Juventude vira sobre o CRB no Jaconi e assume a liderança da Série B
O Juventude mostrou valentia e ampliou a sequência invicta na Série B. Nesta terça-feira (25), no encerramento da 24ª rodada, o time gaúcho venceu o CRB de virada por 2 a 1 no Alfredo Jaconi e assumiu a liderança isolada, com 45 pontos — um a mais que o Criciúma, que tem 44 e perdeu em casa por 2 a 0 para o Fortaleza. Os alagoanos estacionaram nos 36 pontos e caíram para a 7ª posição, fora do G-6.
Primeiro tempo movimentado
O duelo começou equilibrado. O CRB teve a primeira chance com Chrystopher, após saída errada, finalizando perto da trave. O Juventude respondeu com Raí Ramos, parado por Vitor Caetano, e com Mikael, que parou em Pedro Rocha após passe de Pedro Castro.
Os donos da casa ainda chegaram com Titi, com chute salvo por Lucas Lovat em cima da linha, e com Diogo Barbosa, que acertou a trave. Aos 45, após cobrança rápida de falta de Danielzinho, Thiaguinho dominou e soltou o pé para abrir o placar para o CRB.
Virada na etapa final
Na volta do intervalo, o Juventude fez duas trocas e pressionou de imediato, com cabeçada de Amarilla defendida pelo goleiro. A pressão resultou em pênalti de Vitor Caetano sobre Amarilla. Aos 21 minutos, Alisson Safira cobrou rasteiro e empatou, com o goleiro quase defendendo.
O gol animou o Verdão. Safira quase virou em seguida, novamente parado por Vitor. Aos 34, Gabriel Pires lançou do campo de defesa para Alan Kardec, recém-entrado, que ganhou de Bressan na velocidade e estufou a rede para selar a virada por 2 a 1.
Pela 25ª rodada, o Juventude visita o Londrina no VGD, às 19h30 da próxima terça-feira (1º). O CRB recebe o Criciúma no Rei Pelé, às 18h do domingo (30).
Gre-Nal da Copa do Brasil vale mais que R$ 4 milhões: é pela sobrevivência
O vencedor dos dois Gre-Nais pelas quartas de final da Copa do Brasil vai embolsar mais R$ 4 milhões nos seus cofres vazios. A premiação é importante, mas talvez seja o valor menos importante dos clássicos que vêm aí.
Grêmio e Inter vivem, no momento, uma crise de confiança. Os colorados não confiam no Inter. Os gremistas não confiam no Grêmio. A ameaça do rebaixamento cerca ambos.
Em um contexto em que os dois times têm mais medo de perder do que coragem para ganhar, a consequência será muito mais sentida por quem sair derrotado do que por quem carimbar a passagem para a semifinal. O título não é impossível, mas, convenhamos, hoje é improvável para qualquer um dos dois. Já o abatimento sobre aquele que perder um duelo tão decisivo para um rival cambaleante pode ser fatal.
É preciso sobreviver ao Gre-Nal.
Irã tem filas em postos de gasolina após EUA anunciarem plano para "asfixiar" economia
Os iranianos acordaram nesta terça-feira (25) preocupados com as novas sanções anunciadas pelos Estados Unidos na véspera, que prometem "asfixiar" economicamente o país, já submetido a sanções há décadas e com inflação alta. Longas filas se formaram em postos de gasolina em Teerã.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, apresentou na segunda-feira um plano para promover a "asfixia econômica" e advertiu sobre graves consequências para países que não aderirem à campanha de Washington. A medida mira setores críticos como ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo, com sanções secundárias que atingem quem faz negócios com o Irã.
O anúncio ocorre quase seis meses após o início da guerra desencadeada por Washington, com negociações de paz paralisadas. Enquanto o Irã mantém fechado o estratégico Estreito de Ormuz, os EUA sustentam o bloqueio naval contra a República Islâmica. Nesta terça, o chanceler iraniano Abbas Araghchi e seu homólogo de Omã, Badr al-Busaidi, discutiram em Teerã a criação de um corredor de navegação temporário e um acordo para iniciar a desminagem da via, segundo comunicado conjunto divulgado por Omã.
Dirigentes iranianos minimizaram os efeitos, mas moradores temem o impacto. "É lógico que as sanções afetem a vida das pessoas. Há pessoas sofrendo, tanto as que têm uma boa situação econômica quanto as que têm menos recursos", disse Mehdi Yazdian, 55 anos, corretor de imóveis, pedindo controle de preços. Ele afirmou que a população é "resiliente".
Taneen, estudante de arquitetura de 23 anos, disse que durante toda a vida o país esteve sob sanções. "Essa pressão recai sobre toda a família", afirmou, relatando que o pai pediu para comprar comida imediatamente "porque vai ficar mais cara".
Imagens da AFP mostraram filas de carros nos postos. O chefe de gabinete do presidente iraniano, Mohsen Haji-Mirzaei, disse à TV estatal que as cotas de gasolina serão revisadas. "O que é certo é que as cotas serão reduzidas sem alterar o preço, mas quem quiser comprar mais gasolina da cota terá um preço mais alto", afirmou.
Bessent disse que países que não aderirem "compartilharão o isolamento" do Irã e não descartou atingir bancos chineses, advertindo que "qualquer entidade que facilitar a lavagem de dinheiro em nome do Irã será excluída do sistema do dólar americano". A China, importante compradora de petróleo iraniano, declarou que se opõe às sanções e que tomará medidas para proteger seus interesses.
O ministro da Economia iraniano, Ali Madanizadeh, afirmou que o país se prepara há muito tempo e que os EUA "fracassaram em todas as ocasiões". O Irã desenvolveu um complexo sistema financeiro para contornar as sanções.
Para o economista iraniano Saeed Laylaz, que vive em Teerã, as medidas fazem parte da estratégia de "pressão máxima" de Trump desde o primeiro mandato. "Não há nada que os Estados Unidos possam fazer que já não tenham feito antes", disse, considerando a economia iraniana amplamente autossuficiente após anos de isolamento, embora haja dúvidas sobre a capacidade do governo de enfrentar corrupção, desequilíbrios bancários e inflação.
O Irã já enfrentava inflação elevada antes da guerra, fator que impulsionou protestos que atingiram o auge em janeiro, reprimidos com milhares de mortes segundo organizações de direitos humanos. O governo atribui a violência a "atos terroristas" instigados por EUA e Israel. O Irã executou pessoas por envolvimento nas manifestações e Trump escreveu nesta terça na Truth Social: "Esta é uma crise humanitária de proporções épicas e precisa parar, AGORA".

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