RS tem quinta de sol e chuva isolada antes de frio intenso com mínimas de -5°C
O Rio Grande do Sul terá uma quinta-feira de tempo instável e ainda com temperaturas elevadas, antes da chegada de uma forte massa de ar frio no feriadão.
Segundo a MetSul Meteorologia, o sol aparece com nuvens em todo o Estado, mas uma frente fria fraca, associada ao avanço de ar frio pela Argentina e Uruguai, muda o tempo ao longo do dia.
A instabilidade deve atingir primeiro a metade Sul e depois avançar para o Leste gaúcho até o fim do dia. Há também chance de chuva isolada na região central entre a tarde e a noite.
Em Porto Alegre, a previsão é de sol e nuvens, com possibilidade de instabilidade à noite. As temperaturas variam entre 11°C e 26°C.
A maior amplitude térmica do dia deve ser em Criciúma (SC), com mínima de 10°C e máxima de 29°C. A menor variação será no Chuí e em Rio Grande, com 12°C a 19°C e 13°C a 19°C, respectivamente, ambos com sol e chuva.
O cenário muda radicalmente a partir de sexta. O ar frio começa a entrar pelo Sul do RS, mas a parte mais intensa da massa polar, considerada uma das mais fortes do ano pela MetSul, chega no fim de semana e deve avançar também para o Centro-Oeste e Sudeste.
As madrugadas de domingo e segunda devem ser as mais frias, com mínimas entre -3°C e -5°C nos pontos mais altos e frios do Estado. Há previsão de geada em diversas regiões e possibilidade de chuva congelada ou neve nos Campos de Cima da Serra, entre domingo e segunda-feira.
Mercosul se reúne em Montevidéu, mas ainda não define cotas de exportação para a UE
Os chanceleres do Mercosul se reuniram nesta quarta-feira (2) em Montevidéu e avançaram nas discussões sobre as cotas de exportação com benefícios tarifários para a União Europeia, mas ainda sem fechar acordo.
O encontro, convocado pelo Uruguai, durou mais de três horas e reuniu os representantes da Argentina, Brasil, Paraguai e Bolívia. Segundo o chanceler uruguaio Mario Lubetkin, o clima da reunião foi "extraordinário, franco e fraterno", apesar das recentes tensões entre Brasil e Argentina.
Lubetkin se reuniu com o argentino Pablo Quirno, o brasileiro Mauro Vieira, o paraguaio Rubén Ramírez e o boliviano Héctor Francisco Huanca para tratar do funcionamento interno do bloco. Ele afirmou que as divergências bilaterais entre Brasil e Argentina — após declarações do presidente Javier Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto — não foram tratadas especificamente na reunião.
O impasse principal segue sendo a distribuição interna das cotas oferecidas pela UE. Quatro meses após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre os membros fundadores do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e a UE, o bloco europeu oferece cotas de importação com tarifa reduzida, e cabe ao Mercosul decidir como dividir o volume entre seus membros.
"Não há unanimidade" ainda, disse Lubetkin. De acordo com ele, Argentina, Brasil e Uruguai estão com posições mais próximas, enquanto o Paraguai está mais distante do consenso. Sem definição, os limites de exportação continuam sendo preenchidos por ordem de chegada.
O acordo Mercosul-UE entrou em vigor provisoriamente em janeiro, após mais de 25 anos de negociações, e aguarda decisão judicial na Europa sobre sua legalidade.
Uma nova reunião presencial foi marcada em Montevidéu, sede da Presidência Pro Tempore do Mercosul, em 45 a 60 dias, com o objetivo de fechar o entendimento sobre as cotas.

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