Marabraz pede recuperação judicial para renegociar dívida de R$ 140 milhões, mas diz que lojas seguem abertas
A rede de móveis e eletrodomésticos Marabraz protocolou no domingo (16) um pedido de recuperação judicial na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A empresa busca reorganizar as finanças e renegociar cerca de R$ 140 milhões em dívidas.
O pedido envolve cinco empresas do grupo: Comercial de Móveis Jordanésia, S.V.C. Jaraguá Comercial, Comercial Móveis das Nações, Comercial Zena Móveis e Monta Móveis Prestadora de Serviços.
Em nota enviada ao g1, que publicou a informação nesta segunda (17), o diretor Nasser Fares afirmou que a medida foi tomada de forma responsável para garantir a continuidade do negócio.
"Diante dos desafios enfrentados pelo setor varejista e com objetivo de preservar a continuidade de suas atividades, a Marabraz ajuizou pedido de recuperação judicial. A medida representa uma decisão responsável para promover a reestruturação da operação, organizar compromissos e criar condições para a continuidade dos negócios", disse.
Segundo a companhia, a decisão foi motivada pela combinação de três fatores: o cenário difícil do varejo brasileiro, a dificuldade de acesso ao crédito e uma ruptura na estrutura familiar que dava suporte às operações do grupo.
Fundada por uma família de origem libanesa que começou no comércio na década de 1950, a Marabraz se tornou uma das principais redes de móveis de São Paulo.
A empresa reforçou que as lojas continuarão funcionando normalmente durante o processo e que as prioridades são preservar empregos e manter as relações com clientes, fornecedores e parceiros.
"A empresa permanece em operação, com lojas abertas, e reafirma seu compromisso com a transparência e com o cumprimento das etapas previstas na legislação", afirmou.
A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite que empresas em dificuldade renegociem dívidas sob supervisão da Justiça para evitar a falência.

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