Governo dos EUA diz que respeitará eleição no Brasil se for "livre e justa"
O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que respeitará o resultado das eleições presidenciais do Brasil de 2026, desde que o pleito seja "livre e justo". A declaração foi dada por autoridades do governo Donald Trump sob condição de anonimato, em resposta a questionamentos de veículos de imprensa brasileiros.
Segundo as autoridades, os EUA já mantiveram relações "muito bem-sucedidas" com "governos de ambos os lados do espectro no Brasil" e manterão o respeito à escolha dos brasileiros por meio de eleições livres e justas.
O posicionamento ocorre em meio a tensões diplomáticas entre os dois países. Para integrantes do governo Lula, a administração americana estaria buscando elementos para contestar a transparência e a segurança das urnas eletrônicas. O Itamaraty negou visto a dois diplomatas americanos.
Na semana passada, o Palácio do Planalto reagiu ao cancelamento do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, classificando a medida como de viés ideológico e afirmando haver "interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente".
Em eventos públicos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, chamando-o de "latino-americano frustrado" e afirmando que ele "odeia o Brasil" e a América Latina. Lula também disse que se beneficiaria caso os EUA apoiassem publicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL), que voltou a levantar dúvidas sobre o sistema eleitoral, sem apresentação de provas de fraude.
Nesta quarta-feira (12), o chefe da Assessoria Especial do Planalto, Celso Amorim, afirmou que os EUA miram a soberania brasileira com um vídeo do Departamento de Estado sobre o "domínio americano" nas Américas, em referência à Doutrina Monroe, e que a relação bilateral vive uma "escalada de hostilidades" com "opacidade total" por parte de Washington.

Comentários
Postar um comentário