Extinção da escala 6x1 pode gerar perdas bilionárias e eliminar 600 mil empregos

 


Um estudo do Centro de Liderança Pública (CLP) alerta que a possível extinção da jornada de trabalho 6x1 — seis dias de trabalho seguidos por um de descanso — pode trazer impactos severos à economia brasileira. A medida, se aprovada, poderia resultar na eliminação de mais de 600 mil empregos formais e na perda de cerca de R$ 88 bilhões no PIB.

Principais impactos previstos

  • Comércio: redução de produtividade e eliminação de aproximadamente 164 mil vagas.

  • Agropecuária: fechamento de cerca de 28 mil postos de trabalho.

  • Construção civil: perda estimada em 45 mil empregos.

  • Economia nacional: queda de até 0,7% no PIB, equivalente a R$ 88 bilhões, e retração de até 2% na produção formal.

Argumentos dos especialistas

  • Caso a mudança ocorra sem redução proporcional dos salários, o custo por hora trabalhada aumentaria, pressionando empresas e levando a cortes de pessoal.

  • Analistas destacam que o Brasil já enfrenta baixa produtividade: entre 2016 e 2025, o crescimento médio foi de apenas 0,5% ao ano, contra 1,5% no cenário global.

  • Alterações bruscas na jornada, sem ganhos de eficiência, podem reduzir a competitividade e comprometer o crescimento econômico.

Contexto do debate

A proposta de extinguir a escala 6x1 está inserida em discussões mais amplas sobre redução da jornada de trabalho, defendidas por movimentos sindicais e setores da esquerda. Por outro lado, entidades empresariais e economistas alertam para os riscos de desemprego em massa e queda na atividade econômica caso a medida seja implementada sem ajustes estruturais.

Esse cenário reforça a necessidade de avaliar cuidadosamente os impactos da mudança, equilibrando direitos trabalhistas e sustentabilidade econômica.

Quadro comparativo com os cenários possíveis para a manutenção da escala 6x1 versus a extinção da escala 6x1, destacando os efeitos sobre emprego, PIB e produtividade:

AspectoManutenção da escala 6x1Extinção da escala 6x1
Emprego formalEstabilidade, sem impacto relevante imediato.Perda estimada de 600 mil vagas formais.
PIBMantém crescimento projetado, sem retração estrutural.Queda de cerca de 0,7%, equivalente a R$ 88 bilhões.
ProdutividadeNíveis atuais, já considerados baixos (crescimento médio de 0,5% ao ano entre 2016 e 2025).Redução de até 2% na produção formal, agravando a baixa produtividade.
Setores mais afetadosSem impacto direto adicional.Comércio (164 mil vagas), agropecuária (28 mil vagas), construção civil (45 mil vagas).
Custo do trabalhoMantém proporção atual entre jornada e salário.Aumento do custo por hora trabalhada, pressionando margens das empresas.
CompetitividadePreservada, ainda que limitada pela baixa produtividade estrutural.Redução da competitividade, com risco de demissões e retração econômica.

📌 Síntese

  • Manutenção da 6x1: garante estabilidade no mercado de trabalho e evita choques na produtividade e no PIB.

  • Extinção da 6x1: sem redução proporcional de salários, gera aumento de custos, perda de empregos e impacto negativo na economia.

Esse comparativo mostra que o debate não é apenas trabalhista, mas também econômico e estrutural, envolvendo equilíbrio entre direitos dos trabalhadores e sustentabilidade das empresas.

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