O dólar à vista encerrou esta terça-feira (24) em baixa de 0,26%, cotado a R$ 5,1554, acumulando o quarto pregão consecutivo de desvalorização. É o menor nível desde maio de 2024. No ano, a moeda americana já recua 6,08% frente ao real, que lidera o desempenho entre as divisas latino-americanas.
Fatores da queda
Valorização de moedas emergentes e entrada de capital estrangeiro impulsionaram o real.
O Ibovespa subiu mais de 1% e ultrapassou os 191 mil pontos pela primeira vez.
Ruídos políticos e fiscais internos ficaram em segundo plano diante do maior apetite ao risco no exterior.
Fluxo de capital
Segundo dados do Banco Central, em janeiro houve ingresso líquido de:
US$ 3,752 bilhões em ações.
US$ 6,939 bilhões em títulos da dívida.
US$ 8,867 bilhões em investimentos de carteira, maior volume mensal desde julho de 2018.
Cenário internacional
A queda das taxas dos Treasuries reflete menor pressão inflacionária nos EUA.
A Suprema Corte americana derrubou tarifas impostas por Donald Trump, reduzindo impacto nos preços.
A Casa Branca anunciou nova tarifa global de 10% sobre importações, válida por 150 dias.
O índice DXY, que mede o dólar frente a seis moedas fortes, avançou 0,15%, enquanto o iene caiu mais de 0,70% após declarações da primeira-ministra japonesa sobre juros.
Perspectivas
Economistas avaliam que o movimento de valorização do real pode ser cíclico, sujeito a reversão caso aumentem os juros nos EUA ou cresçam preocupações fiscais no Brasil. Ainda assim, enquanto o dólar permanecer enfraquecido e o fluxo para emergentes seguir forte, o real tende a se manter valorizado.

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