Sobe para 64 o número de municípios que reportaram danos à Defesa Civil por causa das chuvas no RS
Relatório contabiliza 76 pessoas fora de casa e mais de 9,9 mil afetados; duas mortes foram confirmadas
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul atualizou na noite desta segunda-feira o número de municípios que reportaram danos em decorrência das chuvas que atingem o Estado desde a semana passada. De acordo com o relatório mais recente, o número de cidades com algum tipo de transtorno chega a 64.
O Norte do Estado foi a região mais afetada, com 11 municípios atingidos e 997 estruturas danificadas por tempestades e alagamentos. Entre os imóveis atingidos pelo granizo estão três escolas de Planalto e uma unidade de saúde. Em Ipiranga do Sul, duas árvores caíram sobre uma casa e o posto de saúde foi alagado. Já em Três Arroios e Viadutos, diversas casas foram destelhadas e alagadas, exigindo distribuição de lonas e apoio contínuo às famílias.
Na Região Celeiro, a ocorrência predominante foi chuva forte com granizo e precipitação intensa. Em Miraguaí, houve danos à cobertura de três residências. Em Tiradentes do Sul, foi necessária a montagem de uma força-tarefa para atendimento de ocorrências e levantamento dos afetados.
Nos Campos de Cima da Serra, o granizo atingiu de forma isolada Vacaria, na Comunidade de Várzea dos Antunes, atingindo diretamente uma residência, para a qual a Defesa Civil entregou lonas e telhas.
Na Região Metropolitana, Viamão passou a integrar a lista com o registro de queda de uma árvore sobre o telhado de uma residência, com atuação da equipe local na remoção e fornecimento de lonas.
Em todo o Estado, duas pessoas morreram em virtude dos eventos climáticos dos últimos dias e sete ficaram feridas. Pelo menos 76 gaúchos estão fora de suas casas, dos quais 13 estão abrigados com amigos ou familiares e outros 63 foram acolhidos em abrigos públicos. Mais de 9,9 mil pessoas foram atingidas.
Orçamento de 2027 projeta superávit de R$ 18,6 bi e salário mínimo de R$ 1.741
PLOA enviado por Lula ao Congresso prevê primeiro resultado positivo em cinco anos e detalha piso nacional para o próximo mandato
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou nesta segunda-feira, 31, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2027, o primeiro a ser executado no próximo mandato presidencial, com previsão de superávit primário de R$ 18,6 bilhões nas contas públicas, mesmo contabilizando todas as despesas que podem ficar de fora da meta fiscal.
Se confirmado, será o primeiro resultado positivo em cinco anos. O último foi em 2022, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com superávit de R$ 54,1 bilhões, mas com postergação do pagamento de precatórios.
A meta formal para 2027 é de superávit de R$ 73,2 bilhões, ou 0,5% do PIB, mas o governo é autorizado a excluir do cálculo R$ 65,6 bilhões em despesas — como precatórios e alguns gastos com Defesa. Considerando as exceções, a equipe econômica promete cumprir o objetivo com folga de R$ 10,1 bilhões em relação ao centro da meta.
A ideia de uma meta formal, com exclusões previstas em lei, e outro resultado real, contabilizando tudo, tem sido criticada por especialistas por tornar mais confusa a leitura do Orçamento e por enfraquecer o indicador de resultado primário — saldo entre receitas e despesas, sem contar os juros da dívida.
O esforço para mostrar um número "azul" em 2027 ocorre em meio a desconfianças do mercado financeiro sobre a capacidade de um eventual quarto mandato de Lula reequilibrar as contas. Nesta segunda, o Banco Central informou que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que inclui governo federal, INSS e governos estaduais e municipais, atingiu 82,5% do PIB, maior patamar fora do período da pandemia de covid-19. Ainda assim, em sabatina na TV Globo, o presidente afirmou "não estar preocupado" com a dívida.
Após o envio, o texto será apreciado pelo Congresso, que também precisa votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027. No ano passado, o governo enviou o Orçamento de 2026 com previsão de superávit de R$ 34,5 bilhões, mas hoje projeta um déficit real de R$ 52 bilhões neste ano.
Para os próximos anos, o governo prevê aumentar a meta de resultado primário para 1% do PIB em 2028, 1,25% em 2029 e 1,5% em 2030. Especialistas avaliam que será necessário um plano sólido de ajuste fiscal ou revisão desses números para baixo.
A equipe econômica aposta na aprovação de gatilhos e novas medidas que deem mais flexibilidade orçamentária. Segundo o governo, haverá um ajuste fiscal de aproximadamente R$ 100 bilhões em 2027 com medidas já aprovadas, como o pacote fiscal de 2024, gatilhos para conter gastos com pessoal e o projeto para conter despesas obrigatórias e o piso da saúde.
Salário mínimo de R$ 1.741
O salário mínimo em 2027 será de R$ 1.741, segundo a peça orçamentária. O valor é corrigido automaticamente, com base na inflação do ano anterior e no PIB de dois anos anteriores, e é usado para calcular despesas com benefícios da Previdência, BPC, abono salarial e seguro-desemprego.
Segundo a equipe econômica, as despesas obrigatórias, o piso da saúde e as emendas parlamentares vão crescer menos que o teto do arcabouço fiscal em 2027. As despesas obrigatórias somarão 91,7% do total em 2027, redução em relação a 92% em 2026.
Aporte nos Correios
O governo projeta fazer um aporte de R$ 6 bilhões nos Correios, que executa um plano de recuperação após prejuízos bilionários. Só no primeiro semestre deste ano, registrou prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões, alta de 30,36% ante os R$ 4,26 bilhões negativos no mesmo período do ano passado.
Ciclone mantém chuva e nebulosidade no RS nesta terça-feira, mas tempo melhora ao longo do dia
Instabilidade atinge principalmente Metade Norte e Leste; Oeste, Centro e Sul terão mais aberturas de sol
A circulação de um ciclone no Atlântico, a Leste do Sul do Brasil, mantém a presença de nebulosidade e chuva em parte do Rio Grande do Sul nesta terça-feira. A instabilidade será mais presente na primeira metade do dia, especialmente na Metade Norte e no Leste gaúcho.
De acordo com a MetSul, o sistema de baixa pressão que deu origem ao ciclone também impulsiona uma massa de ar seco e frio, ainda que fraca, o que favorece a presença do sol no decorrer do dia em vários pontos do Estado. As aberturas de céu serão mais frequentes no Oeste, Centro e Sul gaúcho.
Entre a Serra e o Litoral Norte, a melhora ocorre mais tarde, com a nebulosidade persistindo por mais tempo. No Litoral Norte, o tempo também fica mais ventoso.
Em Porto Alegre, o dia terá períodos de maior nebulosidade e ainda há chance de chuva e garoa, mas o tempo melhora gradualmente ao longo do dia.
PDT no RS ameaça cortar recursos de candidatos que não usarem "colinhas" completas
Presidente estadual Romildo Bolzan Júnior cobra cumprimento de resolução nacional que obriga incluir nomes de candidatos ao Planalto, governo e Senado
O presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan Júnior, encaminhou comunicado aos candidatos destacando a obrigatoriedade, determinada em resolução pela cúpula nacional, de constar nos materiais de campanha os nomes e números dos representantes ao Planalto, governo do Estado e Senado.
Segundo o texto, o descumprimento da determinação poderá levar à suspensão de novos repasses de recursos partidários, nos termos da resolução nacional.
Nesta segunda-feira, a coluna informou que há candidatos trabalhistas que, em seus santinhos, reproduzindo uma "cola", estão deixando em branco o número dos candidatos à presidência e ao Senado.

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