Michelle Bolsonaro vai gravar para horário eleitoral de Flávio nesta semana
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve participar nesta semana das gravações para o horário eleitoral da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A participação ocorre em meio à reorganização da estratégia do grupo bolsonarista para 2026.
Segundo a revista Veja, Michelle acertou a presença na propaganda de Flávio e também voltou a gravar vídeos de apoio a candidaturas do PL nos estados. Ela deve conciliar a atuação na campanha presidencial com a própria disputa por uma vaga no Senado pelo Distrito Federal.
A participação acontece após divergências públicas entre os dois. Nas últimas semanas, o relacionamento político passou por tensão, em meio a discussões sobre alianças e estratégia. O episódio chegou às redes sociais, quando Michelle fez críticas públicas ao enteado, o que gerou preocupação no partido e defesa de unidade.
A inclusão de Michelle na propaganda é parte desse esforço de unificação. Considerada uma das principais figuras femininas do bolsonarismo, com influência entre o eleitorado conservador, sua presença pode ajudar Flávio a ampliar o diálogo com as mulheres, segmento estratégico.
Segundo o Correio Braziliense, os compromissos de Michelle relacionados à candidatura ao Senado devem ser concentrados à tarde e à noite. Ela já gravou conteúdos para campanhas no Acre e em Roraima e deve continuar nesse tipo de ação.
A estratégia permite ao PL aproveitar sua popularidade enquanto ela mantém espaço próprio no DF, evitando que a participação na disputa presidencial prejudique sua campanha.
A escolha de Flávio para representar o grupo ocorreu após meses de especulações, com indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro. A definição exigiu reorganização no PL e ação do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, para reduzir divergências internas.
A propaganda eleitoral será usada para apresentar Flávio aos eleitores e reforçar sua ligação com Jair Bolsonaro, com Michelle como uma das principais porta-vozes femininas do grupo.
Patrimônio de Carlos Bolsonaro cresce 27% e vai a R$ 2,7 milhões, aponta TSE
O patrimônio declarado pelo ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL-SC) cresceu 27% em relação à eleição de 2024, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para o pleito de 2026, ele transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina e tenta uma vaga ao Senado.
Neste ano, Carlos declarou à Justiça Eleitoral R$ 2.784.065,08. Cerca de R$ 1,9 milhão corresponde a investimentos diversos e R$ 463 mil a depósito bancário. Ele também declarou um Hyundai HB20X, um Nissan Kicks e duas motos, além de participações societárias nas empresas Bolsonaro Digital e WF Advisory.
Em 2024, quando se reelegeu vereador do Rio, havia declarado R$ 1.982.689,43 – R$ 2,1 milhões corrigidos pela inflação –, o que representa crescimento real de 27%. Na época, havia informado um apartamento de R$ 85 mil, aplicações em renda fixa, ações de empresas como Netflix e McDonald Corporation e criptomoedas.
Também candidato por Santa Catarina, o irmão Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), vereador de Balneário Camboriú, declarou R$ 187 mil neste ano: um Jetta avaliado em R$ 65 mil, R$ 70 mil em conta bancária e R$ 52 mil na Caixa Econômica.
Grupo que planejava atentado em Brasília tinha plantas do Congresso e do STF
O grupo investigado por planejar atentados terroristas em Brasília durante o período eleitoral mantinha mapas e plantas arquitetônicas de prédios públicos, incluindo Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF) e ministérios. Os integrantes também discutiam produção de explosivos, coquetéis Molotov e outros artefatos.
As informações foram apresentadas no domingo (9), em reportagem do Fantástico, da TV Globo, com base em monitoramento do Ministério da Justiça. Segundo as investigações, o grupo não demonstrava apoio específico a partidos ou candidatos, se apresentava como apartidário e defendia uma espécie de "revolução".
As comunicações ocorriam principalmente em dois grupos no Telegram. Nas conversas, eram discutidas estratégias de ataques, escolha de alvos e invasão de prédios públicos. Entre os planos estava atacar o local onde os candidatos eleitos no segundo turno participariam de um debate. Os integrantes compartilhavam instruções para fabricação de artefatos e analisavam estrutura e localização dos possíveis alvos.
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou no dia 4 a Operação Rede Interrompida, conduzida pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV).
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra oito investigados, de 19 a 31 anos, localizados em cinco estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.
De acordo com a investigação, os suspeitos mantinham comunidades virtuais para disseminar conteúdos extremistas e organizar ações. As autoridades identificaram ainda circulação de conteúdos neonazistas, antissemitas e misóginos, com ataques direcionados a mulheres em posição de autoridade.
A análise do material revelou o uso de mapas e plantas para estudar a estrutura dos locais e avaliar estratégias de invasão. O grupo buscava ampliar a estrutura recrutando pessoas de diferentes estados, com referências à formação tática e ações coordenadas.
A operação teve como objetivo interromper a organização antes da execução dos planos. Os investigadores seguem analisando o material apreendido para identificar a extensão da atuação, novos integrantes e a participação individual de cada investigado.
Campanha de Lula antecipa ataques a Alfredo Gaspar para desgastar Flávio entre mulheres
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu antecipar ataques ao deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). A ofensiva, antes do início oficial da propaganda, tem como foco ampliar o desgaste do adversário no eleitorado feminino.
A escolha de Gaspar foi anunciada por Flávio na última quarta-feira (5). O alagoano ocupou a vaga após dificuldades em atrair partidos de centro e frustrar a sinalização anterior de que a vice seria uma mulher. Com isso, as chapas presidenciais competitivas de 2026 não terão uma mulher como vice.
Segundo O Globo, a equipe de Lula começou a trabalhar a imagem de Gaspar nas redes, buscando associá-lo a Flávio e ao ex-presidente Jair Bolsonaro e explorar controvérsias envolvendo o deputado.
As mulheres são parcela decisiva do eleitorado e alvo central das duas campanhas. No último fim de semana, Lula e Flávio tiveram agendas em São Paulo com discursos voltados a esse segmento. A equipe de Lula avalia que o perfil de Gaspar pode atingir Flávio por associação, principalmente em temas ligados às mulheres.
Gaspar tem trajetória na segurança pública: foi secretário de Segurança de Alagoas e procurador de Justiça antes de chegar à Câmara, onde presidiu a CPI das fraudes no INSS. A escolha está ligada à estratégia de Flávio de reforçar segurança, combate à corrupção e investigações envolvendo o governo, incluindo temas relacionados ao empresário Luís Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, e ao caso dos descontos indevidos em benefícios do INSS. Segundo Gaspar, esses assuntos terão espaço importante na comunicação da chapa.
Para Flávio, o vice também é uma tentativa de ampliar presença no Nordeste, região tradicionalmente mais favorável a Lula, já que Gaspar tem base política em Alagoas. Ele deve ter papel relevante nas agendas de campanha.
A estratégia de Lula é apresentar os principais pontos de confronto antes da propaganda gratuita no rádio e na TV, enquanto Flávio usa o período pré-eleitoral para apresentar Gaspar ao eleitorado.

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