Expointer 2026: ingressos já estão à venda online

 


Os ingressos para a 49ª Expointer já podem ser adquiridos antecipadamente pela internet. Também será possível comprar as entradas durante o período da feira diretamente nas bilheterias do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A Expointer ocorre entre 29 de agosto e 6 de setembro. Além disso, nas bilheterias haverá totens de autoatendimento sem cobrança de taxa de serviço.

Na compra on-line, o visitante deve fazer login na plataforma Ingresso Nacional e informar o nome completo e o CPF da pessoa que utilizará cada ingresso. O pagamento pode ser feito por cartão de crédito, boleto bancário ou Pix. As compras pela internet terão acréscimo de taxa de serviço. Nas bilheterias do evento, os ingressos serão vendidos sem a cobrança dessa taxa.

O ingresso para pedestres custa R$ 22. Para estudantes, idosos com 60 anos ou mais e pessoas com deficiência, o valor é de R$ 11, mediante apresentação da documentação exigida. Crianças com menos de seis anos, acompanhadas dos pais ou responsáveis, têm entrada gratuita.

Os acessos de pedestres serão pelos portões 2 e 6, das 8h às 20h. Cada ingresso é de uso único e válido somente para o dia indicado no momento da compra.

O estacionamento custa R$ 53 por veículo. O valor não inclui o ingresso do motorista nem o dos demais passageiros. A entrada dos veículos pagantes será pelos portões 14 e 15, das 8h às 20h.

O ingresso para o estacionamento também pode ser adquirido antecipadamente pela internet, com acréscimo da taxa de serviço. Neste caso, o tíquete é de uso único e válido apenas para o dia selecionado na compra.




Expointer 2026 terá painel sobre biosseguridade e desafios da suinocultura




A biosseguridade é tema obrigatório quando o assunto é acesso a mercados. Depois do surto de Peste Suína Africana registrado na China a partir de 2018, que provocou a eliminação de mais de 40% do rebanho no país asiático, novos casos da doença foram registrados em mais de 70 países, incluindo Europa e Ásia, segundo a Organização Mundial de Saúde Animal.

Mas não é só a PSA que preocupa. A PRRS - Síndrome Respiratória e Reprodutiva Suína, por exemplo, está presente em vários países da América do Sul, incluindo o vizinho Uruguai. A doença é de notificação obrigatória e pode fechar mercados em caso de ocorrência, além de provocar perdas na propriedade.

De olho neste cenário, o Conselho Técnico Operacional da Suinocultura do Fundesa-RS promove o Painel da Suinocultura na Expointer 2026, com foco em biosseguridade.

O evento será realizado em 3 de setembro, dia em que as medidas da União Europeia bloqueando as exportações brasileiras de proteína entram em vigor. O debate começa a partir das 13h30 no auditório da Casa do Fundesa, em Esteio, reunindo especialistas para discutir os desafios técnicos e as normas que regem a proteção do plantel nacional.

Instruções normativas

A agenda contempla temas que vão desde a necessidade de mudança de comportamento dos produtores até a implementação prática de instruções normativas. A programação busca alinhar as ações de biosseguridade às exigências atuais de mercado e aos projetos de capacitação técnica, buscando reforçar as barreiras contra a introdução e propagação de agentes patogênicos.

O encerramento do encontro contará com uma análise sobre a inserção da carne suína brasileira no mercado europeu, que hoje não compra esse produto do Brasil.

Programação - Painel da suinocultura na Expointer: conectando Normas, Projetos e Mercados
3 de setembro, a partir das 13h30 no Auditório da Casa do Fundesa-RS

13h30 - Abertura
13h40 - Alessandra Lacerda - Divisão de Sanidade Suídea (Mapa) - "Biosseguridade além das barreiras físicas: do controle de riscos à mudança de comportamento"
14h20 - Gabriela Cavagni - Programa Nacional de Sanidade Suína (Seapi) - "A jornada da implementação da IN 10/2023 e Portaria 1358/2025"
14h45 - Alexandre Loregian - especialista em biosseguridade - "Projeto de Capacitação em Suinocultura: biosseguridade, gestão e desenvolvimento"
15h - Depoimento Cooperativa Ouro do Sul
15h10 - Depoimento Cooperativa Santa Clara
15h20 - Perguntas aos painelistas - Mediação Rojanna Girardi - PNSS-Mapa
15h35 - Coffee Break
16h00 - Alexandre Loregian - "Gestão de Biosseguridade em GRSC"
16h15 - Perguntas - Mediação Rojanna Girardi
16h30 - Cesar Vandesteen - coordenador de Temas Multilaterais (SCRI-Mapa) - "Acordo Mercosul-UE: a inserção da carne suína se tornou viável?"
17h05 - Perguntas
17h30 - Encerramento




Expointer 2026 começa admissão de pequenos animais com aumento de 47% nas inscrições



A admissão de pequenos animais para a 49ª Expointer começou na segunda-feira (24), no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. No primeiro dia, foram admitidos 137 coelhos e 118 galinhas. A entrada dos exemplares ocorre antes do início oficial da feira, que será realizada entre 29 de agosto e 6 de setembro.

A equipe responsável pela inspeção no pavilhão é formada por seis médicos-veterinários e seis técnicos agrícolas da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Os profissionais integram o Departamento de Defesa Agropecuária (DDA), que mobiliza 120 servidores para as atividades de fiscalização durante a Expointer.

De acordo com a médica-veterinária da Seapi e responsável pelo Pavilhão dos Pequenos Animais, Daniela Ramos, cada animal passa por avaliação individual, acompanhada da conferência dos dados sanitários.

"Nosso trabalho consiste em avaliar criteriosamente as espécies, de forma individual, e sua respectiva documentação, para garantir que as exigências sanitárias da feira sejam cumpridas", explicou.

Para a edição deste ano, a previsão é de admissão de 447 galinhas, 1.103 pássaros, dos quais 313 serão destinados à venda, 588 chinchilas e 488 coelhos adultos ao longo da feira. Também está prevista a admissão de 986 filhotes de coelhos para venda.

A inspeção verifica a presença de ectoparasitas e sinais clínicos compatíveis com doenças infectocontagiosas. Também é conferida a identificação do animal, para confirmar se o exemplar apresentado corresponde ao inscrito na feira.

As feiras de aves e coelhos registraram aumento de 47% no número de inscritos em relação à edição anterior. O total passou de 882, em 2025, para 1.299 neste ano. Esses exemplares representam cerca de 60% dos pequenos animais na Expointer. Ao todo, a 49ª Expointer reúne 7.926 animais registrados.



Bubalinocultura ganha destaque na Expointer 2026 com foco em carne, leite e derivados




A força, a rusticidade e as diferentes possibilidades de produção dos búfalos ganham espaço na 49ª Expointer. Na feira, serão apresentadas características de uma atividade que pode ser desenvolvida em diferentes sistemas produtivos, com alternativas que vão da produção de carne e leite à elaboração de derivados.

A presença dos búfalos na Expointer ganha também uma novidade neste ano: a iniciativa amplia o espaço dedicado à búfala leiteira e permite apresentar ao público resultados de pesquisas relacionadas à produção e à qualidade do leite.

"A ideia é levar para a Expointer um pouco do trabalho que as universidades já desenvolvem com as búfalas leiteiras e mostrar todo esse potencial para os produtores e o público", explica o extensionista rural Gladimir Ramos de Souza.

"Existe uma demanda muito grande por leite de búfala, inclusive para a produção de queijos e outros derivados. Ao mesmo tempo, a criação apresenta uma vantagem importante: não é necessário ordenhar todos os dias. É possível deixar a búfala com o terneiro no campo durante alguns períodos e retomar a ordenha depois. Isso melhora o tempo do produtor e pode ser um atrativo para quem está buscando alternativas à produção leiteira tradicional", destaca Souza.

Os produtos obtidos a partir dos búfalos representam oportunidades de agregação de valor. A carne bubalina é reconhecida pelo menor teor de gordura em comparação à bovina e apresenta características nutricionais que podem atender à demanda de consumidores em busca de alternativas alimentares.

Leite e derivados

O leite também possui atributos que favorecem a fabricação de derivados. O elevado teor de sólidos proporciona maior rendimento na produção de queijos e outros alimentos. Esse fator contribui para a utilização do leite bubalino em produtos como muçarela e burrata.

Quatro raças

No Brasil, quatro raças se destacam: Murrah, Mediterrâneo, Jafarabadi e Carabao. Embora pertençam à mesma espécie, elas têm particularidades próprias e diferentes aptidões produtivas. A Murrah, de origem indiana, é reconhecida principalmente pela aptidão leiteira, mas também pode ser utilizada para produção de carne.

A Mediterrâneo apresenta dupla aptidão, sendo aproveitada tanto para leite quanto para carne. A Jafarabadi, também de origem indiana, caracteriza-se pelo maior porte dos animais e possui aptidão para as duas produções. Já a Carabao, conhecida como búfalo-do-pântano, apresenta características próprias e maior adaptação a ambientes alagados.

Soberano

Um dos animais que novamente chama a atenção na feira é o búfalo Soberano, que retorna à Expointer como símbolo da força e da imponência da espécie. Com seu grande porte e características que despertam a curiosidade do público, como seu comportamento dócil, o animal contribui para aproximar visitantes da bubalinocultura e reforçar a presença da atividade no espaço da feira.



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