Morre Willie Colón, ícone da salsa, aos 75 anos

 


O trombonista, compositor e ativista Willie Colón, considerado um dos grandes nomes da salsa urbana, faleceu no sábado (21), aos 75 anos. A notícia foi confirmada pela família e pelo empresário em publicações nas redes sociais.

Trajetória musical

  • Produziu mais de 40 álbuns, com vendas superiores a 30 milhões de cópias.

  • Colaborou com artistas como Fania All Stars, Celia Cruz, David Byrne e Rubén Blades.

  • O álbum Siembra, em parceria com Blades, tornou-se um dos discos de salsa mais vendidos da história, abordando temas sociais.

  • Indicado a 10 Grammys e vencedor de um Grammy Latino especial em 2004 pela contribuição à música.

  • Canções marcantes: El Gran Varón, Sin Poderte Hablar, Casanova, Amor Verdad e Oh, Qué Será.

Vida e ativismo

  • Nascido no Bronx, Nova York, foi influenciado pela música porto-riquenha e ritmos latinos desde cedo.

  • Aos 17 anos, integrou a Fania Records, responsável por difundir a salsa.

  • Misturou jazz, funk, soul e R&B com ritmos latinos tradicionais, criando uma sonoridade única.

  • Atuou como líder comunitário, defendendo direitos civis e participando de organizações como a Associação de Artes Hispânicas e a Comissão Latina sobre a Aids.

  • Recebeu a bolsa Chubb da Universidade de Yale em 1991, reconhecimento dado a líderes de destaque.

  • Teve participação política como conselheiro em Nova York, mas não obteve sucesso em candidaturas próprias.

Polêmicas e cultura pop

  • Teve desentendimentos com Rubén Blades e críticas públicas a políticos como Hugo Chávez.

  • Atuou em filmes (Vigilante, The Last Fight) e séries (Miami Vice).

  • Mais recentemente, participou do videoclipe NuevaYol, de Bad Bunny.

Legado

Willie Colón deixa esposa e quatro filhos. Sua obra é considerada um marco da música

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