Expointer começa neste sábado em Esteio com quase 8 mil animais e expectativa de 2 mil expositores
Está tudo pronto para a 49ª Expointer, que começa neste sábado (29) e segue até 6 de setembro no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Nem mesmo a chuva prevista para a manhã atrapalha o clima de expectativa: a feira abre os portões às 8h e promete uma programação intensa, reunindo cerca de 2 mil expositores, milhares de animais, máquinas agrícolas, produtos da agricultura familiar, artesanato, tecnologia e serviços.
Os animais já estão instalados e passam pelos últimos preparativos em meio a um clima de festa entre os expositores. Com o tema “Nosso futuro tem raízes fortes”, a Expointer reforça sua vocação como vitrine do agronegócio e da cultura gaúcha. O parque ocupa 141 hectares, com 45,3 mil metros quadrados de pavilhões cobertos, 70 mil metros quadrados destinados a exposições, 19 locais para julgamentos e nove espaços para leilões e auditórios. Durante todo o período de pré-montagem, realização e desmontagem, a feira gera cerca de 30 mil empregos diretos.
Estão inscritos 7.926 animais, sendo 5.756 de argola e 2.170 rústicos – crescimento expressivo em relação a 2025. O número de pássaros mais que dobrou, caprinos tiveram alta de 16% e a feira marca a estreia da raça Senangus, além do retorno de Galloway, Crioulo Lageano, Tabapuã e Guzerá.
O pavilhão da agricultura familiar reúne 509 expositores de 218 municípios, com agroindústrias, artesanato – incluindo iniciativas indígenas e quilombolas – e flores. Jovens e mulheres protagonizam os empreendimentos, reforçando a sucessão e a diversidade. Em 2025, o espaço movimentou R$ 13,6 milhões em vendas.
A programação cultural é gratuita e diversificada. O destaque deste sábado é a Ópera Gaúcha, às 20h, com o tema “Identidade”, reunindo cantores e músicos ligados à tradição regional. No palco ao lado das Esferas, próximo ao Portão 2, o público poderá assistir a shows de música, dança e humor, incluindo o irreverente Guri de Uruguaiana.
A edição de 2026 será Carbono Neutro, com neutralização das emissões de gases de efeito estufa. Outra novidade é o espaço Querência Inclusiva, no Pavilhão Internacional, voltado a pessoas autistas e neurodivergentes, com áreas de convivência, regulação sensorial e orientação às famílias.
Serviço
Ingressos: R$ 22,00 público geral e R$ 11,00 para estudantes, idosos e pessoas com deficiência. Crianças até seis anos têm entrada gratuita. Estacionamento: R$ 53,00 por veículo. O parque dispõe de bebedouros, banheiros acessíveis, praças de alimentação, restaurantes, postos de saúde, fraldários e policiamento da Brigada Militar.
EUA levam tecnologia, negócios e educação para a 49ª Expointer em Esteio
O Consulado-Geral dos Estados Unidos em Porto Alegre, em parceria com o Departamento de Comércio dos EUA, terá programação especial na 49ª Expointer. A abertura oficial do estande americano no Pavilhão Internacional será na quinta-feira (3 de setembro), às 15h30, com presença da encarregada de Negócios da Embaixada e Consulados, Kimberly Kelly. Após a cerimônia, haverá degustação de vinhos americanos.
Ainda na quinta-feira, o Departamento de Comércio promove o encontro “Cooperação Agrícola Brasil-Estados Unidos”, em parceria com a Famurs – Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul. O evento vai reunir prefeitos, secretários municipais de agricultura, representantes de associações do agronegócio e executivos do setor privado para discutir oportunidades de cooperação e apresentar soluções e tecnologias agrícolas americanas.
A presença americana também inclui educação. Nos dois sábados da feira (29 de agosto e 5 de setembro), das 9h às 16h, representantes do EducationUSA estarão no estande para orientar sobre oportunidades de estudo nos EUA, incluindo vistos de estudante, intercâmbios, cursos de curta duração e programas de graduação e pós-graduação. O EducationUSA é o escritório oficial do governo americano para promoção de estudos no país e conta com mais de 400 centros de orientação no mundo, sendo três no Rio Grande do Sul.
No domingo (30 de agosto) e na quinta-feira (3 de setembro), quem visitar o estande poderá levar para casa uma foto exclusiva da visita.
Famurs reúne candidatos ao governo do RS em debate sobre municipalismo na Expointer
A Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) promove na próxima quarta-feira (2), às 16h30, um debate com os candidatos ao governo do Estado para discutir o futuro do municipalismo gaúcho.
O encontro, realizado com apoio da Farsul – Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, acontecerá no Centro de Eventos Carlos Rivaci Sperotto, dentro do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, durante a programação da 49ª Expointer.
Foram convidados os candidatos Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB). O debate ocorre logo após a tradicional Assembleia Geral da Famurs, visando a permanência da plateia composta por prefeitos, prefeitas, vice-prefeitos e gestores públicos.
Para o presidente da Famurs, Ique Vedovato, o espaço é fundamental para que os futuros governantes conheçam as demandas dos municípios. "Administrar uma cidade é enfrentar diariamente um sistema centralizado, onde as exigências não param de crescer, mas os recursos não acompanham essa conta. Quem pretende governar o Rio Grande do Sul precisa conversar diretamente com os municípios e conhecer essa realidade", afirmou.
O debate contará com a mediação do apresentador Fabiano Brasil e terá transmissão ao vivo pelos canais do Correio do Povo, POA Streaming e pelo YouTube da Famurs, além de cobertura da Rádio Guaíba e do Correio do Povo.
Federasul debate assédio eleitoral e alerta para riscos trabalhistas, criminais e de imagem às empresas
A Comissão Permanente de Ética e Compliance (Compec) da Divisão Jurídica da Federasul – Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul – promoveu nesta sexta-feira (28) o painel “Assédio Eleitoral: impactos trabalhistas, criminais e reputacionais”. No ambiente de trabalho, o assédio eleitoral consiste em utilizar o vínculo trabalhista para pressionar, ameaçar ou induzir trabalhadores a votar ou deixar de votar em determinado candidato ou partido.
O debate, mediado por Ana Amélia Dalcin, reuniu o advogado e professor de Direito Penal Econômico e Empresarial Luciano Feldens; a advogada de Compliance e coordenadora da Compec-Federasul, Ana Paula Ávila; e a advogada especialista em Direito do Trabalho Patrícia Hernandez.
Durante o evento, Feldens destacou que o Brasil registra uma média de 70 denúncias de assédio por ano, mas no período eleitoral o índice chega a 4 mil processos, com o Rio Grande do Sul respondendo por 10% desse volume. Para o advogado, é preciso “ser muito vigilante” para evitar prejuízos à imagem da empresa.
Ana Paula afirmou que há dois caminhos para enfrentar o problema: a prevenção, orientando dirigentes e gestores a não abordar temas eleitorais, e a criação de um time de remediação para gestão de crises. Para ela, coagir funcionários a votar em determinado candidato é um “risco inútil” que pode resultar em perdas importantes.
Patrícia ressaltou que o grande desafio está em identificar quando uma opinião política deixa de ser manifestação e passa a representar constrangimento ou ameaça. “Em um período eleitoral, essa fronteira merece atenção especial, porque uma conduta aparentemente isolada pode gerar consequências trabalhistas, criminais, eleitorais e reputacionais para pessoas físicas e jurídicas”, afirmou.
Segundo os especialistas, no campo trabalhista a empresa pode responder por danos morais e outras medidas por violação da liberdade e da dignidade do trabalhador, além de rescisão indireta do contrato e investigação no Ministério Público do Trabalho.
Na esfera eleitoral e criminal, o Código Eleitoral prevê punições para práticas que envolvam violência, grave ameaça ou oferta de vantagens para obter o voto.
Flávio Bolsonaro diz que financiamento de "Dark Horse" é "livro fechado" e se recusa a detalhar contrato em sabatina
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira, 28, que o caso do patrocínio de R$ 61 milhões para o filme "Dark Horse", feito pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é um "livro fechado". Flávio, porém, se recusou a dar detalhes sobre o contrato firmado com o banqueiro, que está preso por suspeitas de fraudes bilionárias.
"É um livro que está fechado, ressignificado e na prateleira para quem quiser abrir e ter acesso na hora que quiserem", declarou durante sabatina promovida pela TV Globo.
Durante a sabatina, Flávio disse que não foi errado ter procurado um financiamento privado para o filme, que homenageia o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e que Vorcaro não recebeu nenhuma contrapartida.
"Não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar um financiamento privado de um filme do próprio pai. Apesar de ser senador, não teve nenhuma contrapartida pelo fato de eu ser senador da República para esse investidor", declarou.
Flávio continuou usando o argumento de que o investimento feito em "Dark Horse" era privado e de boa-fé por parte de Vorcaro. Ele também citou patrocínios feitos pelo dono do Banco Master para projetos da Rede Globo.
"Me sinto na obrigação de prestar todos os esclarecimentos porque sou candidato à Presidência da República. Todo o patrocínio que foi feito no filme foi usado no filme", disse. O senador afirmou ainda que perícia concluiu que não haveria dinheiro público em "Dark Horse".
Enquanto era pressionado, voltou a atribuir o caso das fraudes bilionárias do Banco Master ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Flávio, ele não firmou nenhum contrato com Vorcaro e sua participação foi autorizar o uso de sua imagem com o banqueiro.
Três meses já se passaram desde que Flávio disse que apresentaria publicamente um relatório detalhado sobre o financiamento do longa-metragem. O longa contou com mais de 90% de seu orçamento bancado por Vorcaro, segundo a produtora. O financiamento foi tratado entre o banqueiro e Flávio mesmo depois da prisão do dono do Master, em novembro de 2025, segundo mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro.
OAB-RS e TRE-RS lançam campanha "Voto não tem preço, voto tem consequência" para eleições de 2026
“Participar de uma eleição é mais do que cumprir uma obrigação legal, é exercer um direito que muitas gerações não tiveram ou precisaram lutar para conquistar”, afirmou o presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-RS, Roger Fischer, em cerimônia na tarde desta sexta-feira (28).
O evento marcou a estreia da campanha “Voto não tem preço, voto tem consequência”, fruto de parceria entre a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio Grande do Sul (OAB-RS), e o Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-RS). A iniciativa tem como objetivo assegurar a integridade da eleição e o respeito à Constituição, além de reafirmar a defesa do Estado Democrático de Direito.
"O voto não pode ser comprado, vendido ou trocado por qualquer vantagem. Mas também não pode ser tratado como algo sem importância. Cada escolha feita nas urnas, assim como a decisão de não participar, tem consequências que ultrapassam o indivíduo e alcançam toda a sociedade. Eleições livres e legítimas dependem da participação do cidadão", completou Fischer.
O lançamento foi conduzido pelo presidente da OAB-RS, Leonardo Lamacchia, com presença da presidente do TRE-RS, desembargadora Maria de Lourdes Galvão Braccini de Gonzalez, e do vice-presidente do tribunal, desembargador Antônio Maria Rodrigues de Freitas Iserhard.
“Quando nós falamos em eleições limpas e reafirmamos a importância do voto, nós estamos aqui reafirmando a importância da democracia como o único caminho para uma nação ter paz, prosperidade e desenvolvimento. Não há outro. Assim como, não há democracia sem respeito ao Estado Democrático de Direito”, destacou Lamacchia.
"O voto não tem preço porque a cidadania não está à venda. A dignidade do eleitor não pode ser negociada. O voto tem consequências para a qualidade dos serviços públicos que receberemos, para a educação das futuras gerações, para a segurança, a saúde, a economia e para o desenvolvimento do nosso Estado e do nosso País”, disse a presidente do TRE-RS.
Na prática, a campanha visa conscientizar a sociedade, diminuir os índices de abstenção no Estado e ampliar o conhecimento sobre o processo eleitoral. A principal ferramenta será a articulação com o programa OAB Vai à Escola, que atua em escolas públicas e privadas do Rio Grande do Sul.
“Vamos levar para adolescentes, que já têm a capacidade de voto, a importância da conscientização do número de toques na urna. Neste ano, são 25 toques, porque são muitos os cargos. Então, se a pessoa que vai realizar a votação, não tiver os números, não tiver feito esse trabalho prévio de análise de quem será o seu candidato, nós poderemos ter a anulação dos votos e filas muito grandes”, destacou Lamacchia.
O presidente da OAB-RS ressaltou ainda que as ações deverão se tornar parte da rotina de eventos e das redes sociais da Ordem gaúcha, com envolvimento de empresas e outras entidades da sociedade civil na divulgação.

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