A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de barrar tarifas de importação trouxe alívio temporário ao comércio internacional, mas a sinalização do presidente Donald Trump de aplicar uma taxa de 15% reacendeu preocupações. Para o setor de carne no Rio Grande do Sul, o cenário gera apreensão.
Avaliação do setor
A presidente do Instituto Desenvolve Pecuária, Antonia Scalzilli, destacou que o mercado internacional de carne é altamente sensível a decisões políticas e jurídicas.
“Essas incertezas nunca são saudáveis para nenhuma cadeia produtiva”, afirmou.
O impacto para o Brasil e, em especial, para o RS, dependerá do volume exportado aos EUA e do efeito indireto sobre os preços globais.
O maior risco está no efeito dominó, com redirecionamento de fluxos comerciais, pressão sobre preços e aumento da volatilidade.
Contexto das exportações
Segundo a Abiec, em janeiro de 2026 o Brasil exportou 264 mil toneladas de carne bovina, movimentando US$ 1,404 bilhão.
Os Estados Unidos importaram 29,9 mil toneladas, somando US$ 193,7 milhões, ficando atrás apenas da China como principal destino.
Desafios para o produtor gaúcho
O setor já enfrenta custos elevados e impactos climáticos.
A busca por previsibilidade e diversificação de mercados é vista como essencial para reduzir riscos.
“A pecuária brasileira é sólida e competitiva, mas precisamos de estabilidade institucional e comercial para crescer de forma sustentável”, reforçou Scalzilli.
Esse cenário mostra como decisões externas podem repercutir fortemente no mercado gaúcho, mesmo quando os EUA não são o maior destino da carne brasileira.

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