Projeto de lei quer proibir estrangeiros e atletas do exterior na Seleção Brasileira
Um projeto apresentado na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira propõe mudanças radicais no futebol brasileiro. De autoria do deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR), o texto restringe as convocações da Seleção Brasileira a jogadores que atuem em clubes do Brasil e exige que toda a comissão técnica seja formada por brasileiros com vínculo no país.
Pela proposta, as seleções masculina, feminina e de base só poderiam contar com atletas registrados em clubes sediados no Brasil e que disputem competições oficiais no país. A regra também valeria para técnico, auxiliares, preparadores físicos e demais membros da comissão, que precisariam ter nacionalidade brasileira e contrato com entidades esportivas brasileiras.
Hoje a Seleção é comandada pelo italiano Carlo Ancelotti, que tem acordo com a CBF até a Copa de 2030. O projeto foi protocolado na mesma semana em que o Brasil foi eliminado da Copa do Mundo de 2026, após derrota por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final.
"Acabei de apresentar um projeto de lei para proibir jogadores de futebol que jogam no exterior e técnicos. Chega! Basta dessas estrelas que vêm para a Copa do Mundo como vestais e chegam na Copa, fazem o Brasil passar vergonha”, discursou Hauly no plenário ao defender a medida.
Veto a casas de apostas
O texto vai além da Seleção e mira o financiamento dos clubes. Fica proibido qualquer contrato de patrocínio, publicidade ou parceria com empresas de apostas esportivas, jogos de azar e plataformas do setor. A vedação inclui exposição de marcas em uniformes, estádios, CTs, placas, entrevistas, transmissões, redes sociais e eventos.
Contratos já assinados teriam 180 dias para serem encerrados após a publicação da lei, caso aprovada. O descumprimento pode acarretar suspensão de recursos públicos federais, perda de incentivos fiscais e outras sanções.
Tramitação
O projeto ainda está no início. Precisa ser despachado pela Mesa Diretora para as comissões temáticas da Câmara. Se aprovado nas comissões e no plenário, segue para o Senado.

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