França alia defesa sólida e ataque letal e chega como favorita à semi contra a Espanha
Com ataque produtivo e defesa quase impenetrável, a França chega embalada para a semifinal da Copa do Mundo de 2026 contra a Espanha, na terça-feira (14), em Dallas. A equipe de Didier Deschamps transmite serenidade e solidez, e busca a terceira final seguida em Mundiais.
A vitória tensa por 1 a 0 sobre o Paraguai nas oitavas foi um breve susto. Nas quartas, os Bleus retomaram o estilo ofensivo e dominaram o Marrocos por 2 a 0, carimbando a vaga entre os quatro melhores pela terceira vez consecutiva.
Duelo de gigantes
O confronto com a Espanha de Lamine Yamal, atual campeã europeia, promete ser equilibrado. As seleções se reencontram dois anos após a derrota francesa por 2 a 1 na Euro 2024, no mesmo estádio.
A França se destaca pela consistência e pela defesa difícil de furar. A ambiciosa seleção marroquina, que chegou às quartas após eliminar Países Baixos e Canadá, sentiu o peso do adversário e não conseguiu reagir.
Ataque em alta
Mbappé e Dembélé comandam o setor ofensivo. O camisa 10 marcou seu oitavo gol no torneio com uma finalização de alto nível contra o Marrocos, mesmo após perder um pênalti defendido por Bounou no primeiro tempo.
Com 20 gols em Copas, Mbappé está a um de igualar Lionel Messi. Já Dembélé vive grande fase e encontrou seu espaço ideal na seleção. Juntos, os dois participaram de 13 dos 16 gols da França no Mundial.
"Estamos nas semifinais. Ainda há um longo caminho pela frente, e sabemos que o que nos espera é ainda mais difícil, mas estamos preparados", disse Mbappé ao canal M6 após a vitória sobre os marroquinos.
Defesa quase intransponível
Se o ataque assusta, a defesa dá segurança. A França sofreu apenas dois gols em seis jogos. A dupla Dayot Upamecano e William Saliba tem sido impecável.
A mudança para o 4-2-3-1 em março de 2025 gerou dúvidas sobre o equilíbrio, mas o time respondeu bem. "O perigo pode vir de qualquer lugar, e estamos defendendo cada vez melhor. Quando os defensores veem o esforço dos atacantes, cria-se uma dinâmica própria", explicou Deschamps.
Favorita, mas sem euforia
Deschamps, campeão como jogador em 1998 e técnico em 2018, não esconde o orgulho da equipe, apontada como favorita ao título em 19 de julho. O meio-campista Adrien Rabiot também destacou a confiança: "Tínhamos pouco a temer dessa equipe. Essa era a sensação em campo. É surpreendente", disse à beIN Sports.
Apesar do momento, os líderes pregam cautela. "Já fui campeão mundial e vice-campeão. Esta equipe não vivenciou nenhuma das duas situações. É a que tem mais potencial, mas são as equipes fortes que vencem e, por enquanto, não vejo nenhum troféu dourado ao meu lado", afirmou Mbappé, maior artilheiro da história dos Bleus com 64 gols em 104 jogos.

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