TRE-RS oficializa tempo de TV e rádio: Zucco terá quase 5 minutos e abrirá programas
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul oficializou, nesta sexta-feira, em reunião com as coordenações das campanhas dos candidatos ao Palácio Piratini, os tempos de cada um deles nos programas eleitorais de rádio e TV. Também foram confirmados os números de inserções que serão distribuídas ao longo das programações.
Candidato do PL ao Piratini, Luciano Zucco abre os programas que serão iniciados na próxima sexta-feira, dia 28. Ele terá praticamente a metade do tempo total das veiculações. Serão quatro minutos e 24 segundos de tempo, mais 14 inserções diárias.
Juliana Brizola, representante do PDT na disputa, será a segunda na ordem das veiculações. A trabalhista contará com o segundo maior tempo: dois minutos e 21 segundos nos programas e sete comerciais diários. Em terceiro na programação, o candidato do PSDB, Marcelo Maranata, contará com 30 segundos e entre uma e duas inserções diárias.
O bloco de estreia dos programas será fechado pelo candidato do MDB, Gabriel Souza, que terá um minuto e 44 segundos e 5 comerciais distribuídos ao longo das programações.
Os tempos são calculados com base no número de deputados federais eleitos na última disputa geral, em 2022.
Em função da proximidade do início dos programas eleitorais, parte das agendas da primeira semana de campanha oficial foi dedicada às gravações, especialmente nos casos de Zucco e Juliana, que têm maior tempo. No restante das agendas, se destacaram atos que permitiram o contato direto com eleitores, sucessivas mobilizações em municípios do Interior do Rio Grande do Sul e na Região Metropolitana, participações em eventos de entidades setoriais e sabatinas.
Primeira semana de campanha ao governo do RS é marcada por debates, gravações e agendas no interior
A campanha eleitoral das Eleições 2026 começou no último domingo (16) e os candidatos já estão nas ruas colocando em prática suas estratégias para conquistar o maior número possível de votos. Os postulantes ao Palácio Piratini, Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB), começaram seus movimentos ainda na pré-campanha. Entre as principais estratégias está a participação em debates e cumprir agendas nos mais diversos municípios do Estado.
Gabriel Souza
Gabriel iniciou os trabalhos com adesivaços em diversos municípios, com o objetivo de mostrar a energia dele, além de ter feito visitas e reuniões com lideranças. Na terça-feira, começou as gravações dos programas eleitorais e participou do debate da Expoagas.
No sábado (22) pela manhã, fará caminhadas em Porto Alegre e em Cachoeirinha, e à tarde estará em São Jerônimo e General Câmara. No domingo (23), participará de mais lançamentos de campanha, inauguração de comitês e almoço com lideranças.
Juliana Brizola
Juliana Brizola está atuando, nesta primeira semana, como atuou na pré-campanha: dialogando com diferentes setores da sociedade, entidades, grupos e "apresentando soluções para os problemas do Estado".
De acordo com a comunicação da candidata, a campanha aposta no diálogo com as pessoas, na apresentação de possibilidades, e isso inclui desde a conversa com o vizinho, familiar e colega até a apresentação de projetos nas redes sociais e na imprensa. Nos próximos dias, Juliana estará dialogando em Porto Alegre e Região Metropolitana, Gravataí e Viamão.
Luciano Zucco
Luciano Zucco iniciou a semana cumprindo agendas. Na segunda e terça-feira, cumpriu agenda na Região Metropolitana e em Porto Alegre. Na quarta-feira, visitou Vacaria, Lagoa Vermelha e a região dos Campos de Cima da Serra.
No final de semana, tem agenda em Porto Alegre e Santa Cruz do Sul, mesclando atos políticos com gravações. "A prioridade são as agendas de rua com os candidatos a deputados", afirmou o coordenador de campanha, Everton Braz.
Marcelo Maranata
Maranata iniciou a primeira semana de campanha com a inauguração do comitê central, ao lado de seus apoiadores e próximo da comunidade. Neste primeiro momento, o candidato concentrou a agenda na Região Metropolitana e em eventos empresariais da Serra Gaúcha.
De acordo com a comunicação de Maranata, o principal desafio neste início é ser conhecido pelos gaúchos e apresentar sua trajetória, suas ideias e propostas.
No final de semana, Maranata cumpre agenda em Guaíba, Viamão, Porto Alegre e Alvorada, além de gravações para programas de rádio e televisão.
Caiado defende fim da escala 6x1, mas critica falta de diálogo com empresários
O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, voltou a dizer nesta sexta-feira, 21, ser favorável à redução da jornada de trabalho para escala 5x2, mas criticou a forma que a discussão foi feita no País, já visando o processo eleitoral deste ano. As declarações foram feitas após agenda no Mercado Municipal de São Paulo.
"Deveria ser uma medida discutida com todos que são empregadores. Esta é a maneira como se deve fazer", disse Caiado. "Uma PEC está em votação, ela será aprovada e será promulgada também. Este assunto nós sempre nos colocamos que ela vai acontecer e que nós somos favoráveis. O que nós criticamos na medida é que ela foi proposta de forma eleitoreira", disse Caiado, reforçando que, se fosse presidente, teria chamado todos os empresários para discutir melhor a questão. "Eu não vou criar uma emenda à Constituição Brasileira sem ouvir as partes interessadas".
Segurança pública e economia
Ao falar sobre economia, Caiado reiterou críticas ao nível da taxa de juros, que ele atribui à "gastança" do governo federal e defendeu uma política "austera". "Essa taxa de juros ela tem que chegar a patamares de 6% e uma inflação em torno de 3% a 4%. Isso é que a sociedade brasileira espera de nós", declarou. Segundo o candidato, o atual governo gerou apenas taxa de juros alta, endividamento e "empresas que fogem para o Paraguai".
Na segurança pública, o ex-governador goiano fez menção ao recente episódio em que criminosos no Rio de Janeiro foram filmados ministrando um "curso" de uso de drones. "É inaceitável o que vimos ontem (quinta, 20). É o máximo da sofisticação que o narcotráfico tem drones para atingir pessoas e policiais no Brasil".
Questionado sobre possíveis nomes para a formação de ministérios em seu governo, já que Caiado já citou nomes como o de Armínio Fraga para economia e Lincoln Gakiya na segurança pública, o candidato se limitou a dizer que buscará ampliar a participação feminina. "Uma posição minha, desde quando fui governador, é de ter uma presença muito forte das mulheres no meu ministério", declarou.
Alcolumbre envia PECs do fim da escala 6x1 e da Segurança para a CCJ do Senado
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), despachou oficialmente para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a proposta que dá fim à escala 6x1 e a proposta que amplia poderes da União na segurança pública. O andamento da tramitação foi confirmado pelo site do Senado nesta sexta-feira, 21.
O relator da PEC da escala 6x1 na CCJ será o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a relatoria da PEC da Segurança Pública no colegiado ficou com o senador Rogério Carvalho (PT-SE).
Retomada do diálogo e pautas no Senado
Já aprovadas pela Câmara dos Deputados, as propostas estavam paradas no Senado, em meio ao rompimento de diálogo entre Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eles haviam se afastado depois da votação histórica dos senadores que derrubou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Em 14 de agosto, Alcolumbre publicou uma nota em que relatou uma "importante conversa institucional" com Lula e comunicou a determinação de encaminhamento dessas propostas para a CCJ. Ele também afirmou que dará andamento ao projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
Moraes cassa aposentadoria de Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF condenado por trama golpista
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira a cassação da aposentadoria do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques. No ano passado, Silvinei foi condenado pelo Supremo a 24 anos e seis meses de prisão em um dos processos da trama golpista ocorrida no governo Jair Bolsonaro.
Além do tempo de prisão a cumprir, o ex-diretor foi condenado à perda do cargo em função da condenação. Contudo, em 2022, antes da decisão do STF, Silvinei conseguiu se aposentar aos 47 anos. Na decisão, Moraes disse que o entendimento do Supremo sobre a perda de cargo público em função de condenação criminal alcança os inativos, ou seja, acarreta a cassação da aposentadoria.
"Diante de todo o exposto, nos termos do art. 21 do RISTF, remeta-se o acórdão dos embargos de declaração à Advocacia Geral da União, determinado o imediato cumprimento da sanção de perda do cargo público imposta a Silvinei Vasques, mediante a cassação de sua aposentadoria no cargo de policial rodoviário federal", decidiu.
Conforme a acusação feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Silvinei atuou para barrar o deslocamento de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo turno das eleições de 2022, por meio de blitze em rodovias do Nordeste. Durante o julgamento do caso, a defesa de Silvinei negou a atuação do ex-diretor para barrar o deslocamento de eleitores e disse que ele foi alvo de uma "tempestade midiática" e de notícias falsas nas redes sociais.
Moraes afirma que IA "anabolizou" desinformação e defende cassação por uso indevido na eleição
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta sexta-feira, 21, que o avanço da Inteligência Artificial (IA) funcionou como um "anabolizante" para a desinformação. O magistrado prometeu a cassação para candidatos que utilizarem a ferramenta desta forma na reta final das eleições.
O ministro exemplificou que, com o uso dessa tecnologia, seria possível manipular a gravação de suas falas para alterar o conteúdo e até o movimento labial. "Isso é perigosíssimo para a manipulação do eleitorado", completou.
Moraes discursava no evento "Voto e democracia no Brasil", realizado pela Faculdade de Direito da USP, no Largo de São Francisco, quando deu as declarações. O ministro relembrou o caso argentino como exemplo do risco que a IA representa, principalmente, na reta final de eleição.
Segundo Moraes, na véspera do pleito na Argentina, circulou um vídeo falso, feito com IA, em que um candidato apareceu anunciando a própria desistência para apoiar o adversário. "Na véspera da eleição, é impossível você correr atrás do prejuízo. Como regulamentar isso? Como fiscalizar e como evitar que isso destrua a liberdade de escolha?", questionou o ministro.
É esse cenário que, para Moraes, se justifica a necessidade de punição rápida e severa contra quem usar desinformação gerada por IA na reta final da campanha. Apenas desmentir as informações após o pleito não tem efeito prático, segundo o magistrado.
"Todos os candidatos têm de ter absoluta consciência que, se, na véspera, quiserem utilizar os mecanismos de desinformação anabolizados pela inteligência artificial, isso vai dar cassação", indicou.
Atualmente, Moraes não compõe o colegiado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas recursos podem ser levados ao STF e, eventualmente, se sujeitarem à sua deliberação. Do mesmo modo, futuramente, o ministro pode retornar à corte eleitoral.
Segundo Moraes, a democracia se sustenta sobre dois pilares garantidos pela Constituição: a liberdade e o sigilo do voto. Sem esses direitos, disse, não há eleições livres. Para ele, foram essas garantias que passaram a ser alvo de ataques nos últimos anos por meio da desinformação disseminada nas redes sociais.
O ministro explicou que o chamado "livre mercado de ideias" pressupõe que o eleitor tenha acesso a todas as opiniões disponíveis para, a partir delas, formar sua própria conclusão e escolher o candidato. Quando esse fluxo de informações é manipulado por notícias falsas direcionadas por algoritmos, argumentou, a própria vontade do eleitor passa a ser viciada. "Desinformação ataca liberdade de escolha do eleitor", disse Moraes.
A ministra Cármen Lúcia, que também participou do evento, defendeu que a tecnologia não deve ser rejeitada, mas sim vigiada quanto ao uso que se faz dela. Segundo ela, o problema surge quando os donos das plataformas identificam que essas ferramentas podem ser usadas "para se servir do ser humano", explorando comportamentos e interferindo na vida das pessoas.
A ministra usou o termo "tecnoditadura" para descrever o que classificou como um desequilíbrio de poder: quando plataformas e ferramentas tecnológicas deixam de servir ao usuário e passam a atuar sobre ele.
Mais de 38% dos candidatos ao Senado em 2026 têm 60 anos ou mais, aponta TSE
Mais de um terço das candidaturas ao Senado nas Eleições 2026 é composto por pessoas com 60 anos ou mais.
Das 315 candidaturas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 121 pertencem a essa faixa etária, o que representa 38,4% do total.
O índice supera o registrado em 2018 — última eleição com renovação de dois terços das cadeiras —, quando 126 dos 352 candidatos (35,8%) tinham 60 anos ou mais.
Embora o total absoluto tenha recuado em cinco nomes entre os dois pleitos, a representatividade desse grupo cresceu 2,6 pontos percentuais, acompanhando a mudança demográfica do País.
Segundo projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2026, cerca de 36,6 milhões de brasileiros têm 60 anos ou mais, o equivalente a 17,1% da população.
Avanço nas faixas mais avançadas e perfil de gênero
Entre os postulantes com mais de 60 anos, 42 têm de 60 a 64 anos e outros 42 estão na faixa de 65 a 69.
O grupo de candidatos com 70 anos ou mais soma 37 nomes (11,7% do total, ante 9,9% em 2018), divididos entre 21 candidatos de 70 a 74 anos, 14 de 75 a 79 e três com 80 anos ou mais.
No recorte de gênero dentro do grupo sênior (60+), a divisão é de 103 homens e 18 mulheres.
A candidata mais idosa na disputa é Marlene Soccas (UP-SC), nascida em 1934, enquanto Carlos Sodré (Mobiliza-BA), nascido em 1946, é o mais velho entre os homens.
Retração de jovens e marco constitucional
Na extremidade oposta, 21 candidatos situam-se na faixa de 35 a 39 anos — idade mínima exigida pela Constituição Federal para o exercício do cargo —, somando 6,7% das candidaturas (15 homens e seis mulheres).
Em 2018, essa faixa concentrava 33 nomes (9,4%). A projeção do IBGE indica 16,2 milhões de brasileiros nessa idade (7,6% da população).
O pleito de 2026 marca ainda a primeira eleição ao Senado na qual podem concorrer pessoas nascidas após a promulgação da Carta Magna, em 5 de outubro de 1988.
Dos 21 candidatos de 35 a 39 anos, 12 nasceram após o marco constitucional (sete homens e cinco mulheres).
Os mais jovens na disputa são Filipe Barros (PL-PR) e Renatinha (DC-SE), ambos com 35 anos, nascidos em 1991.

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