O alfabeto de 22 letras que deu origem ao nosso: o legado dos fenícios
Muito antes do alfabeto que usamos hoje existir, os fenícios já haviam criado um sistema de escrita que mudaria a comunicação no Mediterrâneo. Grandes navegadores e comerciantes, eles abriram rotas por todo o mar e, em contato com diferentes povos, espalharam seus símbolos. Essa circulação fez com que a escrita fenícia fosse conhecida, adaptada e transformada por outras culturas. Simples e eficiente, o sistema tinha apenas 22 sinais principais. Diferente do alfabeto moderno, ele registrava sobretudo consoantes - por isso é classificado como um abjad. As vogais precisavam ser deduzidas pelo leitor a partir do contexto. As 22 letras eram: Aleph, Beth, Gimel, Daleth, He, Waw, Zayin, Heth, Teth, Yodh, Kaph, Lamedh, Mem, Nun, Samekh, Ayin, Pe, Tsade, Qoph, Resh, Shin e Taw. Outra marca característica era a direção da escrita, normalmente da direita para a esquerda, tradição que seguiria em outros sistemas semíticos. A influência foi decisiva. Por volta do primeiro milênio a.C., os gre...