O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton negou qualquer conhecimento ou envolvimento nos crimes sexuais cometidos por Jeffrey Epstein durante depoimento fechado à Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes, nesta sexta-feira (27 de fevereiro de 2026). O depoimento ocorreu um dia após o da ex-primeira-dama e ex-secretária de Estado Hillary Clinton.Aos 79 anos, Clinton afirmou à comissão, controlada pelos republicanos: “Não tinha ideia dos crimes que Epstein estava cometendo. Nem mesmo com a perspectiva que o tempo dá, nunca vi nada que me fizesse duvidar”. Ele reconheceu ter voado várias vezes no avião do financista no início dos anos 2000, para atividades humanitárias ligadas à Fundação Clinton, mas negou ter visitado a ilha privada de Epstein no Caribe ou presenciado qualquer conduta irregular.O republicano James Comer, presidente da comissão, classificou o depoimento como “muito produtivo” e disse que Clinton respondeu a todas as perguntas “ou, pelo menos, tentou”. Já a republicana Nancy Mace apontou “inconsistências” no relato, sem detalhar exemplos.Do lado democrata, o deputado Suhas Subramanyam reagiu afirmando que a comissão está “falando com o presidente errado”. “O presidente Trump é quem entorpece nossa investigação. O presidente Trump é quem deseja acabar com isto”, declarou, cobrando que Donald Trump seja interrogado. Sem citar Trump diretamente, Clinton enfatizou em seu depoimento que “ninguém está acima da lei, nem mesmo os presidentes”.Os depoimentos ocorreram a portas fechadas em Chappaqua (Nova York), residência dos Clinton, apesar de pedido da família para que fossem públicos e televisionados. A comissão prometeu divulgar os vídeos em até 24 horas.Contexto das investigações
A Comissão de Supervisão investiga conexões de figuras públicas com Epstein após a divulgação de milhões de novos documentos pelo Departamento de Justiça. Fotos recentes dos arquivos mostram Clinton em uma banheira de hidromassagem (com tarja preta) e nadando ao lado de uma mulher que parece ser Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein condenada por tráfico sexual.A simples menção nos arquivos não constitui prova de crime. Clinton sempre negou irregularidades e não enfrenta acusações formais. Hillary Clinton, em seu depoimento, afirmou: “Deixe-me ser o mais clara possível. Eu não tenho essas informações” sobre as atividades criminosas de Epstein e Maxwell, negando viagens no avião ou visitas à ilha.Epstein, financista de Nova York com contatos entre ricos e poderosos, foi condenado em 2008 por solicitar sexo a menores e morreu em 2019 na prisão, enquanto aguardava novo julgamento por tráfico sexual — sua morte foi considerada suicídio.Inicialmente, os Clinton se recusaram a depor, mas aceitaram após ameaça republicana de acusá-los de desacato ao Congresso. Democratas criticam a investigação como politizada, alegando que serve para atacar adversários de Trump em vez de buscar justiça integral pelo caso Epstein.
A Comissão de Supervisão investiga conexões de figuras públicas com Epstein após a divulgação de milhões de novos documentos pelo Departamento de Justiça. Fotos recentes dos arquivos mostram Clinton em uma banheira de hidromassagem (com tarja preta) e nadando ao lado de uma mulher que parece ser Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein condenada por tráfico sexual.A simples menção nos arquivos não constitui prova de crime. Clinton sempre negou irregularidades e não enfrenta acusações formais. Hillary Clinton, em seu depoimento, afirmou: “Deixe-me ser o mais clara possível. Eu não tenho essas informações” sobre as atividades criminosas de Epstein e Maxwell, negando viagens no avião ou visitas à ilha.Epstein, financista de Nova York com contatos entre ricos e poderosos, foi condenado em 2008 por solicitar sexo a menores e morreu em 2019 na prisão, enquanto aguardava novo julgamento por tráfico sexual — sua morte foi considerada suicídio.Inicialmente, os Clinton se recusaram a depor, mas aceitaram após ameaça republicana de acusá-los de desacato ao Congresso. Democratas criticam a investigação como politizada, alegando que serve para atacar adversários de Trump em vez de buscar justiça integral pelo caso Epstein.

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