“Clubes endividados não ligam para a Seleção”, critica Carlos Corrêa ao analisar fracasso do Brasil

 


Após mais uma eliminação, o futebol brasileiro volta a buscar referências em seleções vencedoras da Copa do Mundo. Em 2014, depois do 7 a 1, o modelo alemão virou meta — mesmo que a Alemanha não tenha passado das oitavas desde então. Agora, os exemplos vêm de países próximos no mapa: França, Espanha, Noruega.

Segundo o comentarista Carlos Corrêa, esses países mostram um ponto em comum: integração entre federação e clubes, com interesse conjunto no desenvolvimento do futebol, investimento na base e lapidação de talentos. “E é aí que as coisas ficam complicadas para o nosso lado”, aponta.

Conta que não fecha
Para Corrêa, o cenário brasileiro inviabiliza a aplicação desses modelos. “Aqui no Brasil, essa conta não fecha. Endividados até o pescoço, os clubes não estão nem aí para a Seleção. A fábrica precisa continuar funcionando, mas com outro fim: vender atletas cada vez mais jovens para pagar novas dívidas.”

Com a urgência financeira, os clubes brasileiros deixam para equipes do exterior a tarefa de desenvolver os jovens talentos. “Não há critério, há pressa”, resume.

Corrêa conclui que, enquanto o endividamento não for resolvido, o Brasil seguirá trocando de referência a cada ciclo de Copa do Mundo, sem atacar o problema estrutural do futebol nacional.

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