Tornado atinge zona rural de Piraí do Sul, no Paraná, deixa 20 casas danificadas e 20 desalojados
Um tornado atingiu no fim da tarde de sábado, 8, a área rural de Piraí do Sul, nos Campos Gerais do Paraná. Segundo a Defesa Civil estadual, 20 residências foram afetadas e pelo menos 20 pessoas ficaram desalojadas. Não há registro de feridos até o momento.
Os estragos ocorreram a cerca de 30 km do centro do município, nas comunidades de Capinzal, Jararaca, Fundão e no bairro Santo André. Moradores relataram destelhamentos, queda de árvores e postes e interrupção no fornecimento de energia. O bairro Santo André chegou a ficar isolado após queda de árvores sobre rodovias. A prefeitura atua com máquinas para desobstruir as vias.
Neste domingo, 9, equipes da Defesa Civil e do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) estão em campo para avaliar os danos e prestar assistência. Lonas foram distribuídas para cobrir imóveis destelhados. As ações são coordenadas a partir de um Posto de Comando instalado no quartel da Brigada Comunitária, com participação do Corpo de Bombeiros, Núcleo Regional de Atuação e outros órgãos.
O Simepar confirmou o fenômeno com base em vídeos enviados ao centro operacional. "As imagens apresentam características visuais compatíveis com o fenômeno", informou. A intensidade ainda será determinada após análise de campo com drone, depoimentos de moradores e mapeamento da distribuição dos danos.
As instabilidades também causaram ocorrências em outros municípios, como Jaguariaíva, Sapopema e Candói. Em Candói, boletim municipal registra, até o momento, 40 danos humanos e dez danos materiais — classificação que inclui não só moradores com casas atingidas, mas também pessoas afetadas por interdições e outros impactos.
Com informações do Estadão Conteúdo / Correio do Povo.
Ataques entre Rússia e Ucrânia deixam pelo menos cinco mortos e dezenas de feridos
Bombardeios russos e ataques com drones ucranianos deixaram ao menos cinco mortos e dezenas de feridos entre a noite de sábado e a manhã deste domingo, 9, nos dois países.
Na Ucrânia, bombardeios russos mataram pelo menos duas pessoas e feriram dezenas. Segundo o presidente Volodimir Zelensky, um drone atingiu e "destruiu quatro andares de um prédio residencial" em Kharkiv, no nordeste do país, matando duas pessoas. O governador regional, Oleg Sinegubov, informou que 23 ficaram feridas na cidade.
Zelensky afirmou ainda que oito pessoas ficaram feridas em Odessa, onde os ataques danificaram a rede elétrica, o porto e prédios residenciais. Em Pavlograd, na região de Dnipropetrovsk, centro-leste, um ataque contra infraestrutura energética perto de um centro comercial deixou nove feridos, entre eles quatro crianças, em ação classificada por ele como "absolutamente brutal". Imagens de prédios em chamas circularam nas redes no sábado, sem verificação independente.
O presidente ucraniano disse que a Rússia lançou 61 mísseis de diferentes tipos contra o país na última semana e pediu mais pressão internacional, sanções e sistemas de defesa antiaérea.
Neste domingo, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que um armazém de suprimentos médicos da entidade em Dnipro, no centro-leste da Ucrânia, "foi atingido e destruído" na sexta-feira. Segundo ele, a equipe retirou 130 de cerca de 300 paletes e deixou o local antes do ataque, sem vítimas. O depósito continha materiais destinados a centros de saúde na linha de frente.
Na Rússia, um ataque com drones ucranianos contra Belgorod, perto da fronteira, deixou três mortos e 25 feridos, incluindo crianças de quatro e nove anos, segundo o governador interino da região, Alexandr Shuvayev. O ataque provocou incêndios em veículos, dois prédios e uma casa.
O Exército russo afirmou neste domingo ter tomado duas pequenas aldeias na região de Donetsk, no leste, entre elas Vasiutynske, a cerca de 10 km de Kramatorsk — informação ainda não verificada de forma independente.
A guerra, iniciada há quatro anos e meio, segue sem perspectiva clara de acordo de paz.
Com informações da AFP / Correio do Povo.
Vieira diz que relação com Argentina só volta ao normal com fim de agressões de Milei
O chanceler Mauro Vieira afirmou em entrevista ao jornal argentino Clarín que a retomada da normalidade na relação entre Brasil e Argentina depende do fim das agressões do presidente Javier Milei. Segundo ele, Brasília considera o vínculo com Buenos Aires "primordial" e espera saber se o governo argentino compartilha dessa avaliação.
"A relação entre Argentina e Brasil é muito importante (...) deve-se parar imediatamente com esse tipo de agressões, para retomar o caminho da normalidade no vínculo binacional", disse Vieira. O chanceler afirmou que o relacionamento hoje é administrado por encarregados de negócios após ofensas que, segundo ele, partiram de Milei não só contra autoridades, mas "contra o Brasil, as instituições brasileiras, os poderes" e o chefe do STF.
Vieira classificou como "totalmente falsas" as acusações de que o governo brasileiro teria financiado uma campanha internacional contra a Argentina e negou que visitas oficiais no passado tenham tido objetivo eleitoral.
Segundo o chanceler, o retorno do embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, só ocorrerá quando cessarem as condições que levaram à sua saída, o que passaria por um "gesto simples" de interrupção das agressões. Ele disse que o mesmo vale para a recomposição plena da representação argentina em Brasília, citando a saída do embaixador Guillermo Daniel Raimondi, descrito por ele como "um diplomata distinguido". O Planalto mantém as relações rebaixadas enquanto persistirem os ataques, de acordo com a entrevista.
Milei, por sua vez, segue compartilhando nas redes mensagens críticas a Lula e ao governo brasileiro e voltou a atacar o Clarín em postagem no X.
Na mesma entrevista, Vieira comentou o atrito com os Estados Unidos envolvendo a indicação de Daniel Perez a embaixador no Brasil. Segundo ele, a forma pública como Washington apresentou a consulta viola a Convenção de Viena, já que o procedimento do agrément deve ser reservado. Citou ainda declarações de autoridades americanas sobre o sistema eleitoral brasileiro e pedidos de visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, e classificou a suspensão do visto da embaixadora brasileira como tentativa de pressão.
Vieira afirmou que não há prazo definido na Convenção de Viena para concessão do placet e que o pedido sequer foi levado ao presidente Lula. Também criticou o uso de sanções como instrumento de pressão, defendendo que "o que serve é a negociação".
Com informações do Estadão Conteúdo / Correio do Povo.
Ex-marido de Maria da Penha é preso em Natal por descumprir decisão judicial
Marco Antonio Heredia Viveros, ex-marido da ativista Maria da Penha Fernandes, foi preso neste domingo, 9, em Natal. Segundo o Ministério Público do Ceará, ele descumpriu decisão judicial ao conceder entrevista à Record TV sobre o caso que levou à sua condenação por tentativa de homicídio há mais de 40 anos — episódio que deu origem à Lei Maria da Penha.
A prisão preventiva foi determinada pelo juiz Cesar Morel Alcantara durante o plantão judicial de sábado, 8. A decisão também proíbe a veiculação da entrevista, gravada pelo jornalista Roberto Cabrini para o Domingo Espetacular, e determina a retirada imediata de conteúdos relacionados.
De acordo com a Promotoria, desde 2024 Viveros estava proibido pelo 1º Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Fortaleza de divulgar informações sobre o processo e de propagar o nome ou a imagem de Maria da Penha e das duas filhas em redes sociais, aplicativos ou qualquer ambiente virtual.
As chamadas da emissora anunciavam a exibição da entrevista em reportagem especial pelos 20 anos da Lei Maria da Penha, completados na sexta-feira, 7. A ativista também foi ouvida para a reportagem. Por volta das 18h50 deste domingo, a publicação de divulgação do programa no Instagram da emissora já havia sido removida.
A Justiça também determinou a preservação de todo o material produzido, incluindo arquivos, registros de edição, contratos e comunicações internas. O descumprimento prevê multa diária de R$ 100 mil. Não foi possível contato com a defesa de Viveros nem com a assessoria da emissora até a publicação.
O caso
Viveros foi condenado pela tentativa de homicídio contra Maria da Penha em 1983, em Fortaleza. Conforme o processo, na primeira agressão ele atirou contra a então esposa enquanto ela dormia, deixando-a paraplégica. Meses depois, ainda segundo a investigação, manteve-a em cárcere privado e tentou eletrocutá-la durante o banho.
Após anos de recursos e condenação do Brasil na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, o caso resultou na sanção da Lei Maria da Penha, em 7 de agosto de 2006, que ampliou medidas protetivas e endureceu penas contra agressores. Maria da Penha, hoje com 81 anos, tornou-se símbolo da luta contra a violência doméstica.
Com informações do Estadão Conteúdo / Correio do Povo.
ONS prevê crescimento de 4,1% no consumo de energia em 2026 e alta até 2030
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em conjunto com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), divulgou a segunda Revisão Quadrimestral das previsões de carga para o planejamento da operação entre 2026 e 2030.
A projeção é de crescimento médio anual de 4,5% da carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) no período. Para 2026, a estimativa é de alta de 4,1%, para 84.989 MW médios. Em 2030, a carga deve chegar a 101.947 MW médios.
Segundo o ONS, as estimativas consideram fatores como a expansão da micro e minigeração distribuída (MMGD) e o crescimento de data centers. Para 2026 e 2027, também foram incluídos os efeitos do fenômeno El Niño.
Em relação à primeira revisão do plano, houve aumento médio de 1.735 MW médios nas expectativas, o equivalente a 1,9%. A projeção de crescimento do PIB para 2026 foi revisada de 2,0% para 2,1%. Para 2027, passou de 2,4% para 2,0%, em razão da desaceleração do ciclo de cortes de juros e do conflito no Oriente Médio.
"Para o horizonte de 2028 a 2030, foram mantidas as projeções anteriores, cenário que pode ser alterado em caso de acirramento de conflitos geopolíticos, incertezas na política fiscal e monetária, além dos impactos das mudanças climáticas", informou o órgão.
Com informações do Estadão Conteúdo / Correio do Povo.

Comentários
Postar um comentário