificada depois como metanol. A partir da ocorrência, a Polícia Federal apontou que o produto vinha sendo desviado de forma sistemática para abastecer postos de combustíveis na Grande São Paulo, apesar de seu uso em combustíveis ser limitado a 0,5% pela ANP.

Segundo a denúncia, "o esquema criminoso perdurou ao menos desde 2019 a 2025, com recorrente substituição de agentes, demonstrando a perenidade da estrutura criminosa".




Cestinha de massa filo com brie, prosciutto e folhas: crocância e cremosidade em jogo de revelar e ocultar



Naquela noite, escolhi a louça branca como quem escolhe o silêncio antes de uma conversa importante. Eu queria um minimalismo que não criasse um afastamento, mas que guardasse um segredo quente sob a superfície lisa. As cestinhas de massa filo seriam esse segredo — essas pequenas estruturas douradas que saíram do forno exalando o perfume do queijo brie derretido e o sal do prosciutto crocante.

Com a pinça culinária entre os dedos, ergui os brotos e as mini-rúculas como se estivesse montando pequenas esculturas. Acomodei cada um dos tufos verdes sobre as conchas ainda mornas, deixando que a leveza das folhas escondesse completamente a base assada.

Gosto desse jogo de revelar e ocultar: o prato parece simples, quase silencioso, até que o primeiro corte desfaz a torre de folhas e libera o vapor aromático do recheio cremoso. Na receita, o contraste entre a salada fria e o queijo quente cria uma narrativa sensorial que não precisa de explicação — ela se revela sozinha, no tempo do convidado.

A crocância da massa filo, o salgado elegante do prosciutto e a cremosidade quente do brie formam uma entrada sofisticada, perfeita para quem aprecia pratos de impacto visual e sabor equilibrado.

Cestinha de Massa Filo com Brie, Prosciutto e Folhas Frescas

INGREDIENTES

  • Massa filo: 4 a 6 folhas, pinceladas com manteiga derretida
  • Queijo brie: 150 g em cubos
  • Prosciutto: 100 g em pedaços
  • Mix de folhas: rúcula, agrião e alface roxa
  • Manteiga: 3 colheres de sopa (derretida)
  • Finalização (opcional): mel e nozes picadas

MODO DE PREPARO

  1. Prepare a massa: sobreponha as folhas de filo e pincele manteiga entre elas. Corte em quadrados de cerca de 10 cm.
  2. Modele as cestinhas: acomode 3 a 4 quadrados em forminhas de muffin, pressionando levemente o fundo.
  3. Recheie: coloque um cubo de brie e um pedaço de prosciutto em cada cestinha.
  4. Asse: leve ao forno preaquecido a 180 °C por 10 a 12 minutos, até dourar.
  5. Sirva: acompanhe com o mix de folhas temperado ou utilize as folhas como elemento de montagem vertical, como fiz na apresentação.

MOLHO SUGERIDO
Vinagrete de mostarda e mel: misture azeite, suco de limão, uma colher de chá de mostarda escura e um fio de mel.



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