Os servidores técnico-administrativos em Educação das universidades e institutos federais de Porto Alegre aprovaram, em assembleia realizada nesta segunda-feira (23), a deflagração de greve. A paralisação terá início em 26 de fevereiro e envolve trabalhadores da UFRGS, UFCSPA e IFRS.
Motivos da paralisação
A categoria aponta 17 pontos de pauta, entre eles o não cumprimento do acordo firmado na greve de 2024.
Reposicionamento de aposentados e pensionistas.
Jornada de 30 horas semanais sem redução salarial.
Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), cujo texto foi descaracterizado em projeto de lei.
Definição de data-base para recomposição salarial.
Segundo Maristela Piedade, coordenadora-geral do sindicato Assufrgs, “várias pautas não foram cumpridas e nós estamos novamente engajando nessa luta nacional”.
Organização da greve
Foram escolhidos representantes para o Comando Local de Greve e para o Comando Nacional.
O sindicato pretende intensificar mobilizações nos próximos dias.
Há preocupação com a retomada da discussão da Reforma Administrativa no Congresso, vista como ameaça aos serviços públicos e aos direitos do funcionalismo.
Contexto nacional
Além de Porto Alegre, servidores técnico-administrativos de diversas universidades federais pelo país já decidiram pela greve, ampliando o movimento em nível nacional.
Esse cenário reforça a tensão entre o governo e os servidores, que reivindicam cumprimento de acordos e valorização da carreira.

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