Juventude empata com Atlético-GO por 2 a 2 no Jaconi e segue líder da Série B

 


Verdão da Serra empata em pontos com Criciúma, mas leva vantagem no saldo de gols.

O Juventude entrou em campo neste sábado defendendo a ponta da tabela. Depois da vitória do Criciúma, o Verdão da Serra precisava do resultado para seguir na liderança isolada da Série B e até conseguia o feito no Estádio Alfredo Jaconi. Após sair atrás do marcador, buscou a virada ainda na primeira etapa, mas no apagar das luzes o Atlético-GO decretou o empate por 2 a 2, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Gustavo Coutinho abriu o placar para os goianos. Ainda no primeiro tempo, Alisson Safira e Mandaca viraram o marcador para os gaúchos. Na reta final, João Pedro decretou o empate em Caxias do Sul.

Classificação e próximos jogos

Apesar de amargo, o resultado manteve o Juventude líder, com 47 pontos, empatado com o Criciúma, porém em vantagem no critério de saldo de gols: 13 a 9. O Atlético-GO segue na caça ao G-6, com 40 pontos.

O Juventude agora tem pela frente justamente o confronto direto contra o Criciúma, na próxima terça-feira, às 21h30, no Estádio Heriberto Hülse, em Santa Catarina. Já o Atlético-GO volta a atuar em Goiânia, quando recebe o Ceará, na quarta-feira, às 21h30, no Estádio Antônio Accioly.

O jogo

O confronto começou com domínio dos donos da casa. O Juventude tinha mais posse de bola e presença ofensiva, mas quem saiu na frente foram os visitantes. Em contra-ataque, o Atlético-GO trocou passes e Gustavo Coutinho bateu rasteiro da entrada da área para abrir o placar.

Sem se abalar, o Juventude seguiu mais lúcido e empatou aos 33 minutos. Aderlan cruzou na medida para Alisson Safira cabecear. Por pouco o time gaúcho virou com Raí Silva, que carimbou o travessão. Quando a igualdade parecia ser o resultado final da primeira etapa, Fábio Lima chutou, Paulo Vítor deu rebote e Mandaca virou aos 44.

No segundo tempo, a dupla manteve a postura ofensiva. Na melhor chance do Juventude, MP ajeitou para Gabriel Pires, que só não anotou o terceiro graças ao zagueiro Adriano Martins, que tirou em cima da linha. Com o fim se aproximando, o confronto ficou mais físico.

Quando a vitória parecia encaminhada, Guilherme Lopes cruzou rasteiro e João Victor decretou o empate no apagar das luzes.



Fluminense vence Vasco por 1 a 0 no Maracanã, segue no G-4 e mantém rival no Z-4



Tricolor se vinga de eliminação na Copa do Brasil e chega a nove jogos sem perder no Brasileirão.

No reencontro após o duelo das oitavas de final da Copa do Brasil, o Fluminense se vingou da eliminação para o rival Vasco. Em duelo pela 26ª rodada, o time das Laranjeiras contou com a estrela de Lucho Acosta, que saiu do banco para marcar o gol da vitória por 1 a 0, neste sábado, no Maracanã, para seguir no G-4 do Brasileirão. Com o resultado, o Fluminense chegou a 45 pontos, se mantendo na quarta colocação e aumentando para nove jogos sem perder.

Já o Vasco perdeu a chance de deixar a zona de rebaixamento, estacionado com 25 pontos e podendo virar até vice-lanterna ao fim da rodada. A dupla carioca agora vira a chave para as quartas de final das competições continentais. Pela Libertadores, o Fluminense atua na terça-feira, às 19h, no Maracanã, no jogo de ida diante do Platense-ARG. Já pela Sul-Americana, o Vasco vai até a Colômbia encarar o Santa Fé, também na terça-feira, às 19h.

O clássico começou com o Vasco mais lúcido em campo, pressionando e tendo a bola no campo de ataque, só que ansioso nas conclusões e abusando de cruzamentos. Quando tinha a posse, o Fluminense apostava mais na qualidade de passe de Ganso, que procurou em velocidade Canobbio e Hulk, porém a defesa vascaína sempre levava a melhor.

Da metade para o fim, o jogo praticamente não andou. Várias vezes o clássico foi interrompido por discussões, principalmente no banco de reservas. O Fluminense ficou na bronca com a arbitragem, pedindo o segundo amarelo para Andrés Gómez e Paulo Henrique. Com muito embate e faltas, o primeiro tempo terminou em 0 a 0.

O Fluminense voltou melhor para a segunda etapa. Ganso seguiu distribuindo passes e colocou Hulk novamente na cara do gol, mas Léo Jardim fechou bem o ângulo. Quando o técnico tirou o camisa 10, muitos estranharam, mas a estrela brilhou. Na primeira participação, Lucho Acosta ganhou de Píton e estufou as redes para abrir o placar, aos 15 minutos.

Agora em desvantagem, a ansiedade do Vasco aumentou ainda mais. Preso na marcação, era pouco criativo e mal conseguia pisar na área. Em contrapartida, o Fluminense explorava bem os contra-ataques e Serna perdeu a chance de ampliar, parando em Léo Jardim. Nos acréscimos, Fábio brilhou ao defender o chute de Gómez e garantir a vitória tricolor no clássico.

O resultado ajuda o Inter, que pode ganhar pelo menos uma posição se vencer o Santos no Beira-Rio.



Cheiros e causos dos setembros de alvoroço



Era uma linda manhã de setembro, quando alguns clientes já haviam chegado ao bolicho. Alguns vizinhos vieram a pé, enquanto seu Neto tinha chegado em seu cavalo moro. O Lampião estacionara o jipe debaixo dos cinamomos, enquanto o Bibo viera de bicicleta, e o Surdinho, em um velho trator John Deere. Foi quando um casal de sabiás-laranjeira empreendeu um voo em dueto desde a tronqueira da cerca da Esquina Maboni, subiu aos ares em um bailado de negaceios de penas e bicos, passou por cima das taquareiras, realizou manobras acrobáticas sobre a antiga estrada real e enveredou num voo rasante em direção à porta da venda, onde entrou de supetão e pousou no balcão engraxado. Os amantes alados abriram as asas felizes e cantaram. Seu Turíbio fez menção de rir, mas se conteve e disse:

– Chegou a primavera.

Setembro sempre aspergia cheiros de graxa pingando nas brasas, havia um sorriso maroto no rosto dos moços que sonhavam nesta época com alguns amores proibidos. Nesta época, nós, os adolescentes, nos cortávamos com os aparelhos de barbear dos pais, querendo ser adultos. As jovens estudantes retiravam dos cadernos pétalas perfumadas de flores e esperavam o ônibus exalando cheiros de Cashmere Bouquet roubados das mães e avós. Os homens engraxavam botas, adelgaçavam cavalos e passavam em frente ao bolicho bem pilchados rumo aos desfiles e alvoroços.

As senhoras vestiam roupas novas, enrolavam os cabelos, faziam máscaras e toucas, se enfeitavam e, à noite, se banhavam antes de se deitar. A proximidade da primavera inundava o ar de malícias, gritos de guerra, exaltações, fanfarronices e mitologias gauchescas. Meu tio Carrapicho aparecia montado numa petiça gateada e estendia causos de antigas tropeadas e histórias de assombrações, de domas de cavalos xucros e de noites de ronda.

Depois das friagens do inverno, das geadas que a tudo tiravam o viço, das chuvas guasqueadas nas tardes curtas, um sol ameno aparecia pelos oitões do rancherio. O povo voltava a matear debaixo dos arvoredos, ligavam os rádios e, no bolicho, recomeçavam a jogar bocha, a atirar a tava, pediam a chave da mesa de mini snooker. À noite, os velhos puxavam a fumaça de palheiros bem sovados, coçavam as barbas brancas e começavam a ter pena de morrer. Voltavam os jogos de bola no campinho das rosetas, a mãe fazia de novo os assados no domingo. Eu lia contos de Simões Lopes Neto e ensaiava declamar de cor uns versos amorosos de Aureliano de Figueiredo Pinto.

Setembro existia para nos lembrar que nem tudo era tristeza sobre a terra. Era um mês que chegava meio apaixonado, trazendo flores nos alforjes e milhares de esperança na garupa. Em setembro, quando dormíamos, tínhamos a sensação de que navegávamos sozinhos numa jangada, como Ulisses, o grego, de volta para casa em busca de sua eternidade.



Chevrolet apresenta nova S10 Trail Boss na Expointer



Picape ganha versão mais off-road da história e pode ser testada na feira.

Os visitantes da 49ª Expointer, em Esteio, podem conferir o novo modelo da Chevrolet voltado para o off-road. A S10 Trail Boss é considerada a versão mais bruta da história da caminhonete, com suspensão elevada, pneus especiais e um pacote visual exclusivo, mantendo toda a confiabilidade de um projeto original.

“Ela é um modelo preparado para terrenos irregulares, tem uma pegada bem esportiva e, justamente por isso, foi trazida a suspensão Ironman. Conta com rodas exclusivas em Black Piano, suspensão elevada em 30 milímetros, personalização de adesivos e acabamentos externos e internos. É uma caminhonete bem exclusiva para quem gosta dessa pegada mais off-road”, afirma o gerente comercial da Chevrolet, Diego Finger.

Na Expointer, os visitantes podem, inclusive, fazer um test drive na nova picape, assim como nos demais modelos da S10, líder de vendas. A marca também oferece condições especiais para a compra durante a feira. “O público espera o ano inteiro para trocar o veículo aqui, onde a proposta é melhor e o desconto é maior”, afirma.

A General Motors (GM), dona da marca Chevrolet, está no Brasil há 101 anos, sendo 26 deles no Rio Grande do Sul. A empresa mantém uma forte relação com o Estado, especialmente com o agronegócio. Em visita à Casa do Correio do Povo na Expointer, na última semana, o vice-presidente da GM, Fábio Rua, destacou essa relação.

“Entendemos que o fato de a GM ser uma empresa gaúcha há 26 anos faz com que o gaúcho reconheça isso. Quando ele vai buscar um carro em uma feira como essa, olha para a nossa marca como uma marca dele também, uma marca que ajudou a impulsionar o desenvolvimento da indústria automotiva no Estado”, disse.

A maior feira agropecuária do Rio Grande do Sul ocorre até este domingo, 6 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

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