Prefeito de Viamão admite falha do Estado em caso de missionário dos EUA preso por espancar filho de 3 anos

 


O prefeito de Viamão, Rafael Bortoletti (PSDB), reconheceu falhas do município no caso do missionário religioso norte-americano, de 33 anos, preso após confessar que espancou o próprio filho de 3 anos. A criança está internada em estado gravíssimo na UTI pediátrica do HPS, em Porto Alegre.


A declaração foi dada em entrevista à Rádio Gaúcha na terça-feira, 8 de julho de 2026.


Principais fatos do caso:


Crime: O pai confessou ter dado socos no peito e abdômen do filho e batido a cabeça da criança no chão por ela não ter dado "bom dia". O caso ocorreu no domingo, 5 de julho, na área rural de Águas Claras, Viamão.

Prisão: A prisão preventiva do missionário foi decretada na segunda-feira, 6 de julho.

Estado da vítima: O menino de 3 anos está em estado gravíssimo na UTI pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS), em Porto Alegre.

Outros filhos: O casal tem cinco filhos. As demais crianças foram levadas para um abrigo.

Falhas apontadas pela prefeitura

Segundo Bortoletti, a rede de assistência do município já acompanhava a família desde novembro de 2025, quando uma unidade de saúde identificou hematomas na criança de 3 anos. Desde então, o CREAS realizou sete encontros com a família.


Histórico de agressões registrado pela rede:


Data


Ocorrência


Ação tomada


Novembro/2025


Hematomas identificados na criança de 3 anos


Família passou a ser acompanhada pela rede e Conselho Tutelar


Dezembro/2025


Ferimento facial significativo no filho de 9 anos


Registrado em relatório da rede de assistência


Janeiro/2026


Menino de 3 anos quebrou o braço


Justificativa da família: acidente no sofá


Para o prefeito, o erro foi não acionar polícia e Ministério Público antes: “Deveria de imediato ter sido avisado. Nossos psicólogos têm que criar vínculos, mas outros órgãos têm o dever, e um deles é o nosso Conselho Tutelar, de chamar a polícia, de investigação, de acionar o Ministério Público”.


Um encontro decisivo com a família estava marcado para esta quinta-feira, 9 de julho, para definir se as crianças seriam afastadas do pai.


"Eles foram fugindo quando o cerco apertava"

Bortoletti afirmou que a família morou em cinco cidades desde o nascimento do primeiro filho e que há registros de agressões nos municípios anteriores. “A meu ver, eles foram fugindo quando o cerco do serviço público apertava”, disse.


O prefeito determinou abertura de sindicância para apurar responsabilidades e afirmou: “Eu, como prefeito, a polícia, todos nós falhamos. Uma criança de 3 anos jamais pode chegar a esse estágio”.


Investigação em andamento

A Polícia Civil aponta contexto de violência familiar continuada. A mãe relatou comportamento agressivo do marido em outras ocasiões.


A delegada Luana Tamiozzo Medeiros solicitou medidas de proteção com base na Lei Henry Borel para as crianças. Elas farão perícia para verificar possíveis maus-tratos.


A Polícia Federal confirmou que a situação migratória do homem no país é regular. As autoridades gaúchas também checam se há registros anteriores da família em outros estados.


A família vive no Brasil há nove anos e está em Viamão há cerca de seis meses.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Vídeo - Smart TV TCL 115" 4K UHD QLED Mini LED – Modelo 115C7K (2025)

Smart TV TCL 115" 4K UHD QLED Mini LED – Modelo 115C7K (2025)

Smartphone Samsung Galaxy Z Flip4 128GB Azul - 5G Octa-Core 8GB RAM Câm. Dupla + Selfie 10MP