PGR defende que STF mantenha proibição de visitas de Flávio Bolsonaro a Jair Bolsonaro

 


O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recomendou nesta quarta-feira (12) que o Supremo Tribunal Federal (STF) mantenha as restrições às visitas familiares a Jair Bolsonaro durante o cumprimento da prisão domiciliar.

Em 13 de julho, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai, após Flávio divulgar uma carta de Jair pedindo votos para sua candidatura. Quatro dias depois, Moraes também proibiu, até o fim das eleições de 2026, qualquer visita com finalidade político-eleitoral ao ex-presidente.

A defesa de Bolsonaro pediu a retomada das visitas de Flávio, alegando a "necessidade de preservar os vínculos familiares e a relação profissional entre os dois". Em outro recurso, os advogados contestaram a proibição de manifestações político-eleitorais, argumentando que a suspensão dos direitos políticos não implica, por si só, restrição à liberdade de expressão.

Para Gonet, as restrições devem ser mantidas. Segundo o procurador-geral, a prisão domiciliar humanitária não afasta as regras do regime fechado e o direito de visita pode ser restringido diante do descumprimento das condições impostas pelo STF.




TRE dá prazo e Zucco protocola plano de governo ao governo do RS


O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deu prazo de três dias para que o candidato do PL ao Piratini, Luciano Zucco, anexasse seu plano de governo no processo de registro de candidatura. O requerimento já havia sido encaminhado, mas, pela ausência do documento, permanecia suspenso. Conforme a intimação, não foram verificadas outras pendências.

No início da tarde de ontem, o coordenador do plano de governo de Zucco, Leonardo Pascoal, havia afirmado que o documento seria protocolado no TRE na sexta-feira, após lançamento em ato político marcado para a data.

O registro, no entanto, acabou sendo realizado ainda no fim do dia de ontem, conforme consta no site do TSE.

O prazo final para o registro de candidaturas com toda a documentação exigida junto ao TRE é 15 de agosto.



Michelle e Flávio Bolsonaro se reencontram e gravam para campanha após desavenças



A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (11) que colocou uma "pedra" nas desavenças com o enteado Flávio Bolsonaro (PL) e que os dois se abraçaram. Foi o primeiro encontro entre eles após os atritos recentes.


No QG de campanha de Flávio em Brasília, os dois gravaram inserções para o programa eleitoral. "Colocamos pedra na desavença. Qual família é perfeita? Conversamos, nos unimos em prol de algo muito maior. Gravamos muito", declarou Michelle a jornalistas.


Ela disse que a conversa com Flávio foi "normal" e que não guarda ressentimento. "Não vou responder, não vou polarizar. Um dia de cada vez. Não guardo mágoa de ninguém. Meu coração é muito grato. Se eu guardar mágoa, não vou conseguir viver. Estou livre desse sentimento", afirmou, evitando falar sobre a relação com os outros filhos de Jair Bolsonaro.


Michelle disse que ainda não sabe se viajará pelo Brasil para defender a candidatura de Flávio, mas que dará apoio pelas redes sociais. "É uma realidade bem difícil. Viajar, não sei como vai ser. Vamos ter um dia de cada vez, ele pode contar comigo nas redes sociais", afirmou. Ela negou ainda que vá atuar como porta-voz de Jair Bolsonaro: "Não assumirei essa função, até porque ele nem pode mais falar. Ele já foi vetado de qualquer possibilidade de expressão".


Desavença no Ceará


Flávio e Michelle se desentenderam pela formação da chapa no Ceará. Ela defendia Priscila Costa para uma das vagas ao Senado, mas o PL optou por Alcides Fernandes. "O pastor Alcides está ali, nos abraçamos, desejei boa sorte, oramos juntos, então está tudo certo", disse Michelle.


Ela voltou a se posicionar contra o apoio do PL à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará. "Sou contra essa aliança com Ciro Gomes. É visceral. O meu marido hoje está inelegível por conta do partido dele. Não guardo mágoa, mas é uma questão de coerência. O nome do meu marido não está nas urnas por conta da articulação de Ciro Gomes", declarou.


Michelle também negou que voltará ao comando do PL Mulher. "É um novo ciclo, um novo momento", afirmou, defendendo a candidatura de Celina Leão (PP) ao governo do Distrito Federal.

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