RS tem 775 vagas abertas em concursos públicos; salários chegam a R$ 30,5 mil

 


O Rio Grande do Sul tem 775 vagas abertas em concursos. Entre os destaques da semana estão a Empresa Pública de Transporte e Circulação de Porto Alegre (EPTC), com 3 vagas + cadastro reserva para níveis fundamental, médio e superior e salário de até R$ 9.780,90, e a Prefeitura de Nova Prata, com 60 vagas para servente e inscrições até 8 de setembro mediante análise de currículo.

Confira os principais editais:

Conselho Regional de Medicina do RS
Vagas: CR | Níveis: médio e superior | Salário: até R$ 18.847,08 | Inscrição: até 07/09 | Cargos: Médico Fiscal e Agente Fiscal | Taxa: R$ 58 a R$ 70 | Prova: 20/09

Prefeitura de Feliz
Vagas: 2 + CR | Nível: médio completo | Salário: R$ 2.315,99 | Inscrição: até 07/09 | Cargo: Agente de Defesa Civil | Taxa: isento | Seleção: análise de currículos e TAF

Prefeitura de Gramado
Vagas: 29 | Níveis: médio e superior | Bolsa: até R$ 1.445,90 | Inscrição: até 08/09 | Cargos: Estagiários de diversas áreas | Taxa: isento | Prova: 13/09

Prefeitura de Nova Prata
Vagas: 60 + CR | Nível: fundamental completo | Salário: R$ 1.924,18 | Inscrição: até 08/09, presencial na Prefeitura (Av. Fernando Luzzatto, 158) | Cargo: Servente | Taxa: isento | Seleção: análise de currículos

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Vagas: 20 | Nível: superior | Salário: R$ 13.753,96 | Inscrição: até 09/09 | Cargo: Professor de Magistério Superior | Taxa: R$ 209 a R$ 340

Prefeitura de Toropi
Vagas: 9 + CR | Níveis: médio/técnico e superior | Salário: até R$ 8.900,00 | Inscrição: até 10/09 | Cargos: Agente Ambiental, Vigilância Sanitária, Auditor Fiscal, Contador, Enfermeiro, Fonoaudiólogo, Médico, Psicólogo, entre outros | Taxa: R$ 85 a R$ 130 | Prova: 12/10

Prefeitura de Redentora
Vagas: 53 | Níveis: todos | Salário: até R$ 10.198,40 | Inscrição: até 11/09 | Cargos: mais de 50 cargos nas áreas administrativa, saúde e educação | Taxa: R$ 70 a R$ 180 | Prova: 18/10

Câmara de Redentora
Vagas: 1 | Nível: médio completo | Salário: R$ 3.795,86 | Inscrição: até 11/09 | Cargo: Assessor Administrativo Legislativo | Taxa: R$ 100 | Prova: 18/10

Prefeitura de Relvado
Vagas: 1 + CR | Níveis: médio e superior | Salário: até R$ 8.297,67 | Inscrição: até 13/09 | Cargos: Auxiliar Administrativo, Contador, Educador Infantil, Fiscal, Professor | Taxa: R$ 100 a R$ 150 | Prova: 10/10

Prefeitura de Cachoeira do Sul
Vagas: 49 | Níveis: fundamental, médio, técnico e superior | Salário: até R$ 19.535,28 | Inscrição: até 15/09 | Cargos: Administrador, Advogado, Arquiteto, Enfermeiro, Engenheiro, Médico, Psicólogo, entre outros | Taxa: R$ 146,28 a R$ 243,80 | Prova: 11/10

Prefeitura de Estrela
Vagas: 63 | Níveis: médio e superior | Salário: até R$ 8.058,13 | Inscrição: até 18/09 | Cargos: Agente de Combate às Endemias, Auditor Fiscal, Contador, Monitor e Professores | Taxa: R$ 100 a R$ 150 | Prova: 18/10

Corpo de Bombeiros do RS
Vagas: 440 | Nível: fundamental completo | Salário: R$ 2.120,00 + 100% de risco de vida | Inscrição: até 21/09 | Cargo: Guarda-Vidas | Prova: 06 e 07/10

Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
Vagas: 9 | Nível: superior | Salário: até R$ 13.753,98 | Inscrição: até 23/09 | Cargo: Professor | Taxa: R$ 154 a R$ 412,60 | Provas: 08/11/2026 a 21/02/2027

Prefeitura de Alvorada
Vagas: CR | Níveis: fundamental, médio, técnico e superior | Salário: até R$ 18.974,55 | Inscrição: até 26/09 | Cargos: Arquiteto, Guarda Municipal, Médico de várias especialidades, Professor, entre outros | Taxa: R$ 50 a R$ 130 | Prova: 01/11

Tribunal de Justiça do RS
Vagas: 30 | Nível: superior | Salário: R$ 30.505,36 | Inscrição: até 14/10 | Cargo: Magistrado | Taxa: R$ 305 | Prova: 13/12

EPTC - Porto Alegre
Vagas: 3 + CR | Níveis: fundamental, médio e superior | Salário: até R$ 9.780,90 | Inscrição: até 09/10 | Cargos: Advogado, Agente Administrativo, Fiscalização, Analista, Engenheiro, entre outros | Taxa: R$ 108,74 a R$ 211,44 | Prova: 22/11 e 06/12




Cesar Pontes: ouvir e observar para poder conhecer a causa operária



O candidato do PCO quer ser lembrado por sua luta pela causa operária.

“Gosto de conversar. Acho que gosto mais, inclusive, de ouvir as pessoas do que falar”, afirma o militante e historiador Cesar Augusto Pontes Ferreira (PCO). Filho de mãe professora e de pai desenhista, o candidato ao governo do Estado nasceu em Porto Alegre. “Observo muito o comportamento das pessoas e procuro ouvir o que elas têm para me passar”, diz o gaúcho, licenciado em História pela Pontifícia Universidade Católica do RS (PUCRS).

Foi justamente através da conversa que Pontes ingressou na política durante as Jornadas de Junho de 2013, quando residia em Curitiba, no Paraná. “Entrei na política um pouco atrasado, embora já me interessasse.” Na época, ele se envolveu com os grupos CWB Contra Temer e Frente Resistência Democrática. O ingresso no Partido da Causa Operária veio depois, em 2021, quando retornou a Porto Alegre.

Com um apreço especial por livros de história, filosofia, política e arte, Pontes, de 69 anos, carrega o nome do escritor gaúcho Érico Verissimo entre os favoritos de sua biblioteca. Para além de “O tempo e o vento”, ele tem apreço especial por “Incidente em Antares” e “O prisioneiro”. Ambos, segundo esse autointitulado “leitor voraz”, carregam críticas importantes.

Nascido em 1957, Pontes viveu em várias cidades. Seu primeiro destino foi Maringá, no noroeste paranaense. A mudança foi por conta do trabalho de sua ex-companheira Maria Helena, com quem permaneceu casado por mais de três décadas. Depois de dois anos, o casal retornou ao Estado. Eles moraram em Porto Alegre, Osório e Tramandaí até se mudarem com os filhos Larissa e Estevan, agora com 32 e 37 anos. O destino, dessa vez, foi Cuiabá, no Mato Grosso, onde permaneceram também por dois anos. Após uma passagem no interior de São Paulo, a família fixou residência na capital do Paraná.

Hoje, de volta à cidade natal e às vésperas de completar mais uma década, Pontes quer fazer uma política diferente. “Da qualidade de cada um até a necessidade de cada um”: a frase, de autoria do sociólogo e filósofo Karl Marx, é o lema do candidato, que, acima de tudo, quer ser lembrado por sua luta pela causa operária.




 Priscila Voigt: “Há que endurecer, mas sem perder a ternura”



Catarinense de 33 anos é candidata ao governo do RS pelo UP.

Filha do meio entre três irmãos, a nutricionista e ativista Priscila Voigt tem 33 anos. Com a fala cantada do sotaque catarinense, a candidata ao governo do Rio Grande do Sul pelo partido Unidade Popular pelo Socialismo (UP) nasceu e cresceu na cidade de Tijucas, no litoral de Santa Catarina.

Priscila é a filha do meio de Izoide e Paulo Voigt. A mãe cresceu numa comunidade que fazia plantio de cana-de-açúcar, trabalhou como doméstica durante a adolescência, atuou como professora e se formou em contabilidade aos 40 anos, já com os três filhos. Já o pai trabalhou por muito tempo em uma fábrica de calçados, tendo se formado como contador e advogado ao longo dos anos. Entre os episódios marcantes da infância, a candidata da UP relembra as jornadas exaustivas da mãe.

Antes de entrar para a militância e levar o ativismo como carreira, Priscila se formou em nutrição pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Decidi ficar na nutrição justamente por esse debate sobre saúde coletiva”. Ao longo da faculdade, teve um primeiro contato com a militância política através dos movimentos estudantis. Após concluir a graduação, em 2013, mudou-se para Porto Alegre para cursar a residência em Saúde Coletiva no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Durante este período, atuou na Unidade de Saúde do Morro da Cruz.

Com o passar dos anos, Priscila se envolveu no Movimento de Luta pelos Bairros e Favelas (MLB) e no Movimento de Mulheres Olga Benário, além de participar de ocupações e da criação da Casa Mirabal para mulheres vítimas de violência. Ela é uma das fundadoras da UP no RS.

Para além da política partidária, Priscila é praticante de boxe e gosta de aproveitar os espaços públicos de Porto Alegre com os amigos, em rodas de chimarrão. Priscila é casada com o psicólogo Bruno Ferreira. Sem filhos, eles dividem a vida com três cachorros: Lola, Valente e Haydée, que é uma homenagem a Haydée Santamaría, uma das principais figuras femininas da Revolução Cubana. Com a mesma referência histórica, a candidata comenta uma frase de Che Guevara que tem tatuada e que diz lhe definir bem: “Há que endurecer, mas sem perder a ternura, jamais”.



Eleições 2026: candidaturas de autistas crescem mais de cinco vezes no Brasil



Pedidos de registro saltam de 13 para 70, segundo o TSE.

As candidaturas de pessoas que se declaram autistas cresceram mais de cinco vezes entre as eleições gerais de 2022 e as de 2026, saltando de 13 para 70 os pedidos de registro.

Trinta e nove desses candidatos concorrem a uma vaga como deputado estadual. Outros 22 almejam ser eleitos deputado federal. Há também cinco candidatos à Câmara Legislativa do Distrito Federal, três a vice-governador e um primeiro suplente.

Os números são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e vão na contramão das candidaturas gerais, que diminuíram de 29.262, em 2022, para 20.829, este ano – dado que ainda pode variar, conforme o TSE atualiza sua base.

Segundo o Ministério da Saúde, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do desenvolvimento do cérebro que pode afetar a comunicação, as interações sociais e os comportamentos. Manifesta-se de formas diferentes em cada pessoa, de quadros leves até casos que exigem maior apoio.

Candidatos com deficiências

No total, 524 candidatos declararam à Justiça Eleitoral que têm algum tipo de deficiência. Entre eles, 208 têm deficiência física, 112 visual e 59 auditiva, além de outros 145 casos, incluindo o autismo.

Em 4 de outubro, data do primeiro turno, eles disputarão a preferência de cerca de 158,74 milhões de eleitores. Desses, aproximadamente 1,97 milhão têm algum tipo de deficiência – um crescimento de 42% em relação aos 1,38 milhão registrados em 2022.

Mãe de duas filhas autistas e militante há 30 anos pelos direitos das pessoas com deficiência, Simone Alli Chair é presidenta da Associação Vozes Atípicas (AVA) e terapeuta. Ela considera que o aumento do número de candidaturas reflete a crescente visibilidade social que o segmento tem conquistado.

“Graças aos avanços da ciência, hoje são diagnosticados casos que, até há pouco tempo, não eram considerados. Isso não significa que o número de autistas é maior, mas sim que, antes, os casos eram subnotificados. De qualquer forma, estas pessoas estão chamando cada vez mais atenção”, ponderou Simone.

Porém, a ativista alerta que nem sempre o interesse vem acompanhado de compromisso real. “Muitos candidatos não estão interessados em realmente nos ajudar, mas sim em arregimentar eleitores”, disse ela.

“Quando chega a hora de pedirmos apoio a projetos que beneficiem nossa comunidade, querem condicioná-la à propaganda, nos deixam em segundo plano ou ignoram nossas reais necessidades e sugestões”, completou.

Para Simone, muitos candidatos pecam pela superficialidade ao priorizar quantidade em vez de qualidade. “Se uma criança autista precisa de uma psicóloga, não é qualquer psicóloga. É uma profissional com formação específica para atender esta criança”, frisou.

Estratégia de segmentação

Para o cientista político e sócio-fundador do Instituto Vox Populi João Francisco Meira, o crescimento das candidaturas voltadas à neurodiversidade e aos direitos das pessoas com deficiência atende a uma lógica de segmentação e diferenciação, especialmente nas eleições proporcionais.

“Há, hoje, três grandes categorias ideológicas dentro do eleitorado: do centro para a esquerda; do centro para a direita e, entre estas duas, os nichos. Neles, os candidatos proporcionais buscam se diferenciar em meio a centenas, milhares de outros que oferecem mais ou menos um mesmo cardápio”, explicou Meira.

“Na medida em que alguns problemas vão sendo resolvidos ou equacionados, novas preocupações demograficamente menos densas passam a receber um olhar diferenciado e entram na agenda política”, concluiu.


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