MP Eleitoral impugna candidatura de Edivilson Brum; defesa fala em erro grave e diz que processo está arquivado desde 2015

 


O Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio da Procuradoria Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (PRE/RS), ajuizou ação de impugnação de registro de candidatura contra o deputado estadual gaúcho Edivilson Brum (MDB), que disputa a reeleição nas eleições de 2026. A informação foi divulgada no site do Ministério Público Federal (MPF) nesta quarta-feira (26).

Ao mesmo tempo, a defesa do deputado, Everson Alves dos Santos, considerou a impugnação um “erro grave” e já protocolou contestação. “A gente não entende porque o Ministério Público ressuscitou um processo que está arquivado desde 2015, e apontou, sem juntar qualquer documento do processo. Eles simplesmente fizeram uma acusação sem provar nada, até porque não iam conseguir provar, já que ele foi absolvido”, destacou o advogado.

O emedebista, que já foi prefeito de Rio Pardo e secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, foi alvo da ação por “condenação em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado por crime contra a administração pública.”

Brum foi denunciado em 2002, quando estava à frente do Executivo rio-pardense, por descumprimento de processo licitatório. O político foi condenado pela 1ª Vara Judicial da Comarca de Rio Pardo e pelo Tribunal de Justiça gaúcho, e posteriormente, foi afastado da prefeitura em 2005. No entanto, a decisão foi revertida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Após a absolvição, em 2022, o ex-prefeito concorreu e saiu vitorioso da disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

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