Caso do menino morto em Viamão: defesa da mãe alega violência doméstica e investigação apura responsabilidades

 Defesa diz que mãe também era vítima e não viu agressões finais; Polícia Civil ainda avalia se versão afasta participação no crime

A versão apresentada pela defesa da mãe do menino de 3 anos morto após ser espancado pelo pai, em Viamão, levantou pontos que a Polícia Civil ainda precisa esclarecer antes de concluir o inquérito.

Os advogados sustentam que a mulher, nascida no Japão e criada nos Estados Unidos, sofria há uma década violência física, psicológica e religiosa cometida pelo marido. Segundo a defesa, ela vivia sob controle total do companheiro desde que chegou ao Brasil: sem autonomia financeira, com acesso restrito ao celular, sem contato com a família nos EUA e sem conhecimento das redes de proteção. A defesa afirma ainda que ela era impedida de buscar atendimento médico e que chegava a esconder hematomas com lenços e roupas.

Para os advogados, a mulher não teria condições de impedir as agressões contra os filhos. Caberá à Polícia Civil verificar se as provas colhidas confirmam essa narrativa e se ela tinha conhecimento dos episódios de violência anteriores.

O dia do crime
Outro ponto sob apuração é a dinâmica do domingo em que ocorreu o espancamento fatal. A defesa alega que a mãe estava separada do marido por uma divisória dentro da casa quando ele aumentou o volume da música para se exercitar. Ela só teria visto o filho quando o homem apareceu com a criança já desacordada. A Polícia Civil vai checar se essa versão é compatível com os demais elementos da investigação.

Situação jurídica
A mulher segue presa preventivamente. Ela é investigada, junto com o marido, por homicídio doloso duplamente qualificado. Também passou a responder por tortura, relacionada a fatos anteriores envolvendo os outros filhos do casal, segundo a Polícia Civil.

Os advogados haviam informado que pediriam autorização para que ela fizesse o reconhecimento do corpo do filho, necessário para a liberação, e acompanhasse o velório. Até este sábado, não havia confirmação de que o pedido foi autorizado. Desde a tarde de sexta-feira, a defesa não se manifestou à imprensa.

O pai da criança ainda não tem advogado constituído. A Defensoria Pública atuou apenas na audiência de custódia de domingo e informou que continuará no caso por dever constitucional caso ele não contrate defesa particular.

Próximos passos da investigação
Polícia Civil e Ministério Público solicitaram informações sobre eventual histórico do homem, apontado como missionário americano. Também aguardam documentos de episódios anteriores de violência contra os filhos, acompanhados por redes de proteção de outros estados.

Ainda não foi esclarecido o motivo que levou a família ao Rio Grande do Sul para morar em uma área rural de Viamão.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Vídeo - Smart TV TCL 115" 4K UHD QLED Mini LED – Modelo 115C7K (2025)

Smart TV TCL 115" 4K UHD QLED Mini LED – Modelo 115C7K (2025)

Smartphone Samsung Galaxy Z Flip4 128GB Azul - 5G Octa-Core 8GB RAM Câm. Dupla + Selfie 10MP