Expointer 2026 reúne 30 produtores e 80 rótulos de azeite de oliva extravirgem brasileiro

 


A 49ª Expointer já tem entre as atrações a venda e a amostragem de azeites de oliva extravirgem brasileiros. Segundo o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), a abertura das vendas ocorre após a maior safra de azeite de oliva já registrada no Brasil.

Em 2026, o País produziu 1,434 milhão de litros, crescimento de 496,75% em relação a 2025. O Rio Grande do Sul respondeu por cerca de 1,17 milhão de litros do total produzido.

O espaço coletivo do setor no Pavilhão Internacional reúne cerca de 30 produtores e entre 60 e 80 rótulos de diferentes regiões produtoras. Um dos diferenciais é a adoção de preço unificado, permitindo que o visitante escolha os produtos principalmente a partir da amostra e de suas preferências.

O presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, afirma que a presença na feira representa um avanço da olivicultura brasileira e uma oportunidade para ampliar o contato do público com os azeites produzidos no País.

"Na verdade, estamos comemorando a maior safra da história da produção de azeitonas e de azeite no Brasil. O consumidor tem, nesta Expointer, a oportunidade de fazer uma verdadeira amostragem dos grandes azeites produzidos no Brasil", afirma.

Além da compra de unidades individuais, o espaço oferece opções de caixas com três ou seis produtos. A proposta, segundo Flávio Obino Filho, é incentivar o consumidor a experimentar diferentes variedades e descobrir suas preferências.

“O convite é para provar, comprar e levar para casa. O azeite pode ser usado com arroz, risoto, sopa, salada e até em doces. Escolha a sua preferência e depois faça o contato com o produtor. Tenho certeza de que, depois de conhecer esses produtos, o consumidor não vai deixar de comprar azeite brasileiro”, projeta.

Orientação ao consumidor e Selo Premium

A feira também terá um papel de orientação ao consumidor em um momento de questionamentos sobre a qualidade dos produtos comercializados como azeite extravirgem no mercado brasileiro. Segundo Obino Filho, a experiência sensorial permitirá ao público perceber diferenças entre produtos de categorias distintas.

“Em meio às denúncias sobre azeites vendidos como extravirgem, mas que não são realmente extravirgem, o público terá a oportunidade de, por meio de um teste sensorial, observar diferenças que podem ser bastante evidentes”, afirma.

O presidente do Ibraoliva ressalta que o azeite extravirgem possui restrições específicas de qualidade e que a avaliação dos produtos envolve aspectos químicos, físicos e sensoriais. Parte dos azeites gaúchos expostos na Expointer também contará com o Selo Premium, iniciativa desenvolvida pela Secretaria de Inovação Ciência e Tecnologia (Sict) em parceria com o Ibraoliva.

Para receber a certificação, o azeite precisa passar por análises laboratoriais e avaliação sensorial. O selo, segundo Obino Filho, é garantido ao lote efetivamente examinado, oferecendo uma camada adicional de rastreabilidade e garantia ao consumidor.

"Para ter o selo, o azeite precisa ter passado pelos testes químicos, físicos e sensoriais. É uma garantia adicional de que aquele produto foi analisado e aprovado", explica.

Entre os indicadores utilizados para classificação está a acidez. Pela legislação, o azeite extravirgem deve apresentar acidez livre de até 0,8%. Para a obtenção do Selo Premium, a exigência é ainda mais rigorosa, com acidez de até 0,3%.

Segundo Obino Filho, diversos azeites gaúchos alcançaram índices ainda menores, entre 0,1% e 0,15%. Embora a acidez não seja percebida diretamente pelo paladar, ela é um dos indicadores utilizados na avaliação da qualidade e do cuidado no processamento e na conservação das azeitonas e do azeite.

"Quanto mais baixa a acidez, maior é a demonstração de que aquele azeite passou por processos cuidadosos para alcançar um padrão de excelência. O consumidor que adquirir um produto com o selo terá a segurança de estar levando um azeite testado e aprovado", afirma.




Governador destaca oportunidades de interação e crescimento na Expointer 2026



O governador Eduardo Leite ressaltou as oportunidades que a Expointer possibilita a diferentes segmentos gaúchos, do governo à iniciativa privada, assim como os números históricos desta edição, como no caso de animais de argola e do Pavilhão da Agricultura Familiar.

A feira foi aberta na manhã deste sábado, em Esteio.

“Estamos cheios de expectativas, claro, porque temos aqui um recorde nos últimos anos, pelo menos em 14 anos, de animais de argola”, lembrou Leite.

“Nós temos também o crescimento da nossa apresentação da agricultura familiar, não apenas em número de expositores, mas também no espaço que vai sempre se qualificar, se aprimorar, para poder melhorar a experiência das pessoas na interação com a agricultura familiar e, claro, na aquisição, para que sejam consumidores experimentados dos nossos produtos da agricultura familiar”, acrescentou.

O governador ainda lembrou que a feira é um momento de interação do poder público e do setor privado para entender e "debater as dores". “O que o poder público pode dirigir de ações para o setor agropecuário em função das estiagens, da renegociação das dívidas”, argumentou.

“A gente sempre tem essa oportunidade e, claro, a interação dentro da própria cadeia, de toda essa enorme cadeia do setor produtivo da nossa agricultura, da nossa agropecuária, que envolve desde pesquisa, desenvolvimento de novas tecnologias, maquinário, ou a parte do financiamento, naturalmente, é superimportante”, completou.

"Tudo isso está circulando por aqui na nossa Expointer. Uma boa expectativa de público. No ano passado a gente teve um recorde, mais de 1 milhão de pessoas pela primeira vez."




Genética, treinamento e tradição moldam os campeões do Cavalo Crioulo na Expointer 2026



A Arena do Cavalo Crioulo na Expointer é o palco final da prova que define o grande campeão da raça símbolo do Rio Grande do Sul. Chega ao fim um ciclo de avaliações e preparação até que o animal esteja pronto para entrar em pista.

Para Eduardo Neto de Azevedo, executivo de Provas da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), a feira pode ser comparada à “Copa do Mundo” da raça. “É o momento máximo para os associados, investidores e ginetes. É onde se apresenta o trabalho de todo um ciclo de cabanhas, treinadores e veterinários”, explica.

O Freio de Ouro, realizado na Expointer, surge em 1982, como celebração aos 50 anos da ABCCC. A competição avalia aspectos de morfologia e a funcionalidade do animal, como explica Azevedo. “A gente tem dentro da Expointer a parte morfológica, que é só a beleza dos animais, e tem o Freio de Ouro. Então, buscamos hoje um equilíbrio entre um cavalo morfologicamente bem equilibrado e com uma função. Então, as três coisas que a gente busca num cavalo hoje são morfologia, temperamento e função.”

Mobilização e bem-estar animal

Para a organização das provas de Morfologia, que acontecem nesta Expointer nos dias 28 e 30 de agosto, e Freio de Ouro, do dia 1 ao dia 5 de setembro, Azevedo conta que há uma imensa mobilização, buscando garantir conforto aos animais, profissionais e público.

“Cuidamos das estruturas para que os animais consigam desempenhar da melhor maneira possível, sempre cuidando do bem-estar animal. A gente também tem uma preocupação social muito grande. O cavalo crioulo hoje gera 160 mil empregos indiretos e 30 mil empregos diretos”, diz.

Um campeão é resultado da combinação de diferentes fatores. A genética, o ambiente e o treinamento desempenham papel fundamental na formação de um possível vencedor. “Ele tem que ser bom, ele tem que estar muito bem treinado, precisa um conjunto bom, entre cavalo e ginete”, diz o dirigente, que cresceu em meio a animais da raça e já conquistou seis títulos na competição, sendo um Freio de Ouro, duas pratas e três bronzes.

O processo de melhoramento genético demanda tempo e começa pela escolha das matrizes e dos garanhões. Através dos investimentos, é possível fazer cruzamentos buscando a evolução, mas bons genitores não são a sentença de um campeão.

"O cavalo tem que ser bom"

Na Estância Liberdade, Evaldo da Rosa trabalha com a raça há 25 anos e diz que o principal desafio como criador é produzir um animal que tenha condições de ganhar.

“O cavalo tem que ser bom, não adianta eu pegar um cavalo ruim e querer fazer bom que ele não vai ser. Na morfologia, o bicho tem que ser bonito, tu vai dar uma lapidada. Agora um bicho feio nunca vai ganhar. O preparo é parte da coisa, mas a essência é aquilo que o cavalo é. Se ele é bom ou se ele é bonito. Por genética, porque não adianta eu colocar um cavalo para o melhor treinador e ser um cavalo que a genética dele não é uma genética boa, não é para aquilo, ele não vai ganhar nunca.”

Enquadramento e desempenho

A morfologia, que avalia o enquadramento do animal nos padrões da raça, demanda uma preparação de cerca de um ano. Já as avaliações funcionais, com foco no desempenho do animal em atividades derivadas das lidas no campo, a preparação é mais demorada, com duração de pelo menos dois anos.

“Um cavalo para disputar o freio, o tempo normal de preparação é em torno de dois anos, a morfologia é ali perto de um ano. De cuidado, preparo, cocheira, enfim. A morfologia sendo o campeonato da beleza e o Freio de Ouro é aquele que faz as provas. O investimento vai ser mais ou menos parecido, a não ser que apareça alguma enfermidade. Nós vamos colocar em torno de R$ 3.000 por mês, estando no centro de treinamento”, diz.

Para esta edição da Expointer, a Estância Liberdade, em Rolante, levou 15 animais para a feira, com altas expectativas. Rosa define o momento como “uma coroação”. As previsões também são de recorde: de acordo com a ABCCC, a edição de 2026 deve receber mais de 700 animais, incluindo os 114 inscritos para o Freio de Ouro, 257 para a Morfologia, 51 para a Supercopa Jovem e 248 para os leilões.

Ganhar é a glória

“Conseguir estar na Expointer já é uma vitória, e ganhar é a glória. É o que todo mundo sonha. Isso valoriza todo o teu plantel, a tua criação e o nome da cabanha”, afirma o criador, que em seu plantel de 180 éguas define os nomes dos animais a partir de uma letra do alfabeto escolhida para representar os nascidos naquele ano.

Dos 25 leilões programados para a edição deste ano, oito contam com a comercialização de cavalos da raça, que em 2025 somou R$ 14,51 milhões em vendas, segundo o Sindicato dos Leiloeiros Oficiais do Estado do Rio Grande do Sul (Sindiler).

Na pista da Arena do Cavalo Crioulo, os grandes momentos das competições acontecem em diferentes datas. A final da Morfologia será neste domingo, às 16h. Já a decisão do Freio de Ouro está marcada para o dia 5 de setembro, às 14h. No mesmo período, é realizada a Supercopa Jovem, que tem sua final na manhã do dia 5, a partir das 8h30min.

Os dois campeões do Freio de Ouro 2025 retornam para a principal disputa da raça: Ópio da Baraúna, da Cabanha Baraúna, de Arroio Grande, criado por Vanderlei Guerra; e Índia Envenenada Del Chamame, da Cabanha El Chamame, de Florida (UY), criada por Martin Gurmendez Marquez.

Na Morfologia, Belle Reserva, da Fazenda Paraíso, de Balsa Nova (PR), criada por Elizabeth Lemanski, também estará de volta em busca de mais um campeonato.



Expointer é um farol de rumos e tem missão na reorganização do agro, destaca dirigente do Senar-RS



“Uma feira que sempre tem uma grande missão junto à sociedade rural gaúcha e brasileira, mas particularmente junto à gaúcha.” A afirmação é do superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli, sobre a importância da Expointer, em visita à Casa Expointer Correio do Povo, na manhã deste sábado, 29.

“E neste ano, mais particularmente ainda, com esta grande missão de servir de palco para a reorganização do nosso setor diante de todas as grandes dificuldades que vem enfrentando e que, por óbvio, já não são mais dificuldades só do agro gaúcho. Se observam dificuldades do agro brasileiro e no país como um todo, e que caminha para um 2027 de muita dificuldade”, acrescentou.

“Então, a Expointer segue um grande farol de orientação e estabelecimento de rumos e diretrizes para o comportamento da agricultura e pecuária do nosso Estado”, lembrou.

“E temos a certeza que neste ano servirá de palco para deliberarmos e decidir ou, pelo menos, se influenciar sobre quais caminhos vamos percorrer nestes próximos meses, talvez um, dois anos que nos esperam pela frente que parecem de grandes dificuldades para o agro, mas para o país como um todo”, complementou.

Condorelli ainda ressaltou a ampla e diversificada programação que o Senar-RS preparou para os visitantes, sejam do setor agropecuário como urbano, inclusive para visitantes internacionais.

“Trouxemos para cá as nossas discussões muito focadas na profissionalização do trabalho no campo. O produtor gaúcho é sempre muito preocupado em estar sempre sendo muito profissional e eficiente na sua atividade e, por conta disso, robustecemos as nossas oficinas, demonstrando parte dos treinamentos que fazemos, parte das ações de capacitação e profissionalização que são levadas ao campo a todo o momento, tanto na nossa sede, nossa casa”, lembrou.



LS Tractor lança nova série MT3 para espaços restritos na Expointer 2026



A LS Tractor lançou neste sábado sua mais nova série de tratores, a MT3. Com o slogan “inteligência máxima para espaços mínimos”, o foco da máquina é operar em ambientes restritos, com agilidade e conforto operacional. O lançamento foi realizado no estande da marca na 49ª Expointer, que ocorre até 6 de setembro no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

São dois modelos, com 50 e 65 cavalos de potência, disponíveis nas versões com e sem cabine. Os tratores podem ser utilizados em múltiplas tarefas, como preparo do solo, controle de plantas daninhas, nivelamento da plantação, pulverização de defensivos agrícolas e proteção dos cultivos.

O consultor de produto e marketing da LS Tractor, o engenheiro agrônomo Astor Kilpp, explica que o trator foi desenvolvido para trabalhar em espaços restritos, como aviários, pomares e vinhedos.

“Um dos grandes diferenciais desse modelo é a transmissão, com 32 marchas. Dessas, 27 estão dentro da faixa de trabalho, de até 10 km/h. Isso nos dá um grande diferencial competitivo, principalmente para a redução do custo operacional. Quando uma máquina agrícola consegue imprimir a velocidade mais exata possível para o implemento realizar seu trabalho, conseguimos reduzir o consumo, principalmente porque o motor não sofre sobrecarga. Além disso, a velocidade adequada proporciona um trabalho melhor e mais ágil do implemento”, revela.

Segundo Kilpp, a combinação desses fatores pode representar uma economia de 15% a 20% no consumo de combustível. “Isso na planilha de custos de uma propriedade é fundamental”, destaca.

A nova série de tratores MT3 da LS Tractor está disponível em toda a América do Sul, com preços a partir de R$ 250 mil para o modelo com cabine e R$ 220 mil para a versão sem cabine.

Mais informações estão disponíveis no site da LS Tractor.

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