Morre Peppino Di Capri, ícone da música italiana e voz de “Champagne”, aos 86 anos
Cantor e compositor Peppino Di Capri morre aos 86 anos em Capri; artista enfrentava doença prolongada
O cantor e compositor italiano Peppino Di Capri morreu neste sábado, 11 de julho, aos 86 anos, em Villa Castiglione, na ilha de Capri. A morte foi anunciada no perfil oficial do artista com a mensagem “tchau, Peppino”. A família não divulgou a causa, mas a imprensa italiana afirma que ele enfrentava uma longa doença.
Giuseppe Faiella, conhecido artisticamente como Peppino Di Capri, nasceu em 27 de julho de 1939, na ilha de Capri. Autor de clássicos como Champagne e Il Sognatore, ele marcou a música italiana do século 20. Deixa três filhos: Igor, do primeiro casamento com Roberta Stoppa, e Edoardo e Dario, com Giuliana Gagliardi.
Carreira de 65 anos e conquistas
Di Capri começou a carreira no fim dos anos 1950. Em 1958, formou o grupo Capri Boys com Ettore Falconieri, Pino Amenta, Mario Cenci e Gabriele Varano. Após chamar atenção de um executivo do mercado fonográfico, o grupo passou a se chamar “Peppino Di Capri e i suoi Rockers”.
Em 1965, participou da turnê italiana dos Beatles, o que consolidou sua trajetória. Venceu o Festival de Sanremo duas vezes: em 1973, com Un grande amore e niente più, e em 1976, com Non lo faccio più. Também ganhou o Festival de Nápoles em 1970 com Me chiamme ammore.
Veio ao Brasil pela primeira vez em 1961, no Teatro Record. A última passagem pelo país foi em março de 2019, em show com Zizi Possi. Sua última aparição pública ocorreu em 2023, no Festival de Sanremo, como convidado de honra.
Homenagens
“A voz de Peppino Di Capri acompanhou as noites de muitas gerações de italianos, traçando um vínculo indissolúvel com a sua amada ilha, onde nasceu e onde passou os últimos dias de sua vida”, disse o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani.
“Caro Peppino, com você perdemos não apenas um amigo sincero e generoso, mas também um símbolo de uma Itália que contou sua história através de suas canções, acompanhando gerações inteiras desde o final da década de 1950 até hoje”, escreveu Aurelio de Laurentiis, produtor de cinema e presidente do Napoli.

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