Governo empenha R$ 884 milhões em emendas de parlamentares que votaram contra relatório da CPMI do INSS

 


Um levantamento do site O Antagonista aponta que o governo federal empenhou R$ 884,37 milhões em emendas parlamentares dos 19 congressistas que votaram contra o relatório final da CPMI do INSS.

Segundo os dados, o valor corresponde a 98,64% do total empenhado pelo Executivo nas emendas desse grupo em 2026 até o momento, que soma R$ 896,56 milhões. O Orçamento da União de 2026 prevê R$ 1,06 bilhão em emendas para esses parlamentares. Desse total, R$ 718,65 milhões já foram pagos.

O empenho é a etapa em que o governo reserva o recurso no orçamento para garantir o pagamento posterior, conforme indicação do parlamentar.

O relatório final da CPMI, apresentado pelo relator deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), foi rejeitado em 28 de março por 19 votos a 12. O documento previa o indiciamento de mais de 200 pessoas por suposto envolvimento em descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS.

Entre os nomes listados no relatório estavam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, por supostos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro, organização criminosa e participação em corrupção passiva, além do senador Weverton Rocha (PDT-MA), do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) e do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Com a rejeição do relatório de Gaspar e o encerramento da sessão sem a votação de um texto alternativo, a CPMI foi concluída sem relatório final aprovado.

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