Socorristas buscam sobreviventes de terremoto na Colômbia; número de mortos chega a 132
Socorristas e voluntários trabalham na remoção de escombros com as mãos em uma corrida contra o tempo para encontrar sobreviventes do terremoto mais forte da última década na Colômbia. Até agora são 132 mortos e ao menos 570 feridos, com dezenas de construções colapsadas, segundo boletins oficiais.
O sismo de magnitude 7,4 ocorreu às 7h34 locais (9h34 de Brasília) desta segunda-feira, 10, com epicentro perto de San José del Palmar, em Chocó, no oeste do país, segundo os serviços geológicos colombiano e norte-americano. Foram registradas 47 réplicas até o momento.
As principais cidades do oeste viveram pânico, com milhares de pessoas nas ruas enquanto prédios desabavam ou sofriam danos graves.
Em Cali, uma das cidades mais afetadas, socorristas faziam correntes humanas com picaretas e ferramentas básicas. A cada intervalo, gritavam "silêncio" para tentar ouvir sinais de vida. "Chegar aqui foi impressionante, parecia o fim do mundo, os carros e as motos na contramão, buscando entes queridos", disse o socorrista Nelson Moreno, que tentava resgatar uma amiga sob dois prédios de cinco andares colapsados.
Segundo o balanço do presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu há três dias e declarou estado de emergência, há 61 prédios colapsados, 18 centros de saúde avariados e 52 instituições de ensino afetadas. Seis aeroportos ficaram inoperantes para voos comerciais. Só em Cali, ao menos 20 estruturas colapsaram, incluindo o principal hospital público.
A região de Chocó, pobre e próxima ao epicentro, já registra 13 mortos. "Eu vi pessoas saírem nuas, pessoas se jogavam de suas casas, desesperadas", relatou o estudante de direito Wilmer Cuesta, que ajuda no resgate.
O sismo revive a tragédia do terremoto de 1999, que deixou quase 1.200 mortos na zona cafeeira. Em Pereira, onde há dezenas de vítimas, "alguns centros hospitalares colapsaram devido à demanda", disse o prefeito Mauricio Salazar.
Em Bogotá, prédios foram esvaziados e centenas foram às ruas com o som de sirenes, mas o prefeito Carlos Galán informou apenas rachaduras superficiais.
Os Estados Unidos ofereceram ajuda de 15,5 milhões de dólares (cerca de R$ 80 milhões). A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a UE disponibilizou o serviço de satélite Copernicus para o resgate. Israel, México, Chile, Argentina e El Salvador também ofereceram apoio.
O futebol foi afetado, com adiamento dos jogos da semana no país e de partidas da Libertadores e da Sul-Americana previstas para a Colômbia.
Com informações da AFP.
Caiado diz que Armínio Fraga é sua preferência para o Ministério da Fazenda
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou nesta segunda-feira, 10, que o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga é sua principal preferência para o Ministério da Fazenda.
"Sempre me preocupei em ter as melhores cabeças para governar. Eu posso te dizer que a pessoa que eu mais converso hoje, que mais me orienta hoje, é o Armínio Fraga. É a pessoa que mais me baliza hoje, nas minhas decisões e nas minhas inquietações também. Ele passou a ser uma referência que eu busco sempre para ele me orientar", disse Caiado.
O ex-governador de Goiás participou em São Paulo do evento Diálogos CEO One, promovido pelo VIP Battistini, ecossistema de networking corporativo, e respondeu ao questionamento de um empresário sobre quem indicaria para a pasta econômica.
Caiado também afirmou que, para a parte administrativa, pensa em Ana Carla Abrão, CEO da Governança do Open Finance.
Com informações do Estadão Conteúdo.
Painel no Teatro Unisinos debate futuro do Brasil e antecede encontro de candidatos ao Senado
O Instituto de Estudos Empresariais (IEE) realizou na noite desta segunda-feira, 10, no Teatro Unisinos, uma edição especial do Colóquios Fórum da Liberdade. O painel "Brasil em perspectiva: escolhas para o futuro" reuniu o ex-presidente do Insper, economista Marcos Lisboa, e o CEO da AZ Quest, Walter Maciel, para analisar as perspectivas econômicas do país no contexto das eleições gerais.
"Hoje vivemos muito mais e melhor do que nossos avós. Isso se dá devido aos avanços da tecnologia, economia, auxílio de políticas públicas e inovação", afirmou Lisboa, ao lembrar que o Brasil tem anos bons e ruins.
Walter destacou que o mundo vive profundas transformações e criticou a falta de continuidade nas políticas públicas. "Brasil não tem política de estado, só de governo, que pensa na reeleição. Quando chega um governo novo, desfaz o que o anterior fez", avaliou.
Após o painel, estavam previstos para debate os candidatos ao Senado Frederico Antunes (PSD), Germano Rigotto (MDB), Marcel Van Hattem (Novo), Milton Cardoso (PSDB), Renato Jaguarão (Cidadania) e Ubiratan Sanderson (PL). Manuela D'Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT) também foram convidados, mas não compareceram.
Arroz paraense: colorido, farto e com sabor de festa
Não é só arroz. É prato principal. Vai camarão, bacon, cheiro-verde, pimentão e muito colorau, que dá cor e perfume. No Pará, arroz branco sozinho é tristeza. Nas cozinhas ribeirinhas, o que a terra e o rio davam virou festa: dizem que a receita nasceu nas barraquinhas do Círio de Nazaré, para alimentar muita gente com pouco. Colorido como as procissões e farto como mesa de família grande.
Arroz Paraense – para 6 pessoas
Ingredientes:
- 3 xícaras de arroz lavado e escorrido
- 300 g de camarão seco salgado
- 150 g de bacon em cubos
- 1 cebola grande picada
- 3 dentes de alho amassados
- 1 pimentão vermelho picado
- 2 tomates sem semente picados
- 1 colher de sopa de colorau
- 6 xícaras de água quente
- Cheiro-verde, cebolinha, pimenta-de-cheiro, sal e azeite a gosto
Modo de fazer:
- Dessalgue o camarão: deixe de molho por 15 minutos, lave bem, tire a casca e reserve a água. Pique grosseiramente.
- Em panela grande, frite o bacon até soltar gordura. Junte cebola, alho e pimentão e refogue até murchar.
- Acrescente o tomate, o colorau e o camarão picado. Refogue por 2 minutos.
- Junte o arroz e refogue por 1 minuto para envolver bem nos temperos. Tempere com sal e pimenta.
- Adicione a água quente – pode usar metade da água do camarão para dar mais sabor. Ferva, abaixe o fogo, tampe e cozinhe por 20 minutos sem mexer.
Para finalizar: Desligue o fogo, salpique cheiro-verde e cebolinha e solte os grãos com um garfo para ficar bem soltinho. Se quiser, decore com azeitonas e rodelas de ovo. Sirva com farofa e pimenta.

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