O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (26 de fevereiro de 2026) que a Polícia Penal do Paraná preste esclarecimentos no prazo de 24 horas sobre a transferência do ex-assessor de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, para o Complexo Médico Penal, na Região Metropolitana de Curitiba, sem prévia autorização da Corte.Filipe Martins estava em prisão domiciliar até 2 de janeiro de 2026, quando Moraes decretou sua prisão preventiva após identificar suposto acesso do investigado à rede social LinkedIn — conduta considerada incompatível com as medidas cautelares impostas. Após audiência de custódia, ele permaneceu detido na Cadeia Pública de Ponta Grossa até 6 de janeiro, quando foi transferido para Curitiba sem consulta ao STF.No despacho, Moraes destacou que a Coordenação Regional de Ponta Grossa solicitou administrativamente a transferência alegando que se tratava de um “preso político” e que o custodiado “possui histórico de exercício em função pública, o que o coloca em condição diferenciada de risco no convívio com a população carcerária comum”. A Polícia Penal efetuou a mudança sem pedir aval ao Supremo.O ministro determinou que a Polícia Penal do Paraná informe ao STF, em 24 horas, “os motivos pelos quais não foi solicitada a esta Corte a autorização de transferência do réu antes de efetivá-la”.Além disso, Moraes requisitou, no mesmo prazo, que a Cadeia Pública de Ponta Grossa e o Complexo Médico Penal enviem relatório detalhado sobre as atividades de Filipe Garcia Martins Pereira desde 2 de janeiro, incluindo:
- registros de visitas recebidas (com datas e horários);
- atendimentos médicos, odontológicos, psicológicos ou de outra natureza.

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