Alckmin prevê entrada em vigor do acordo Mercosul-UE em maio, após aprovação no Senado

 


O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27 de fevereiro de 2026) que espera a vigência do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia já em maio deste ano.Em entrevista à imprensa, Alckmin disse que aguarda a aprovação do projeto de decreto legislativo no Senado Federal em uma ou duas semanas. Após a aprovação parlamentar, o texto seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A partir da sanção, será necessário aguardar um período de 60 dias para que o acordo entre em vigor no Brasil.“Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio o acordo já pode entrar em vigência”, explicou o vice-presidente.A União Europeia anunciou recentemente que aplicará o acordo de forma provisória com os países do Mercosul que já concluíram sua ratificação interna. Até o momento, Argentina e Uruguai já aprovaram o texto internamente e fazem parte dessa aplicação imediata. O Brasil e o Paraguai ainda dependem da tramitação legislativa final.O acordo, negociado ao longo de mais de 20 anos e assinado em dezembro de 2024, cria a maior zona de livre comércio entre dois blocos regionais do mundo, abrangendo cerca de 780 milhões de habitantes e um PIB combinado superior a US$ 20 trilhões.Alckmin destacou o potencial econômico para setores específicos, citando a expectativa da indústria de móveis brasileira de aumentar as exportações para a Europa em 20% já no primeiro ano de vigência do pacto.A aprovação no Senado é considerada o último grande obstáculo para a entrada em vigor plena do acordo no Brasil, após a Câmara dos Deputados já ter dado aval ao texto.

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