Inter deve R$ 247 milhões a outros clubes e segue ameaçado por novos transfer bans
O endividamento do Inter com outros clubes continua elevado e preocupa a direção. No fim de 2025, o passivo com compra ou empréstimo de jogadores chega a cerca de R$ 247 milhões. O valor corresponde a débitos com clubes e atletas e faz parte do estoque total da dívida colorada, de aproximadamente R$ 860 milhões.
O número representa queda em relação aos R$ 311 milhões registrados no fim de 2024, mas ainda está bem acima da média histórica do clube. O cenário mantém o Inter exposto ao risco de novos transfer bans da Fifa — punição que impede o registro de reforços até a quitação dos débitos.
Principais pendências
Um dos compromissos de maior peso é a compra do atacante Johan Carbonero junto ao Racing, da Argentina. O colombiano custou 4 milhões de dólares, a serem pagos em seis parcelas semestrais até 2028. O Inter ainda não quitou as prestações.
Há também dívidas menores em atraso. É o caso da compra de 50% dos direitos do volante Benjamin Arhin, contratado em 2025 do Dansoman Wise XI Football Club, de Gana. O acordo era de 200 mil euros — cerca de R$ 1,2 milhão na época — em cinco parcelas. O cronograma não vem sendo cumprido e as parcelas estão atrasadas.
Histórico recente
No início de 2026, o Inter já foi punido com transfer ban por inadimplência. O clube ficou três meses impedido de registrar atletas devido ao atraso no pagamento ao Krasnodar, da Rússia, pela compra do atacante Wanderson, hoje no Cruzeiro.
A sanção só foi derrubada após o pagamento da última parcela da negociação: 750 mil euros, cerca de R$ 4,1 milhões na cotação do período.

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