El Niño de 2026 pode ser o mais forte em 200 anos, alertam meteorologistas

 


O El Niño de 2026-2027 pode se tornar o mais intenso já registrado na era moderna e atingir um nível não visto há pelo menos dois séculos. A avaliação é de meteorologistas que têm elevado as projeções de força do fenômeno, que segue se intensificando e deve atingir o pico entre o fim deste ano e o início de 2027.

Segundo a MetSul Meteorologia, o aquecimento do Pacífico tropical é alimentado por uma combinação incomum de águas muito quentes abaixo da superfície e fortes ventos de Oeste. Em algumas áreas, a temperatura da água em profundidade está mais de 10°C acima da média.

Os dados mais recentes mostram que a anomalia na região Niño 3.4 já chegou a 2,6°C pelo índice ONI, nível classificado como muito forte ou "Super El Niño". O valor está próximo do recorde da era moderna e foi atingido mais cedo do que em episódios históricos como os de 1982-1983, 1997-1998 e 2015-2016.

As projeções indicam que o fenômeno ainda deve ganhar força nos próximos três a quatro meses. A mediana dos modelos aponta para anomalia próxima ou acima de 4°C no pico, o que superaria com ampla margem os principais eventos do século 20 e colocaria o El Niño de 2026 em patamar excepcional.

A NOAA, agência climática dos EUA, estima em 95% a probabilidade de um El Niño muito forte, embora utilize hoje um índice ajustado pelo aquecimento global que mostra valores menores.

A preocupação é com os impactos globais. O El Niño altera a circulação atmosférica e pode favorecer extremos de chuva, seca e temperatura, com consequências para agricultura, recursos hídricos e abastecimento.

A MetSul lembra que episódios excepcionalmente fortes no passado, como o de 1789 a 1793, provocaram efeitos climáticos e sociais em vários continentes, com secas severas na Índia e no Egito que geraram fome e pressão social.



Defesa Civil: 17 municípios gaúchos já registraram danos por chuva e granizo; 19 pessoas estão desalojadas



A Defesa Civil do Rio Grande do Sul atualizou no fim da tarde deste domingo (16) o balanço de estragos causados pelos eventos climáticos. São 17 municípios com danos reportados e 19 pessoas desalojadas no Estado.

A cidade mais recente a entrar na lista foi Hulha Negra, no Sudoeste. Por volta do meio-dia, o município registrou o bloqueio da Estrada Geral, na localidade de Passo do Neto, por inundação, e o destelhamento parcial de uma residência. Caçapava do Sul também teve uma casa destelhada - as duas ocorrências deixaram quatro pessoas desalojadas.

Na Região Sul, houve queda de granizo que danificou telhados. Santana da Boa Vista, Vista Alegre e Taquaruçu do Sul somaram 16 imóveis afetados - 10 em Taquaruçu do Sul, quatro em Santana da Boa Vista e dois em Vista Alegre.

Em Turuçu e São Lourenço do Sul, há inundações. Em Turuçu, cerca de 24 pessoas precisaram deixar casas às margens da BR-116 por conta da cheia de um riacho. Em São Lourenço do Sul, a elevação da Lagoa dos Patos alagou a Praia das Nereidas e a Avenida Getúlio Vargas, na orla, sem desalojados.

Outros estragos:

  • Canguçu: movimento de massa causou obstrução parcial da BR-392 e alagamentos na área urbana após a rede pluvial não suportar o volume de chuva.

  • Canudos do Vale: elevação do Arroio Forqueta comprometeu a estiva na comunidade de Alta Forquetinha.

  • Não-Me-Toque: oito quedas de árvores, duas sobre residências.

  • Osório: granizo em Palmital, Livramento e Balneário Atlântida Sul danificou 28 residências.

  • Frederico Westphalen, Harmonia, Tupandi e Xangri-lá: queda de granizo, com danos registrados na zona rural e no balneário Rainha do Mar, em Xangri-lá, sem danos materiais.

  • Arroio do Padre e Bento Gonçalves: inundação do Arroio Pimenta e deslizamento de terra e pedras, respectivamente.

Lista completa dos 17 municípios:

  1. Arroio do Padre
  2. Bento Gonçalves
  3. Canguçu
  4. Canudos do Vale
  5. Caçapava do Sul
  6. Frederico Westphalen
  7. Harmonia
  8. Hulha Negra
  9. Não-Me-Toque
  10. Osório
  11. Santana da Boa Vista
  12. São Lourenço do Sul
  13. Taquaruçu do Sul
  14. Tupandi
  15. Turuçu
  16. Vista Alegre
  17. Xangri-lá


Chuva atrapalha largada oficial das campanhas ao governo do RS em Porto Alegre



A instabilidade do tempo em Porto Alegre neste domingo (16), primeiro dia oficial de campanha nas ruas e na internet, atrapalhou as atividades de lançamento dos principais candidatos ao governo do Rio Grande do Sul.

Os quatro postulantes que lideram as pesquisas marcaram agendas para a manhã, justamente o período de maior chuva na Capital.

O candidato do MDB, Gabriel Souza, fez adesivaço no Largo Zumbi dos Palmares, na Cidade Baixa. O vai e vem de pancadas de chuva deixou o toldo montado insuficiente e o grupo precisou recorrer a guarda-chuvas para manter a ação.

A candidata do PDT, Juliana Brizola, chegou a suspender a caminhada prevista para sair da esquina da Osvaldo Aranha com a José Bonifácio até o Espelho D'Água, no Parque da Redenção. Com a chuva, o lançamento ficou concentrado em frente ao comitê central, na José Bonifácio, com discurso feito do alto do carro de som coberto.

O candidato do PL, Luciano Zucco, também manteve a agenda mesmo com o tempo instável. A primeira parte foi em local protegido, no comitê central na Voluntários da Pátria. As outras duas ações eram adesivaços na Praça da Encol e no Parcão - o deslocamento entre os dois pontos, em carro de som aberto, foi castigado pelas pancadas.

Já Marcelo Maranata, do PSDB, começou o dia no comitê central da avenida Farrapos, em local fechado. A chuva, porém, tornou mais lento o deslocamento para a segunda parte das atividades, no extremo sul da Capital, e dificultou a distribuição de materiais e o carregamento de veículos de candidatos que seguiriam para outras cidades ainda no domingo.




Pablo Marçal diz que declaração de R$ 7,4 bi ao TSE está errada e tenta corrigir patrimônio



O empresário Pablo Marçal (PRTB) afirmou que a declaração de bens de R$ 7,4 bilhões feita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está errada e que já pediu a correção.

Marçal registrou candidatura à Presidência da República no sábado (15), último dia do prazo, após conseguir na Justiça Eleitoral de São Paulo uma liminar para trocar de sigla e se filiar ao PRTB.

O valor de R$ 7,4 bilhões o colocaria como o candidato mais rico das eleições de 2026. O montante é 43,77 vezes maior que o declarado por ele em 2024, quando informou ter R$ 169,5 milhões em bens ao concorrer à Prefeitura de São Paulo.

Em entrevista a um veículo local, Marçal disse que a declaração está incorreta, mas não informou qual seria o valor correto. O preenchimento da lista de bens é de responsabilidade dos candidatos e dos partidos, e deve incluir imóveis, veículos, participações em empresas, saldos bancários e aplicações.

A candidatura ainda pode ser negada. Marçal foi condenado por abusos na campanha municipal de 2024, o que o tornou inelegível por oito anos, e recentemente recebeu uma segunda condenação que prevê multa de R$ 420 mil.


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