Nestlé anuncia corte de 16 mil empregos no mundo e fecha fábricas na Europa, mas mantém plano de R$ 7 bilhões no Brasil
A Nestlé está passando por uma ampla reestruturação global que prevê a eliminação de cerca de 16 mil postos de trabalho até o final de 2027, além do encerramento de operações em algumas fábricas. O plano foi divulgado nesta terça-feira (19).
Do total de cortes, aproximadamente 12 mil estão ligados a funções administrativas e profissionais, enquanto outros 4 mil afetam áreas de fabricação e cadeia de suprimentos. A estratégia faz parte de um pacote para redução de custos, simplificação de processos e aumento da produtividade.
Como parte da reestruturação, a multinacional já começou a fechar unidades industriais na Europa. Na Alemanha, encerrou a fábrica de Neuss, próxima a Düsseldorf, que produzia óleo, maionese e mostarda da marca Thomy.
Na Hungria, a empresa anunciou o fim da produção na fábrica de Diósgyőr, previsto para dezembro de 2026. A unidade fabrica chocolates e produtos sazonais como KitKat, Smarties e Milkybar. Segundo a companhia, a decisão foi motivada pela queda na demanda por chocolates sazonais e pela redução do volume produzido no local.
Apesar do fechamento na Hungria, o KitKat não deixará de ser produzido. A Nestlé informou que vai transferir a fabricação para outras unidades e para fornecedores externos.
Enquanto corta em alguns mercados, a empresa expande no Brasil. A Nestlé anunciou um investimento de R$ 7 bilhões no país entre 2025 e 2028 para modernização de fábricas, aumento da capacidade produtiva e projetos de inovação e sustentabilidade.
O plano inclui unidades em diferentes estados. Em Minas Gerais, os aportes vão para Montes Claros, onde é produzido o Nescafé Dolce Gusto, e Ituiutaba, focada em nutrição infantil. Em Araras, no interior de São Paulo, são cerca de R$ 1 bilhão para ampliar a fábrica de cafés solúveis que exporta Nescafé para dezenas de países. No Espírito Santo, a empresa vai ampliar a fábrica de Vila Velha, com novas linhas de chocolates, bombons e produtos com biscoito.
Ou seja, enquanto reduz estrutura na Europa, o Brasil segue como um mercado prioritário para crescimento e exportação dentro da estratégia global da companhia.

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