Por que o Brasil quase não tem terremotos fortes: no centro da Placa Sul-Americana, longe da Cordilheira dos Andes
O mapa mostra os países da América do Sul que já registraram terremotos de magnitude 7,0 ou superior, com destaque para a região da Cordilheira dos Andes.
Essa concentração não é por acaso. É ali que ocorre o encontro entre a Placa de Nazca e a Placa Sul-Americana, uma das zonas de maior atividade sísmica do mundo. Por isso, Chile, Peru, Argentina, Bolívia, Equador, Colômbia e Venezuela têm um histórico significativo de grandes tremores.
O Brasil, por outro lado, está em uma situação privilegiada. Localizado predominantemente no interior da Placa Sul-Americana, longe das bordas onde as placas se chocam, o país tem uma probabilidade muito menor de registrar terremotos de grande magnitude.
Isso não significa risco zero, mas explica por que, enquanto nossos vizinhos andinos convivem com abalos intensos, o Brasil é considerado um território de baixa sismicidade.

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