A inadimplência no crédito com recursos livres (empréstimos negociados livremente entre bancos e clientes) subiu para 5,5% em janeiro de 2026, o maior nível desde agosto de 2017, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (25). Em dezembro de 2025, o indicador estava em 5,4%, e na comparação em 12 meses houve alta de 1,1 ponto percentual.O aumento ocorre em meio a juros ainda elevados: a taxa Selic permanece em 15% ao ano, patamar mantido pelo Copom desde o ciclo de aperto monetário interrompido em julho de 2025. O BC sinalizou possibilidade de início de cortes já no próximo mês, diante de sinais de desaceleração econômica.No crédito total do Sistema Financeiro Nacional (SFN), a inadimplência (atrasos acima de 90 dias) avançou 0,2 ponto percentual no mês, alcançando 4,2% — o maior patamar da série histórica iniciada em 2011. Por segmento:
As concessões de empréstimos recuaram 18,9% em janeiro na comparação com dezembro, refletindo maior cautela dos bancos. O estoque total de crédito do SFN caiu 0,2%, para R$ 7,116 trilhões.
As taxas cobradas pelos bancos subiram:
- Crédito às famílias: 5,2% (+0,2 p.p. no mês);
- Crédito às empresas: 2,6% (+0,2 p.p. no mês).
- Pessoas físicas: taxa estável em 6,9%;
- Pessoas jurídicas: subiu para 3,3% (+0,2 p.p.).
As concessões de empréstimos recuaram 18,9% em janeiro na comparação com dezembro, refletindo maior cautela dos bancos. O estoque total de crédito do SFN caiu 0,2%, para R$ 7,116 trilhões.
- Crédito livre: novas concessões caíram 17,2%;
- Crédito direcionado (recursos com critérios governamentais, como poupança e BNDES): queda mais acentuada, de 32,9%.
As taxas cobradas pelos bancos subiram:
- Crédito livre: média de 47,8% ao ano (+1,2 p.p. no mês);
- Crédito direcionado: 11,6% ao ano (+0,2 p.p.).

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