A farmacêutica Eli Lilly anunciou nesta sexta-feira (27 de fevereiro de 2026) que as concentrações de 12,5 mg e 15 mg da caneta injetável Mounjaro (tirzepatida) estarão disponíveis no Brasil a partir da segunda quinzena de março. Com isso, o país passa a contar com o portfólio completo do medicamento: 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg, 10 mg, 12,5 mg e 15 mg.Indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, Mounjaro é um duplo agonista dos receptores de GLP-1 e GIP, ajudando no controle glicêmico, redução do apetite e perda de peso significativa.“Com a chegada de doses mais altas, completamos o portfólio de Mounjaro no Brasil e damos um passo importante para apoiar médicos e pacientes em decisões realmente individualizadas”, afirmou Felipe Berigo, diretor executivo de cardiometabolismo da Lilly, em nota à imprensa. Segundo ele, as doenças cardiometabólicas exigem opções que acompanhem a complexidade e a gravidade dos casos.Quando as doses mais altas são recomendadas?
De acordo com a endocrinologista Lívia Porto, do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a resposta ao medicamento é dose-dependente: quanto maior a concentração, mais expressivos tendem a ser os resultados em perda de peso e controle metabólico.“As doses de 12,5 mg e 15 mg são indicadas para obesidades mais graves e persistentes, ou para pacientes que não alcançaram a meta desejada com as concentrações intermediárias (7,5 mg ou 10 mg)”, explica a especialista.No entanto, o protocolo de uso permanece o mesmo para todos os pacientes:
Mesmo em casos graves, nem todos os pacientes precisam ou toleram as doses máximas. Alguns respondem muito bem às concentrações intermediárias. A especialista destaca ainda a importância de monitorar a composição corporal durante o tratamento:“Se o paciente perde muito peso, mas perde também muita massa muscular, podemos optar por manter a dose atual e ajustar a dieta e o exercício para preservar a musculatura, antes de progredir para concentrações mais altas.”Com a liberação das doses de 12,5 mg e 15 mg, médicos e pacientes brasileiros passam a ter maior flexibilidade para personalizar o tratamento, especialmente em casos de obesidade grau III ou diabetes tipo 2 de difícil controle.O medicamento continua sendo de uso injetável semanal e exige prescrição médica.
De acordo com a endocrinologista Lívia Porto, do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a resposta ao medicamento é dose-dependente: quanto maior a concentração, mais expressivos tendem a ser os resultados em perda de peso e controle metabólico.“As doses de 12,5 mg e 15 mg são indicadas para obesidades mais graves e persistentes, ou para pacientes que não alcançaram a meta desejada com as concentrações intermediárias (7,5 mg ou 10 mg)”, explica a especialista.No entanto, o protocolo de uso permanece o mesmo para todos os pacientes:
- Início obrigatório com 2,5 mg por 4 semanas (dose de iniciação);
- Escalonamento gradual (a cada 4 semanas) até a dose de manutenção ideal, conforme tolerância e resposta clínica.
Mesmo em casos graves, nem todos os pacientes precisam ou toleram as doses máximas. Alguns respondem muito bem às concentrações intermediárias. A especialista destaca ainda a importância de monitorar a composição corporal durante o tratamento:“Se o paciente perde muito peso, mas perde também muita massa muscular, podemos optar por manter a dose atual e ajustar a dieta e o exercício para preservar a musculatura, antes de progredir para concentrações mais altas.”Com a liberação das doses de 12,5 mg e 15 mg, médicos e pacientes brasileiros passam a ter maior flexibilidade para personalizar o tratamento, especialmente em casos de obesidade grau III ou diabetes tipo 2 de difícil controle.O medicamento continua sendo de uso injetável semanal e exige prescrição médica.

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