Gaúcho de Putinga leva churrasco ao Meio-Oeste dos EUA e cria rede de restaurantes em Indianápolis

 


Longe dos tradicionais redutos brasileiros como Miami ou Boston, o gaúcho Rogério Tregnago, de Putinga, apostou em Indianápolis, no coração de Indiana, para empreender. Mais de 20 anos depois de chegar aos Estados Unidos, ele transformou a cultura gaúcha em negócio de sucesso com uma rede que inclui restaurantes, fast-food e food trucks.

A história começou diferente. Tregnago trabalhava no Brasil para uma empresa que queria levá-lo para os EUA e chegou a passar por Miami, mas os planos não deram certo. O convite para Indianápolis mudou o rumo. "Trabalhei muito, enfrentei dificuldades e comecei a enxergar oportunidades. Estudei o mercado e me preparei", lembra.

Na capital das 500 Milhas, famosa pelos brasileiros Hélio Castroneves, Emerson Fittipaldi, Gil de Ferran e Tony Kanaan nas pistas, o mercado gastronômico era dominado por fast-food e comida mexicana. Não havia nenhuma referência à cultura gaúcha. O desafio foi explicar o que era "gaúcho" e que "fire" não significava comida apimentada.

Ao lado da esposa, a colombiana Ruby, ele testou quatro nomes com amigos americanos. O mais fácil de pronunciar e memorizar foi Gaucho's Fire. A escolha deu certo: logo nos primeiros meses vieram convites para TV e o boca a boca fez o resto. "O principal fator para o crescimento foi a qualidade da comida", diz.

A estratégia foi equilibrar autenticidade e adaptação. Manteve a picanha como carro-chefe, mas adaptou parte do cardápio ao paladar americano. Aos poucos, o público local, não só brasileiros e latinos, passou a procurar o restaurante.

O sucesso abriu caminho para novas marcas: a Ten Cuts Steakhouse, com espeto corrido, costelão 12 horas, salsichão e cortes gaúchos e uruguaios, além do restaurante Sal & Pimenta e unidades voltadas para eventos e alimentação rápida.

Os negócios hoje empregam profissionais de cerca de 12 nacionalidades — brasileiros, colombianos, venezuelanos, guatemaltecos, mexicanos e indianos — e isso se reflete no cardápio, que mistura pratos brasileiros, argentinos e colombianos.

Com o endurecimento das políticas migratórias nos EUA, Tregnago diz que precisou fazer reuniões para tranquilizar funcionários receosos com fiscalizações.

Mesmo assim, os planos seguem de expansão: vem aí mais uma churrascaria, outra steakhouse e uma nova unidade de fast-food.

Para quem visitar Indianápolis, a dica do empresário: "Vale reservar tempo para conhecer a cidade. Os melhores horários para nos visitar são as noites de quinta e sábado, e o domingo. Será um prazer receber brasileiros."



Juliana Brizola lança campanha ao governo do RS com comitê em frente à Redenção



A candidata do PDT ao governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola, lançou oficialmente sua campanha neste sábado (16), com ato na rua José Bonifácio, em frente ao Parque da Redenção, no bairro Farroupilha, em Porto Alegre. O local, tradicional ponto de manifestações políticas e culturais, também recebeu a inauguração do comitê central, no número 581.

Juliana chegou pouco depois das 12h acompanhada do candidato a vice, Edegar Pretto (PT), e de Manuela D'Ávila (PSol), candidata ao Senado. A majoritária não estava completa: Paulo Pimenta (PT), que também disputa o Senado, estava em São Paulo no lançamento da campanha de Lula à reeleição.

O evento reuniu militância e teve carro de som para discursos. As referências a Leonel Brizola, avô de Juliana, e ao seu legado foram constantes nas falas.

Em discurso de apelo popular, a pedetista destacou a defesa dos "interesses do povo", o protagonismo feminino e a formação de uma frente de centro-esquerda. Ela citou o encontro da chapa com Lula na sexta-feira, em Brasília, e pediu união e engajamento para convencer os indecisos.

"Não viemos desta vez para participar. Viemos para ganhar esta eleição, e nosso cavalo é de chegada. Foi por isso que nos unimos. Queremos unir também o RS, que hoje está dividido por falta de informação", afirmou.

Durante a tarde e a noite, Juliana e Pretto participam de lançamentos de comitês de candidatos a deputado federal e estadual.




Gabriel Souza abre campanha ao Piratini com adesivaço na Cidade Baixa e ato em Carazinho



O candidato do MDB ao governo do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, começou a campanha eleitoral neste domingo (16) com um adesivaço no Largo Zumbi dos Palmares, na Cidade Baixa, em Porto Alegre.

Ao lado do vice, Ernani Polo (PSD), dos candidatos ao Senado Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD), além de candidatos proporcionais e lideranças partidárias, Gabriel comandou a atividade pela manhã.

No local, ele afirmou que Porto Alegre e a Região Metropolitana terão presença forte na campanha, concentrando as agendas durante a semana, enquanto os fins de semana serão dedicados ao interior. Segundo ele, a chapa vai priorizar a apresentação de projetos concretos e conectados com a realidade do Estado, apoiada em uma rede partidária espalhada pelo RS.

O emedebista também destacou o apoio de prefeitos de partidos fora da coligação. "Vamos ativar e aproveitar adequadamente esta militância que temos espalhada por todos os cantos para nos tornarmos mais conhecidos do eleitorado e passar nossos projetos. Além disso, há inúmeros prefeitos de siglas que não estão na nossa aliança, mas que estão nos apoiando. Isso dá para nossa candidatura, inclusive, um caráter suprapartidário", disse.

Após o ato, a majoritária almoçou no Mercado Público. No início da tarde, Gabriel e Ernani embarcaram para Carazinho, onde participam no final do dia de um segundo evento de lançamento com apoiadores da região da Produção.



Maranata inicia campanha no Quarto Distrito e mira na zona Sul e na experiência de prefeito



Candidato da federação PSDB-Cidadania ao governo do RS, Marcelo Maranata começou a campanha neste domingo (16) no comitê central, no Quarto Distrito, em Porto Alegre. Ao lado do vice, Cláudio Díaz (PSDB), ele iniciou a distribuição de material ainda no final da manhã.

Antes do ato, Maranata discursou para apoiadores e explicou a escolha do local. "Optamos por montar nosso comitê aqui, que é uma região com muito comércio, muitas empresas e está precisando se reinventar, já que a água chegou até aqui", disse, ao subir em uma cadeira e apontar para uma marca a cerca de dois metros de altura, em referência à enchente.

Maranata aposta em Díaz para ampliar a votação no Sul do Estado. "Nós temos um vice-governador que vem do agro. Diaz tem uma experiência gigante e está no Sul, então nossa participação deve ser forte em Rio Grande, Pelotas, Santa Vitória do Palmar e São José do Norte", afirmou.

Prefeito de Guaíba, o tucano tem usado a experiência no Executivo municipal como trunfo e reforçado a presença em debates como bandeira de campanha. Ele criticou a ausência de adversários em eventos da pré-campanha, em recado direcionado a Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL).

"Você tem um momento tão pequeno para que os candidatos apresentem suas propostas e dois candidatos têm fugido do debate. Não é justo que o povo gaúcho não consiga conhecer as propostas de dois candidatos que acham que já chegaram no segundo turno ou que não precisam se apresentar ao povo do Rio Grande", argumentou.

Também participaram do ato candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados pela federação e Milton Cardoso (PSDB), candidato ao Senado.

Após a atividade no comitê, a comitiva seguiu para um adesivaço no bairro Belém Novo, na zona Sul de Porto Alegre.



Lula inicia campanha citando chapéu, carta de 1979 e violência contra a mulher



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez neste sábado (16) seu primeiro comício oficial como candidato à reeleição, em São Bernardo do Campo, no Estádio Municipal 1º de Maio, a Vila Euclides. Logo no início do discurso, explicou o uso do chapéu: fez radioterapia para tratar um câncer de pele e não pode tomar sol na cabeça. "Mas quero dizer para vocês que vou tirar o chapéu para todos vocês", disse.

Lula agradeceu à mãe, dona Lindu, e reforçou o discurso da primeira-dama Janja sobre a importância da participação das mulheres. Na sequência, defendeu o combate à violência feminina: "Mulheres desse país, não baixem a cabeça nunca, porque os homens têm que aprender a respeitar vocês. Deus fez a gente igual. Não é possível que não termine com essa violência".

A estratégia de comunicação do lançamento apostou na memória. Antes do discurso, foi exibido um vídeo em que Lula lê uma carta escrita por ele mesmo em 1979, no auge do movimento sindical. Na mensagem, ele diz que, após 47 anos e três eleições vencidas para a Presidência, não imaginava que poderia reconstruir o Brasil, mas que o país ainda está pronto para muito mais.

O vice-presidente e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSB), também discursou. Ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, ele citou a política industrial do governo e comparou com a gestão anterior.

"No governo passado, só para citar a indústria automobilística, fecharam a Mercedes-Benz em Iracemápolis, a Ford na Bahia e a Troller no Ceará. Com o presidente Lula, onde estava a Mercedes, hoje está a GWM produzindo veículos; onde estava a Ford, hoje está a BYD", afirmou.

Alckmin destacou o crescimento das exportações e os acordos comerciais do Mercosul com Singapura, com a EFTA e com a União Europeia. Em tom eleitoral, disse que a reeleição vai fortalecer a democracia e ampliar conquistas como emprego, renda, PIB e investimentos em educação, saúde e meio ambiente.

Recorrendo a metáfora do futebol, no palco histórico das greves dos metalúrgicos lideradas por Lula no fim dos anos 1970, completou: "Aqui, quem faz o gol é a democracia".

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