Plano de segurança de Lula repete promessas de 2002 que não saíram do papel em 24 anos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria reler o documento que seu próprio partido lançou em 2002: o "Projeto Segurança Pública para o Brasil". O texto defendia a criação dos Conselhos Consultivos de Segurança Pública e de Proteção a Testemunhas, a unificação progressiva das polícias com corregedorias únicas, academias integradas de formação, investimento em policiamento comunitário, criação de um piso nacional para policiais e maior controle sobre o uso da força letal. Ao todo, eram 28 propostas. O documento pregava uma "reforma das polícias", com a criação de uma Escola Superior de Segurança e Proteção Social. Atacava a corrupção e afirmava que "o grau de promiscuidade das polícias com as organizações criminosas" era uma variável decisiva para a insegurança. E concluía: "ou haverá segurança para todos, ou ninguém estará seguro no Brasil." Vinte e quatro anos depois, metade das promessas foi esquecida. A principal delas, a criação do Sis...