População do Brasil chega a 214,2 milhões em 2026, estima IBGE

 


A população do Brasil é estimada em 214.211.951 habitantes em 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (28). O número representa um crescimento de 0,37% em relação à estimativa de 2025.

O levantamento considera a população contabilizada até 1º de julho de 2026 e apresenta as estimativas para Estados e municípios. Os dados são utilizados como referência para o planejamento de políticas públicas e para cálculos de distribuição de recursos entre os entes federativos.

No Censo Demográfico de 2022, o Brasil registrou 203.062.512 habitantes. A pesquisa foi realizada após um intervalo de 12 anos desde o levantamento anterior, que deveria ter ocorrido em 2020, mas foi adiado em razão da pandemia de Covid-19.

Entre os municípios, São Paulo permanece como o mais populoso do país, com 11.911.337 habitantes. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com 6.731.133, e Brasília, com 3.009.996.

O Brasil possui 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes. Juntas, essas cidades concentram 49.886.420 pessoas, cerca de 20% da população brasileira. Entre elas, apenas Guarulhos e Campinas, ambas no Estado de São Paulo, não são capitais, com 1.351.284 e 1.189.761 habitantes, respectivamente.

Entre os Estados, Roraima apresentou a maior taxa de crescimento populacional entre 2025 e 2026, com avanço de 3%. Santa Catarina e Mato Grosso aparecem na sequência, ambos com 1,5%.

As 27 capitais concentram cerca de 49,4 milhões de habitantes, 23,1% da população brasileira. Boa Vista, em Roraima, teve a maior taxa de crescimento entre as capitais, com 3,2%. Quatro capitais registraram redução: Salvador (-0,17%), Natal (-0,13%), Belém (-0,08%) e Belo Horizonte (-0,02%).

A Região Sudeste permanece como a mais populosa, com 41,6% dos habitantes, seguida pelo Nordeste (26,8%), Sul (14,7%), Norte (8,8%) e Centro-Oeste (8,1%).

São Paulo é o Estado mais populoso, com 46.179.008 habitantes, seguido por Minas Gerais (21.460.311) e Rio de Janeiro (17.225.410). A Bahia aparece em quarto, com 14.889.472.

Na Região Sul, o Paraná tem 11.952.456 habitantes, o Rio Grande do Sul 11.233.317 e Santa Catarina 8.312.759. Entre os menos populosos estão Roraima (761.012), Amapá (809.953) e Acre (887.794).



Brasil começa Grand Slam de judô de Lausanne com três bronzes e pontos para Los Angeles 2028



O judô brasileiro conquistou três medalhas de bronze na abertura do Grand Slam de Lausanne, na Suíça, nesta sexta-feira (28). Além de subirem ao pódio, Clarice Ribeiro (até 48 kg), Michel Augusto (-60 kg) e Rafaela Rodrigues (-52 kg) somaram 500 pontos cada no ranking mundial classificatório para a Olimpíada de Los Angeles 2028. A etapa inédita do circuito mundial vai até domingo (30), com transmissão ao vivo no site Judo TV.

A amazonense Clarice Ribeiro, de 18 anos, faturou sua primeira medalha em Grand Slam ao derrotar a portuguesa Catarina Costa, multimedalhista e 11 anos mais velha, com um yuko logo no início da luta pelo bronze.

Antes, Clarice somou três vitórias consecutivas: bateu a japonesa Yua Mori na estreia, a chilena Mary Dee Vargas nas oitavas e a chinesa Wenna Zhuang, atual número 3 do mundo, nas quartas. Na semifinal, sofreu revés por ippon da russa Marina Vorobeva.

O segundo bronze veio com o paulista Michel Augusto, de 21 anos, recém-campeão do Grand Prix de Lima. Ele venceu o atual campeão asiático Ruslan Poltoratskii, do Bahrein, com um yuko no golden score.

Na estreia, Michel bateu o belga Oliver Naert e, nas oitavas, o israelense Yehonatan Veksler. Nas quartas, perdeu para o sul-coreano Harim Lee e foi para a repescagem, onde reencontrou o francês Luka Mkheidze, vice-campeão olímpico. Diferentemente da final do Grand Slam de Tbilisi em 2024, desta vez o brasileiro venceu por imobilização no golden score e avançou para a disputa do bronze.

A santista Rafaela Rodrigues, de 19 anos, também subiu pela primeira vez ao pódio de um Grand Slam. No combate pelo bronze, venceu a uzbeque Sugdiyona Rafkatova após sete minutos de golden score.

Antes, Rafaela superou a holandesa Naomi Van Krevel na estreia, a russa Karina Efimova nas oitavas e a japonesa Rin Takeuchi, campeã do Grand Prix de Qingdao, nas quartas. Na semifinal, perdeu para a francesa Blandine Pont.

Programação

Sábado – Categorias: Feminino (-63kg, -70kg) e Masculino (-73kg, -81kg)
Atletas: Nauana Silva (-70kg), Luana Carvalho (-70kg), Daniel Cargnin (-73kg), Guilherme de Oliveira (-73kg), David Lima (-81kg) e Gabriel Falcão (-81kg). Eliminatórias a partir das 3h e finais a partir das 12h.

Domingo – Categorias: Feminino (-78kg, +78kg) e Masculino (-90kg, -100kg, +100kg)
Atletas: Beatriz Freitas (-78kg), Marcelo Fronckowiak (-90kg), Rafael Macedo (-90kg), Giovani Ferreira (-100kg) e Leonardo Gonçalves (-100kg). Mesmo horário.




Horário eleitoral no rádio e TV abre nova fase da campanha de 2026



A campanha eleitoral entra em nova fase nesta sexta-feira (28) com o início das veiculações dos programas eleitorais de rádio e TV e das inserções distribuídas ao longo das programações. Apesar da forte movimentação nas coligações e em agendas de candidatos, a expectativa é de que as veiculações ampliem o interesse de parte do eleitorado que ainda não está atenta à disputa.

A força das redes sociais nas campanhas é inquestionável, mas a preocupação e a atenção de dirigentes, lideranças e estrategistas com os programas eleitorais seguem em alta. A avaliação majoritária é de que as veiculações mantêm relevância, são estratégicas e eficazes na busca por votos. Além dos programas, ganham destaque extra as curtas inserções, veiculadas ao longo do dia, que, na avaliação de coordenações de campanhas, costumam ser mais eficientes para atingir passivamente os eleitores.

No Rio Grande do Sul, os programas dos principais candidatos ao Piratini – Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB) – focaram essencialmente na apresentação de suas trajetórias e no contato direto com os eleitores.

Neste sábado, será a vez da estreia dos programas eleitorais dos candidatos à Presidência. A tendência é de que a temperatura já comece alta.



 Irã condiciona retomada de negociações com os EUA ao fim da política de pressão



O Irã deixou a porta aberta à diplomacia nesta sexta-feira (28), exatamente seis meses após o início da guerra com os Estados Unidos, mas apenas se Washington abandonar sua campanha de pressão.

"Retomar a diplomacia não é impossível. Depende de os Estados Unidos compreenderem um fato simples: a pressão não funciona", escreveu o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, na rede social X.

Os esforços diplomáticos, liderados por mediadores como Paquistão e Catar, tentam há meses pôr fim definitivamente à guerra iniciada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, sem sucesso. Embora um cessar-fogo tenha sido acordado em abril e um memorando de entendimento para um acordo de paz definitivo tenha sido assinado em junho, nenhum acordo foi alcançado.

Washington declarou desde então uma "guerra econômica" contra Teerã. Em nova tentativa de revitalizar a diplomacia, Araghchi se reuniu com seu equivalente catariano nesta quinta-feira, em Teerã, para discutir o estreito de Ormuz, praticamente fechado pela República Islâmica no início da guerra. Paralelamente, os EUA mantêm um bloqueio aos portos iranianos, que dificulta a importação de gasolina.

O cessar-fogo de abril pôs fim aos combates mais intensos, mas ataques esporádicos, principalmente no estreito de Ormuz, comprometem as perspectivas de um acordo duradouro.

Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, o senador americano Jack Reed criticou o presidente Donald Trump. "Seis meses depois, nem sequer um objetivo foi alcançado. Na verdade, enfraqueceu significativamente nossa posição no Oriente Médio e no mundo", disse Reed, principal democrata do Comitê de Serviços Armados do Senado.

Teerã mantém conversações com Omã há várias semanas sobre o futuro de Ormuz, onde pretende cobrar dos navios que transitam pela via uma tarifa por "serviços" marítimos, algo que não ocorria antes da guerra.

Ao mesmo tempo, o Irã insiste que o estreito permanecerá fechado enquanto Washington não cumprir os compromissos assumidos no memorando de junho, que prevê o fim do bloqueio aos portos iranianos e a retirada das sanções.

Nesta sexta-feira, o deputado iraniano Esmail Kowsari reiterou à TV estatal que, se os Estados Unidos "não cumprirem seus compromissos, o estreito de Ormuz não apenas permanecerá fechado, como os Estados Unidos deverão estar preparados para nossas ações ofensivas".



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