👉 Funcionários fantasmas são identificados em todos os órgãos públicos do Rio de Janeiro, aponta auditoria
Uma auditoria da Controladoria Geral do Estado (CGE) revelou que todos os 77 órgãos públicos do Rio de Janeiro tinham casos de funcionários fantasmas — comissionados que não passavam pelas catracas, não acessavam computadores e não utilizavam o Sistema Eletrônico de Informações (SEI). O levantamento começou em março e já resultou em mais de 4.283 exonerações na gestão do governador em exercício, Ricardo Couto.
📊 Principais pontos da investigação
Critérios de alta criticidade: ausência de registros de entrada, login em sistemas e atividades oficiais.
Exonerações: mais de 4.283 servidores desligados desde março, com economia estimada de R$ 230 milhões até o fim do ano.
Casos emblemáticos: subsecretarias inteiras foram extintas, como a de Manutenção de Áreas Verdes Urbanas e a de Conscientização Ambiental, ambas com dezenas de cargos suspeitos.
Exemplos citados:
Marcelo Cabral D’Almeida, exonerado da Secretaria do Ambiente, alegou trabalho externo sem registro formal.
Allen Carvalho, líder comunitário, também afirmou que atuava em campo, mas foi desligado.
Marcus Wilson Von Seehausen e seu filho João Antonius, exonerados da Seas, não tinham registros de login ou presença física.
🏛️ Impacto político e administrativo
Muitos dos exonerados eram ligados a políticos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) ou a ex-secretários estaduais.
Secretarias como a Casa Civil e a de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) tiveram centenas de cargos identificados como fantasmas.
A auditoria revelou que, em alguns gabinetes, mais de 80% dos comissionados nunca acessaram o sistema oficial.
📉 Consequências
A operação expôs um esquema de indicações políticas e cargos sem função efetiva, reforçando a necessidade de controle eletrônico de ponto e acesso para evitar fraudes.
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